O leitor do blog, creio, deve saber que há vida além de Orkut e MSN. Esse mesmo leitor, continuo acreditando, sabe da situação em Honduras, onde o presidente deposto Manuel Zelaya, vulgo el dorminhoco, está mocado na embaixada brasileira desde o início da semana.
Enquanto o governo brasileiro aguarda uma posição do Conselho de Segurança da ONU, voltamos nossa atenção para o distante país banhado pelo Mar das Caraíbas. Indo não tão longe vamos lembrar de um fato marcante envolvendo Honduras. Um das mais vexatórias derrotas da Seleção Brasileira.
Em 2001 fomos eliminados após uma derrota de 2x0 nas quartas de final da Copa América. Sem Mauro Silva – que pipocou antes de embarcar para a Colombia -, a seleção entrou em campo com Marcos; Luizão (Juninho Pernambucano), Juan e Cris; Belletti, Emerson, Eduardo Costa (Jardel), Alex (Juninho Paulista) e Júnior; Guilherme e Denílson.
É. Faz sentido termos perdido.
Mas o fato que justifica esse post não é a fatídica derrota que quase tirou Felipão do cargo em 2001. Mas sim uma guerra que valeu vaga na Copa do Mundo de 1970. Não uma guerra no sentido dramático, mas literal.

Honduras e El Savador, que na época já demonstravam uma relação política instável, tiveram seus níveis de hostilidade aumentados em junho daquele ano. As seleções se enfrentariam três vezes. Durante as partidas (em especial a segunda, realizada em San Salvador), jogadores, torcedores e imigrantes nos dois países foram expulsos, perseguidos e assassinados, levando os dois países a romperem relações diplomáticas no fim do mesmo mês.
Os combates armados entre as forças militares nacionais iniciaram-se na manhã de 14 de julho, terminando sem vencedores apenas quatro dias depois, na noite do dia 18 de julho.
A guerra foi solucionada após a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA), que negociou o cessar-fogo. Apesar disso, mais de uma década se passou até que um tratado de paz definitivo fosse assinado.
O primeiro jogo foi vencido por Honduras, que jogava em casa, por 1x0. El Salvador venceu os dois seguintes confrontos. O primeiro com facilidade: 3x0. O segundo, recheado de tensão e medo, foi um jogão. Realizado em campo neutro, na Cidade do México, El Salvador venceu Honduras por 3x2 e se classificou para a Copa do Mundo.
A Guerra do Futebol durou quatro dias e deixou mais de 5 mil mortos. E a lição de que dois erros não fazem, nem na melhor das intenções, um acerto.

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Comentários:
Agora, se o futebol lá hj já não é grandes coisas, imagina em 1970, rsrsrs
Abraço
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