
O grupo gremista foi surpreendido por uma história emocionante na manhã desta quinta. João Victor, que comemora o aniversário de seis anos neste dia 18 de novembro, visitou o Estádio Olímpico e realizou o sonho de conhecer pessoalmente os jogadores e o técnico Renato. Há cerca de seis meses, foi diagnosticada uma infecção muito forte, e o pequeno torcedor teve que ir para o hospital. Ficou na CTI, sedado, durante 15 dias. Só reagia quando ouvia o hino do Grêmio. Em junho, ele conseguiu sair dos aparelhos e recebeu alta.
– Sempre falávamos coisas positivas para ele. Fizemos um CD com versões do hino do Grêmio, e mesmo sedado, quando ele escutava o hino, mostrava reação – contou o pai Marcus Medeiros.

O esporte, a disputa, a gana, o simples fato de querer ser melhor que o outro nos desperta sentimentos, até então, desconhecidos. Muitas vezes extrapolamos o bom senso e invocamos atitudes inexplicáveis e incabíveis para qualquer situação. Isso gera revolta dos incrédulos. Infelizmente, esse preconceito é generalizado, transformando qualquer apaixonado por futebol em um ser sem razão. Essa teoria, como todas as más, se espalha rapidamente, influenciando até quem faz parte do grupo dos que acreditam nas coisas boas esporte.
Contudo, situações como a do pequeno João Victor nos fazem acreditar no potencial de cura do futebol. Não estou falando dos benefícios físicos ou relativos a saúde. Muito menos na questão sociológica ou cultural adquirido frequentando estádios e estudando como a historia da fundação clubes contextualiza-se com a historia de suas regiões. Mas sim no poder da paixão pelas cores. Na força e importância que damos pela bandeira levantada e, em algum momento da vida e por algum motivo, escolhida como grande certeza de fidelidade.
Pessoas passam por nossas vidas, assim como escolas, trabalhos e gostos. Mas o time de futebol que você escolheu é para sempre. Entre todos os sentimentos explicáveis, do amor ao ódio, a importância que damos ao clube é o mais complicado de transcrever – quiçá impossível. Por isso, nem vou me arriscar a fazer.
Apenas vou reler a noticia do João Victor, o garoto que reagia após ouvir o hino do seu time, e me emocionar mais uma vez. A medicina não vai explicar isso jamais. A religião muito menos. Mas assista um jogo da última rodada, quando João Victor entrar no gramado com os jogadores. Você vai entender.
Há coisas, senhores, que só o futebol explica.

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