
Será que eu preciso, mesmo, ter um carro? Não seria melhor pegar essa grana, investir, e andar de transporte público ou táxi? É uma dúvida que certamente já passou pela cabeça da maior parte dos donos de carro do país, e que serve de ponto de partida para um post lá no Dinheirama que decreta:
Portanto, para o cidadão comum, carro não é investimento, não é ativo. Carro é passivo, é sinônimo de despesas e gastos extraordinários capazes de furar qualquer orçamento. Ah, e sem drama por favor. Isso é um alerta, não uma mensagem apocalíptica pregando a caminhada diária para o trabalho e dias de aperto no transporte público.
Para mim, uma conclusão que devia ser óbvia a cada vez que enchemos o tanque, precisamos fazer alguma manutenção, ou conferimos os classificados para ver o valor de mercado do nosso carro. Resumindo: cuidado, ou você vai acabar tendo que morar na sua Kombi.
UPDATE: Quer ter uma idéia de como fazer a conta dos gastos com o carro, para saber se você pode ou não se dar ao luxo de ter um? Este post do Jovem Investidor vai ser uma mão na roda (eu sou ótimo de trocadilhos, hein?).
No entanto, muita coisa divertida na vida é "sinônimo de despesas e gastos extraordinários", a começar por nossas mulheres. Então, imaginando que há espaço no orçamento para tanto, será que, ainda assim, vale a pena ter um carro? Por quê?
Eu confesso que tentei, desde que me mudei para São Paulo há pouco mais de dois meses, me acostumar à vida sem carro. Sempre tentando aproveitar caronas no trabalho, pegando um carro emprestado para ir no supermercado, ônibus e metrô para deslocamentos mais banais.
No papel, a idéia é excelente. Eu economizaria bastante dinheiro e ainda podia pensar que estava ajudando o planeta. Mas na prática, a coisa é bem mais complicada: o tempo gasto esperando um ônibus em meio à poluição sonora e do ar das grandes avenidas paulistanas; o incômodo de ficar pedindo um carro emprestado; o complicado trato com taxistas; o metrô absolutamente lotado.
Finalmente, o carro passa uma sensação de liberdade. Mesmo que nunca aconteça, é agradável pensar que eu posso resolver, de uma hora pra outra, mandar o trabalho às favas, entrar no carro e ir dirigindo até onde bem entender. Isso sem falar no prazer de se perder pelas ruas de uma cidade, descobrir caminhos e detalhes.
Se há quem consiga viver tranqüilamente sem carro, não é este o meu caso. Vou continuar tendo carro, gostando de carros, lendo e escrevendo sobre carros.
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