Roda Presa

Roda Presa

Mar 28
round 2, fight!

O fotógrafo Alex Silva testemunhou uma briga de trânsito aqui no centro de São Paulo, que só pelo ridículo da situação já merece aparecer aqui no blog. Veja a sequência de fotos abaixo.



(Alex Silva/AE)

Os dois valentões começaram a discutir por causa de uma fechada, até que o cara de roupa social saiu do carro querendo brigar. Mas toda sua valentia acabou, quando percebeu que seu adversário era maior que ele e então resolveu fugir.

Porém, dando um zoom na segunda foto, conseguimos entender o motivo da covardice do yuppie.

Zoom de 300 X

O cara de vermelho é ninguém menos que M. Bison, o chefão final do game Street Fighter 2! Tá desculpado então, eu também teria corrido.

fonte: G1

Mar 26
sonho

segue aí um videozinho do carro conceito Maybach Exelero, que tem a honra de figurar no primeiro banner do rodapresa.

Lançado em 2005, não é notícia nova nem nada, mas este post foi inspirado pela imagem abaixo, que recebi na mailist do Omega Clube.


project-car...
Exeleromega

André Miyazawa EmailCarrosPermalink Deixe seu comentário
Mar 18
a supermáquina 2008

Mês passado foi televisionado nos EUA o novo filme d’A Supermáquina nos EUA. Quem, como eu, é velho o suficiente pra ter assistido ao original sabe que, se a série não era um primor de qualidade, ainda assim não fazia o espectador passar vergonha alheia pela equipe produtora. Ou talvez minha memória esteja sendo condescendente com uma boa lembrança do passado, vai saber.


A nova dupla


A idéia de se lançar uma continuação da série aparentava ser boa, afinal o gosto por carros está em alta, a moda retrô também, os programas automotivos são um sucesso e tudo isso já garantiria o interesse na série.

Mas, da idéia até o produto final, alguma coisa deu errada. Não que o filme seja um lixo, longe disso, até diverte. O único problema é que existe a série original para se comparar.
O roteiro, cheio de furos, não é o que incomoda e sim os detalhes. A começar pela escolha - patrocinada - de um Ford Mustang como o novo K.I.T.T, ao invés de um Pontiac Firebird Trans-Am*. Aliás, a impressão que se tem ao assistir o filme é de ver um enorme comercial dos carros Ford.
Tem ainda os novos super-poderes do K.I.T.T, que, graças à nanotecnologia, pode mudar de cor, formato e auto-reparar os danos recebidos, como se fosse um Exterminador T-1000 com 4 rodas. (edit: o Sólon lembrou do seriado Viper nos comments, mas como eu não me lembrava do efeito direito, preferi colocar uma referência mais pop.)
E, o maior de todos os defeitos, as poucas cenas de ação com o carro são nada inspiradas, não teve nem um mísero powerslide que prestasse.

O protagonista humano, interpretado por Justin Bruening, é o velho clichê do herói caído, reticente em assumir sua missão, mas que se redime pela necessidade. A mocinha é interpretada por Deana Russo e apesar de dever no quesito atuação, compensa no quesito gostosura.

A CBS estuda a produção da série à partir da repercussão do piloto, então espero que os executivos estejam antenados com as reações dos espectadores e corrijam os defeitos, pois a série possui potencial. Ou talvez seja melhor que a série fracasse e que finalmente os execs entendam que alguns ícones do passado devem continuar no seu devido lugar: na memória dos fãs.

Clique aqui e veja por si mesmo, legendado em português. Precisa registrar no fórum pra ver os links, mas vale a pena, tem muita coisa boa por lá!


Eu era assim...


... e fiquei assim.


Mas deveria ser assim!


Canastrona, mas gata.


*Sim, eu sei que não se fabricam mais Firebirds, mas também sei que a GM é a dona da Pontiac e a maior concorrente da Ford, então nada mais natural usar algum carro da montadora da gravatinha. Ou que escolhessem um modelo mais esportivo, assim como o original.

André Miyazawa EmailCarros, Cinema, TelevisãoPermalink 2 comentários
Mar 17
imagina se tivessem buzinas

caos no GP de Melbourne

Com termômetros marcando 51°C, uma pista naturalmente de baixa aderência e o fim do controle de tração, até que a lambança foi menor do que se podia esperar.

Verdade que apenas sete carros conseguiram cruzar a linha de chegada, e só seis tendo completado todas as 58 voltas. Mas o fato de a rodada de Timo Glock ao sair da pista e decolar em um morrote ter sido o pior acidente da corrida é um bom sinal dado o nível de barbeiragem que se viu em Melbourne neste domingo.

No fim das contas, Lewis Hamilton e sua McLaren não tomaram conhecimento do calor, da falta de controle de tração ou da pista escorregadia. Com uma corrida irretocável, o inglês liderou de ponta a ponta e não teve sua liderança ameaçada em nenhum momento.

Derrotados
Já o tal de Homem de Gelo, mesmo com uma ajudinha da sorte na forma de uma bandeira amarela providencial, foi afobado e rodou por duas vezes antes de o motor da Ferrari entregar os pontos. Inclusive, a escuderia italiana foi a maior decepção deste GP: seus dois carros pararam com problemas mecânicos, e o que deveria ter sido uma brilhante estréia de Sébastien Bourdais, acabou virando um 7° lugar depois que o motor Ferrari de sua Toro Rosso também estourou a três voltas do final.

Outro grande derrotado foi o pobre Rubens Barrichello. Tinha boa posição no grid, saiu com a quantidade de combustível que bem entendeu, e mesmo com um carro com uma performance pífia nas retas, fez uma corrida consistente. Até a volta 45, quando a equipe comandada por Ross Brawn o chamou para os boxes quando o safety car havia ido para a pista devido ao acidente de Glock e o pit lane estava fechado.

Não satisfeitos, resolveram reabastecer o carro do brasileiro em momento que isso não é permitido. Para piorar, o "piruliteiro" ergueu sua placa antes do fim do reabastecimento, levando o piloto a arrancar, arrastando a mangueira e dois mecânicos. E pra completar a cagada, Barrichello saiu dos boxes ainda com a luz vermelha acesa. Resultado: um stop and go de 10 segundos, pelo reabastecimento em momento inadequado; e a desclassificação, depois do fim da prova, a qual ainda havia conseguido terminar em sexto lugar.

Tá, e daí?
Hamilton festeja no pódio

Passado o furdunço, a impressão geral é de que as mudanças, parece, foram todas positivas. O fim do controle de tração, em especial, se ainda não aumentou o número de ultrapassagens de maneira significativa, ao menos trouxe de volta à Fórmula 1 as derrapagens na saída de curva e uma sensação bem maior de velocidade às manobras dos pilotos. O novo formato dos treinos também promete render jogadas interessantes de estratégia em pistas onde a posição no grid é mais importante.

E foi só a primeira corrida, mas com a Ferrari e Raikkonen conseguindo apenas um ponto, a vitória de Hamilton e os 14 pontos da McLaren os colocam em posição privilegiada. No segundo escalão, BMW, Williams e Toro Rosso devem ser responsáveis pelas disputas mais emocionantes deste ano, além de terem os três pilotos - Kubica, Vettel e Bourdais - mais interessantes do circuito. E que venha Sepang e mais uma madrugada em claro.

Solon Brochado EmailCarrosPermalink 2 comentários
Mar 2
O caso das Ferraris paraguaias

Interiores da F360 verdadeira e réplica ilegal

Lembro muito bem de, quando criança, ler os classificados de veículos do jornal Zero Hora no fim de semana, decorando valores e imaginando o dia em que teria dinheiro para recuperar um Jeep Willys (ainda não tínhamos passado pela abertura do mercado às importações do governo Collor).

Uma das coisas que sempre me chamavam a atenção, naquela época, eram as ofertas de réplicas de Porsche 911 feitas a partir de simples Fuscas. Fã dos carros alemães que sou, pensava que, já que meus pais já tinham um Fusca, esta seria uma maneira adequada à nossa realidade financeira de ter um Porsche. Obviamente, com os anos descobri que furada e interminável fonte de gozação uma dessas réplicas realmente é.

Quando primeiro ouvi falar, esta semana, que a polícia italiana tinha fechado uma rede de oficinas que fazia "falsificações" de Ferrari, imaginei tratar-se de alguma cópia fiel o suficiente para enganar compradores mais bobos. Ao saber que as tais falsificações eram vendidas por quase 10% do preço de uma verdadeira, comecei a suspeitar que ninguém seria capaz de cair em tal conto do vigário.

Pois alguns dias depois, informações mais completas confirmaram que as tais cópias da F360 Modena nada mais eram do que réplicas construídas, ao que tudo indica, a partir do velho conhecido Pontiac Fiero, prática tão antiga que a própria GM chegou a oferecê-la de fábrica na versão Mera. Ora, ninguém em sã consciência olharia para o interior das tais réplicas - à esquerda na foto acima - e confundiria o carro com uma F360 de verdade - cujo interior é mostrado à direita.

Até entendo que, por se apropriar de marcas registradas da empresa italiana, tais réplicas sejam ilegais caso não tenham uma autorização expressa para serem feitas. Mas, sinceramente, será que a Ferrari pensa que uma pessoa sequer que tenha o dinheiro para comprar uma F360 iria deixar de fazê-lo para comprar uma dessas toscas réplicas? Ou então que, de alguma forma, alguém que visse uma na rua acharia que algo tão primitivo teria saído de Maranello?

O pior de tudo é pensar que algum pobre coitado, que de repente passou uma vida inteira juntando um dinheiro para comprar uma réplica dessas e poder, ao menos, ter um gostinho do que é ser dono de uma Ferrari, corre o risco de ver seu carro confiscado e enviado para o triturador. Acho incrível que ninguém ainda tenha fundado um "movimento de libertação das réplicas" ou coisa parecida.

(foto via Autoblog)

Solon Brochado EmailCarrosPermalink 2 comentários

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