
Aprendi a dirigir em um X12 TR. Se hoje sou fã confesso de carros a Diesel e me considero um motorista acima da média, foi por ter tido a felicidade de ser o dono de um Carajás TR como este aí da foto por alguns anos.
Assim sendo, mesmo que seja notícia velha, não poderia deixar de registrar minha homenagem a João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, falecido na última sexta-feira, dia 30 de janeiro.
Durante todo o tempo em que fui dono de um Gurgel, tive que ouvir muita piada de amigos. Perguntavam se tratava-se de alguma espécie de ufanismo, se meu pai era militar e assim por diante. Imaginem então o que o próprio Gurgel não teve que ouvir, ao longo de sua vida, apenas porque teve a coragem e capacidade de concretizar seu sonho.
Creio não ser por acaso que, em uma rápida busca pelo Google, é possível encontrar uma série de grupos dedicados a manter a memória das criações de Gurgel. Além disso, fico feliz em descobrir que existe uma biografia sobre o homem, bem como um documentário sobre sua fábrica, criado por alunos da ECA/USP em 2004 (dica do Fábio Seixas):
Quem sabe agora, depois de sua morte, haja um renovado interesse por sua história e a Gurgel passe a ter o lugar de importância que merece na história da indústria brasileira. Eu sei que, se tivesse dinheiro e uma enorme garagem, certamente daria um jeito de arranjar um Carajás e um X15 para reformar (e atualizar alguns detalhes) e desfilar por aí.
Requiescat in pace, seu Gurgel, e obrigado por tudo.
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Comentários:
Infelizmente, poucos estavam com ele. Mas que ele deixou sua marca, isso ele deixou.
A propósito: o Paulo César Facin que assina a matéria que está na foto do post é o mesmo que escrevia para MOTOR 3?
Abraços, e parabéns por lembrar de João Gurjel. É a primeira notícia que leio sobre a sua morte. Que silêncio sombrio... e covarde.


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