Uma miragem atingiu minha televisão na noite dessa sexta-feira. O programa “Lobão Ao Mar” (MTV) fez um especial homenageando Wilson Simonal. Foi um show desplugado com os filhos do cantor, Max de Castro e Simoninha, e o apresentador que cheirou cinzas sobre um caixão no filme Areias Escaldantes (1985): João Luíz Woerdenbag Filho, o Lobão.
O trio apresentou-se em brilhante sintonia, relembrando clássicos e um pouco do lado B de Wilson Simonal. Entre as canções um descontraído bate papo de Lobão com a prole. Desde o início no Dry Boys até a acusação de espião da ditadura militar quer sujou a carreira de Simonal e o fez, de forma absurdamente injusta, morrer no esquecimento.
Wilson Simonal foi um dos grandes da música brasileira. Tão importante para o brazilian funk/soul quanto o Tom Jobim é para a Bossa Nova ou Cartola ao samba. Além disso, tinha uma presença de palco inigualável. Um showman de primeira, como disse o próprio Lobão. Esse comentário me fez garimpar no Youtube uma apresentação do cantor num especial da TV Record em meados da década de 70. A sua capacidade para controlar o público lembra, guardando devidas proporções, o lendário Sammy Davis Jr., citado nesse post de maio de 2008.
No vídeo podemos observar Ronald Golias, Ricardo Corte Real e Gilberto Gil, só para ficarmos em alguns ícones da cultura brasileira. Todos aos pés do maestro.
Alegria, alegria.

¹ Dica de filme: Ninguém Sabe o Duro que Dei.
² Dica de livro: a obra que originou o filme acima.
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