Ótima a matéria do Régis Rösing com o atacante Fred (Fluminense) exibida neste domingo no Esporte Espetacular. O jornalista focou sua principal característica, uma técnica que o consagrou como um dos repórteres mais carismáticos e surpreendentes do esporte brasileiro: a passagem. Passagem, para que não sabe, é o momento que o repórter fala para a câmera e apresenta-se diretamente ao espectador.
Regis, desde seus tempos de RBS em Santa Cruz do Sul (RS), faz de cada passagem um show. Apelidado de “vidente” por jogadores e torcedores, o gaúcho narra um determinado lance antes do mesmo acontecer. Feito o gol, o cinegrafista mostra o repórter improvisando um texto com o lance acontecido.
Esse formato de passagem ficou ainda mais popular com os gols de Jardel em 1995. O centroavante, amigo de Régis, combinava antes do jogo que procuraria o repórter atrás da meta. Virou moda.

O Régis sempre foi muito versátil, indo da simpatia à dramaticidade em questão de segundos. Atento a detalhes que mudam o andamento da edição – e fazem acréscimos maravilhosos, ele criou uma escola que abrange o jornalismo esportivo. Algo que o Tadeu Shimidt, anos depois, faz de forma bem interessante no Fantástico.
Porém, o que difere o mestre de seus seguidores é justamente a genialidade. A matéria abaixo é uma de minhas preferidas de Régis Rösing. Ele retrata toda a pobreza e falta de esperança do povo em Ruanda após o massacre de 1994, mas sem ser sensacionalista e muito menos pedante. Uma mescla significante entre o bom jornalismo e a responsabilidade social. E sem perder o bom humor.

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Comentários:
Como deve saber, jornalismo é necessariamente trabalho em equipe. Repórter/Câmera/Editor devem se dar bem nesse jogo, porque senão, é muito fácil um deles queimar o filme do outro. Vide os videos no youtube do Tadeu Schmidt errando essas passagens.
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