Toda participação de Arnaud Rodrigues no Programa do Jô era marcada por três momentos. O primeiro era a inevitável lembrança da parceria com Chico Anysio em “Chico City" (1973), além de formar, com Chico, o grupo musical Baiano e os Novos Caetanos na década de 70.
O tema seguinte era a paixão de Arnaud por futebol. O ator era presidente do Palmas Futebol Clube. Nos últimos anos, Arnaud Rodrigues vinha cuidando de dar uma infra-estrutura ao clube. Ganhou uma grande área do Governo Estadual para a construção de um centro de treinamentos e, constantemente, levava ex-jogadores conhecidos para motivar o futebol local, como Paulo César Caju.
Já o último momento era um pedido de Jô Soares. O apresentador queria que Arnald contasse uma história ocorrida nos final dos anos 80. Manja aquelas partidas de futebol que reúne atores, cantores sertanejos e boleiros em fim de carreira? O fato aconteceu num jogo assim no interior de São Paulo.
Um dos convidados do time de estrelas era um cantor pouco conhecido na época. Sua principal característica era a baixa estatura. Resumindo, era um tampinha irritado. Passou boa parte do primeiro tempo reclamando dos jogadores que não passavam a bola. No intervalo, já no vestiário, ele decidiu esbravejar contra o time. E o principal alvo, sabe-se lá porque, foi nada menos que Alexandre Frota.
A discussão – ou melhor, monologo, já que Frota nem levava a sério o desespero do irritadinho – foi aumentado a partir desse descompromisso. Mas a coisa ficou preta. Quando Frota decidiu mandar um quase inaudível “à merda”, o pequeno pitbull partiu para cima do ator canastrão. Testemunhas afirmam que foi preciso três homens para segurar o nanico. Por pouco, muito pouco, o “bate boca” não foi às vias de fato.
Anos depois, em um lugar qualquer, Arnaud esbarrou com esse rapaz. Eles relembraram casos antigos, inclusive o fatídico Jogo das Estrelas. Arnold comentou da quase briga com Alexandre Frota. E o cara, que infelizmente eu não lembro o nome e por isso venho usando adjetivos pejorativos irritantes desde o começo da história, desabafou:
- “É verdade... Rapaz, bem lembrado. Onde eu estava com a cabeça? Onde, Arnaud? Graças a Deus vocês me seguraram, graças a Deus! Imaginem se eu fosse para cima dele? Hoje eu estaria preso e Alexandre Frota seria um homem morto!”

Infelizmente a história, real ou não, tem muito mais graça sendo narrada por Arnaud. Não há o registro no Youtube.
Quem viu, viu.
Posts similares:
Homenagem a Arnaud Rodrigues (1942-2010)
História nos Campos de Palmas
Rio Branco: Escrete marrom promete tirar Paranaguá da pré-história futebolística
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários:
Este post tem 16 comentários aguardando aprovação...


