
Você pode até não gostar de uma sportwagon, mas é difícil reclamar quando ela tem um motor que desenvolve 230hp e vai de 0 a 100 quilômetros por hora em 6.4 segundos. E que tal se, além disso, ela fizer 14,1 Km/L?
Obviamente, além de seguir algumas diretrizes do hypermiling (nota pessoal: iniciar um verbete sobre o assunto na Wikipedia em português), o pessoal do Jalopnik jamais teria chegado a tais números sem um bom motor diesel. Só para comparar, certa vez dirigi meu Golf Mi 1.6 da mesma maneira, em Porto Alegre, e consegui um consumo de 13,6 Km/L, bastante para muito amigo me chamar de mentiroso.
Aqui no Brasil, por sua vez, o governo insiste no duvidoso biodiesel a ponto de utilizá-lo para passar um imposto mascarado, mas ainda impede o grosso da população de ter esta opção mais econômica de motorização. Imaginem se tanta gente que compra um carro compacto com motor 1.0 na tentativa de gastar o mínimo possível com a caríssima gasolina tivesse a opção de comprá-lo com um motor 1.9 TDi capaz de fazer, segundo o manual, quase 18 Km/L na cidade?
Isso significaria acabar com a subvenção do diesel, levando a um aumento fenomenal do preço do combustível e, conseqüentemente, do transporte de cargas no país? Talvez. Talvez não. Seria um pesadelo burocrático, mas seria possível continuar subvencionando o combustível apenas para veículos de carga. Ou então, esta liberação poderia estar atrelada a um projeto de renovação do transporte ferroviário no Brasil. Ou alguma outra solução que jamais me passou pela cabeça.
Seria bom, pelo menos, que essa discussão existisse para começo de conversa. Se existe alguma razão que torna o Brasil um lugar tão especial em relação ao resto do mundo para que, aqui, não possamos ter carros de passeio a diesel como nos EUA ou na vizinha Argentina, estou aberto a argumentos. Até lá, preparem-se para ver este assunto surgir mais algumas vezes neste blog.
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