17 de agosto de 1969, último dia de Woodstock. Subia ao palco um desconhecido e promissor cantor britânico. Características: voz rouca e estilo agressivo. Influências: Elvis Presley e soul music. Alcunha: Joe Cocker.
Foi assim que Cocker se apresentou para um público de 500mil pessoas. Apreensivos e chapados - com ênfase em chapados -, os seguidores do mito "paz e amor" decidiram parar o que faziam para ouvir o rapaz de sotaque engraçado. Pararam e ouviram história.
Os minutos seguintes foram repletos da mais perfeita prova de como uma música pode emocionar. Joe Cocker interpretou uma irretocável versão de "With a Little Help from My Friends", canção de George Harrison gravada pelos Beatles. Foi considerada a maior apresentação já feita pelo músico e, sem qualquer contestação, um dos pontos altos do Woodstock.
O vídeo abaixo, além de ser a apresentação citada acima, é um trecho do premiadíssimo documentário Woodstock (1970), de Michael Wadleigh.
Repare no "teco" que ele dá logo após anunciar o nome da música (ou simplesmente no segundo 15).
O Dia Mundial do Rock comemorado nesse 13 de julho. Há exatos 24 anos, o rock mundial pegou em armas contra a fome. Não foram usadas bazucas ou metralhadoras, mas guitarras, baixos e baterias: era o festival Live Aid, organizado pelo cantor e ativista Bob Geldof — o personagem Pink do filme The Wall — para arrecadar fundos destinados aos famintos na Etiópia. (+)
A criação do Rock tem várias versões. A mais fiel é que, em 18 de julho de 1953, um caminhoneiro de 18 anos entra no estúdio da Sun Records, em Memphis, querendo gravar um compacto para presentear a própria mãe. A funcionária do estúdio pergunta a ele qual seu estilo, ele responde: "Todos". Grava My Happiness e That's When Your Heartaches Begin, hits da época, e leva um disco de acetato com as gravações.
A funcionária anota: "bom cantor de baladas". O cara é Elvis Aaron Presley. Um ano depois, o dono do estúdio, Sam Phillips, à procura de um cantor que pudesse cantar blues em ritmo de boogie-woogie, telefona para o caminhoneiro — que em julho de 1954 gravou o primeiro single oficial, That's All Right, Mama, e tornou-se um dos reis do rock.
Uma velha pergunta costuma voltar a tona nesse dia: O "Rock morreu?". Eu diria que sim. Um texto do Laerte sintetiza esse sentimento.
“Eu tenho ouvido pouca música. Eu gosto de música, mas não do que virou música. Essa presença compulsiva e compulsória de qualquer forma de som, o tempo todo, de todas as fontes em todos os volumes.
É por gostar de música que eu busco o silêncio. “
O Rock já foi a rota de fuga do senso comum. Hoje, silenciosamente, vivemos de herança.
Pobres são os que ouvem música.

¹ Dia do Rock: Wallpaper. Via @rafagel.
² Avatar: Keith Moon.
³ Rubinho: não ganhou na Alemanha.
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hope i die before i get old.
É por gostar de música que eu busco o silêncio. “
Concordo plenamente! Hoje em dia o "rock" é dos NxZero da vida. Pacabá. :S
ate mesmo na atualidade, é possivel encontrar boas musicas, é só saber procurar direito.
como tudo nessa vida, o rock muda, se renova e muda mais uma vez
e nos, como perfeitos seres humanos, a cada vez que ele muda, dizemos que a versao anterior era melhor.
deixo voces com AC/DC:
"We're just talkin' about the future
Forget about the past
It'll always be with us
It's never gonna die, never gonna die"
No mais, artigos fuderosísticamente bons, as usual!
bem bom seu texto *-*
e sobre a gravação do Elvis ali eu não sabia, show!
correção: música de lennon/mccartney e cantanda pelo Ringo, George não tem nada com isso, só gravou a guitarra mesmo.
Abraço!
Que empalem os emos!


