17 de julho de 1994. Rose Bowl Stadium, Pasadena, subúrbio de Los Angeles, Califórnia (EUA).
0x0 no tempo normal.
Prorrogação tensa.
Roberto Baggio precisa marcar para a Itália manter vivo o sonho do título.
Bola em órbita.
Para os que nasceram na metada dos anos 80, a Copa do Mundo nos Estados Unidos foi a primeira. Poucos lembravam de 1990 - felizmente. Vivi intensamente os meses de junho e julho de 1994 e digo com autoridade: assisti todos as partidas daquele mundial. Eu começava a ficar doente por futebol graças a Copa.
O dia que mais me marcou foi a véspera da final. Em Los Angeles, os três tenores - Plácido Domingo e José Carreras e Luciano Pavarotti - fizeram uma apresentação. Na sala de casa, com meu pai, dormi assistindo o show na impecável imagem da TV, fruto de horas de esforço do velho, espetos de churrasco e bombril na antena. Tudo para no outro dia, após o tradicional almoço de domingo, a família inteira pudesse ver aquela fora do comum final.
Eu poderia falar sobre os gols do Romário, as arrancadas do Bebeto, os socos no ar de Dunga ou da importância do Taffarel. Mas um jogador merece ser lembrado como símbolo de uma seleção de desacreditados: Branco.
Fora de forma, o lateral entrou para preencher um buraco deixado por Leonardo, expulso contra os Estados Unidos. Assim como grande parte dos escolhidos de Parreira, era tido como ex-jogador. Nas quartas de final, após dar um tapa no holandês, cavar a falta e quase iniciar uma briga, Branco pediu para bater.
E como bateu.
A Copa de 1994 foi a vitoria do futebol pragmático, força, de resultados. O início de uma nova era para a Seleção Brasileira que, enfim, descobria que só o “joga bonito” não adiantava mais.
Há 15 anos saíamos de uma fila de 24 anos. De bico, mas saíamos.

¹ Fato: péssima rodada no Cartola.
² Game: Cargo Bridge.
³ Especial: Gre-Nal 100 anos
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Comentários:
não suporto aqueles que enchem a boca e reproduzem a opinião de uma parcela da mídia (aquela parcela nojenta composta de flamenguistas e são paulinos) com a seguinte frase: 'a melhor seleção foi a de 82, com zico, sócrates e telê'
a seleção de mascarados que não nos deu NADA, apenas uma comparação para o fracasso de 2006
chorei junto com o Branco...
E para mim, seleção que jogou bonita foi a de 70... ja tive oportunidade de ver os jogos da copa de 70 em um documentário a anos na tv (não me recordo o canal)
esse gol, para mim é o mais bonito que eu já vi...
http://www.youtube.com/watch?v=_Vysv2hJqco
O Pele nem olha pro lado, ele sabe que o Carlos Alberto estara ali.
E digo isso, não por que a mídia quase impõem isso, e sim porque nessa copa foi o futebol bonito, e saímos campeões.
Você já viu Fred? Se eu não me engano o filme se chama "Todos os Corações do Mundo", se bobear tenho o VHS ainda
hahahaha
Como eu gostava do Taffarel, me lembrava mto meu pai, que estava mto distante na época.
A cotovelada do Leonardo.. inesquecível.
E esse jogo contra a Holanda foi o melhor, a falta, o desvio do Romário.
Lindo lindo.
Adorei o post.
té mais!
O Internacional e o Grêmio são times de um estado com dimensões, economia, cultura, trabalho de um país de primeiro mundo.
No clássico de tal dimensão como o de hoje, mesmo aqui em Santa Catarina e em Laguna onde moro, o tempo parou, ficou catatônico, nem uma alma na rua.
Quando o grêmio ganhou, uma meia dúzia de gatos-pingados buzinaram na rua. Razão: meu time o colorado ainda continua sendo o que póssui a maior torcida por este mundo afora.
E mais ainda, no RS onde Jorge, meu filho, e Fred, meu neto, este excelente articulista que emerge para o universo nasceram e viveram.
Ambos em tempo de baixa temporada - sem partidas decisivas alto hibope para o Grêmio, ficam mais tranquilos que água de poço.
Mas, hoje devem ter ficados histéricos no primeiro gol e depois eu é que chorei. Paciência. É a vida.
Em tempo: não concordo com o o argumento maniqueista do futebol beleza e do futebol prgagmático. Uma idéia brilhante para os papos de Bar e da mídia. O futebol sempre foi beleza e prático. Como qualquer esporte praticado com garra.
A PANCADA DO BRANCO, A ENTORTADA DO ROMARIO... E O COMENTARIO DO GALVÃO SOBRE O JUIZ NO COMEÇO DA JOGADA:
-FROUXO!
TUDO FORMAVA UMA OBRA DE ARTE!
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