
Com termômetros marcando 51°C, uma pista naturalmente de baixa aderência e o fim do controle de tração, até que a lambança foi menor do que se podia esperar.
Verdade que apenas sete carros conseguiram cruzar a linha de chegada, e só seis tendo completado todas as 58 voltas. Mas o fato de a rodada de Timo Glock ao sair da pista e decolar em um morrote ter sido o pior acidente da corrida é um bom sinal dado o nível de barbeiragem que se viu em Melbourne neste domingo.
No fim das contas, Lewis Hamilton e sua McLaren não tomaram conhecimento do calor, da falta de controle de tração ou da pista escorregadia. Com uma corrida irretocável, o inglês liderou de ponta a ponta e não teve sua liderança ameaçada em nenhum momento.
Derrotados
Já o tal de Homem de Gelo, mesmo com uma ajudinha da sorte na forma de uma bandeira amarela providencial, foi afobado e rodou por duas vezes antes de o motor da Ferrari entregar os pontos. Inclusive, a escuderia italiana foi a maior decepção deste GP: seus dois carros pararam com problemas mecânicos, e o que deveria ter sido uma brilhante estréia de Sébastien Bourdais, acabou virando um 7° lugar depois que o motor Ferrari de sua Toro Rosso também estourou a três voltas do final.
Outro grande derrotado foi o pobre Rubens Barrichello. Tinha boa posição no grid, saiu com a quantidade de combustível que bem entendeu, e mesmo com um carro com uma performance pífia nas retas, fez uma corrida consistente. Até a volta 45, quando a equipe comandada por Ross Brawn o chamou para os boxes quando o safety car havia ido para a pista devido ao acidente de Glock e o pit lane estava fechado.
Não satisfeitos, resolveram reabastecer o carro do brasileiro em momento que isso não é permitido. Para piorar, o "piruliteiro" ergueu sua placa antes do fim do reabastecimento, levando o piloto a arrancar, arrastando a mangueira e dois mecânicos. E pra completar a cagada, Barrichello saiu dos boxes ainda com a luz vermelha acesa. Resultado: um stop and go de 10 segundos, pelo reabastecimento em momento inadequado; e a desclassificação, depois do fim da prova, a qual ainda havia conseguido terminar em sexto lugar.
Tá, e daí?

Passado o furdunço, a impressão geral é de que as mudanças, parece, foram todas positivas. O fim do controle de tração, em especial, se ainda não aumentou o número de ultrapassagens de maneira significativa, ao menos trouxe de volta à Fórmula 1 as derrapagens na saída de curva e uma sensação bem maior de velocidade às manobras dos pilotos. O novo formato dos treinos também promete render jogadas interessantes de estratégia em pistas onde a posição no grid é mais importante.
E foi só a primeira corrida, mas com a Ferrari e Raikkonen conseguindo apenas um ponto, a vitória de Hamilton e os 14 pontos da McLaren os colocam em posição privilegiada. No segundo escalão, BMW, Williams e Toro Rosso devem ser responsáveis pelas disputas mais emocionantes deste ano, além de terem os três pilotos - Kubica, Vettel e Bourdais - mais interessantes do circuito. E que venha Sepang e mais uma madrugada em claro.
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Comentários:
os carros vão ter farol? já pensou os pilotos mais rápidos dando sinal de luz antes de ultrapassar?
os carros vão ter farol? já pensou os pilotos mais rápidos dando sinal de luz antes de ultrapassar?
hahaha. seria genial. mas, a julgar pelo MotoGP noturno que já aconteceu este ano, e corridas como Le Mans, infelizmente trata-se apenas de uma pista muito bem iluminada.


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