Dica de um amigo meu. Não a banda, mas um dos integrantes dela. Lá no final.
Apesar a melodia pop e assustadoramente contagiante, o grupo inglês Housemartins parecia ter hora para acabar. A letra amarga não era nem um pouco comercial, fazendo com que o grupo virasse alternativa em pouquíssimo tempo. Acusados de copia do Smiths, o Housemartins invadiu o Brasil em 1989 com Build.
Ou simplesmente: Melô do Papel.
Essa música tocou nas mais populares rádios e bares brasileiros no início da década passada. Foi tema, claro, de novela: Bebê a Bordo. A banda da cidade de Hull fez um surpreendente sucesso na America Latina, tendo executado turnês em quase todos os países entre 1991 e 1994.
O rótulo de banda de um único sucesso fez com que o Housemartins tivesse algumas boas canções esquecidas. O lado B do grupo traz Sheep, Caravan Of Love e Think for a Minute, músicas não tão populares como Build, mas de bom arranjo e um conceito que faz você querer cortas os pulsos no final.
Ótimo isso.
Agora, aquela dica. Manja o guitarrista da banda? Aquele magrinho? Nada menos que Norman Cook, o Fat Boy Slim, um dos DJ´s mais valorizados da atualidade. O inglês deixou a guitarra e partiu às picapes. E, convenhamos, fez bem.
Conclusão: nem mesmo o assim chamado Deus da música eletrônica de vanguarda resistiu. Fat Boy Slim, até ele, divulgou e já curtiu o Melô do Papel.
Aliás, quem não curte?
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Comentários:
Mas teve muito músico (aqui em Cuiabá inclusive) que virou DJ por poder fazer o som sozinho e não ter que conviver com atrasos dos outros em ensaios, cobranças e é claro, o dinheiro.
Música Eletrônica de Vanguarda foi a melhor!
Pronto!
Você já e a sensação da noite.


