rt @letsvamos Twitter. A arte de falar sozinho e com todo mundo ao mesmo tempo..
Se você se encaixa no item 41 dessa lista, uma coisa é certa: na rua, no trabalho ou no metrô, você já foi surpreendido com a seguinte questão:
Como funciona esse tal Twitter?
Aparentemente singela, essa é a típica pergunta que antecede um avoado e pensativo “cara...”, arte usada para ganharmos tempo enquanto pensamos em algo que não seja aparentemente vago ou técnico demais. Uma resposta prática é do @letsvamos citada acima. Ela resolve o seu problema, mas mantém o ponto de interrogação do questionador possivelmente adepto a recente inclusão digital.
A resposta cientifica acompanha obrigatoriamente três termos: Rede Social, Microblogging e Short Message. Não importa a ordem dessas palavras, elas sempre surgem em definições de gente chata para o Twitter. E, assim como a porqueira do @letsvamos, não vai resolver em nada o problema do nosso amigo curioso.

A melhor, de acordo com a minha sempre ponderada e imparcial porra de opinião, é do Luiz Marcondes, autor do infinitamente útil Glossário Internético Pós-Moderno.
O Twitter é o jeito mais legal de passar o tempo num trampo chato enquanto se acompanha a atividade cerebral de outras pessoas chatas que provavelmente estão tentando passar o tempo num trampo chato, que nem você.
É bem isso. Twitter é a maior babaquice indispensável surgida na Internet desde o Orkut. Tanto que centenas de formadores de opinião começam a se preocupar com a repentina popularização do Twitter. Eles temem que o microblogging torne-se algo brega, coisa de gente normal, aquele tipinho que tem um computador Positivo em casa.
Como forma de protesto, esses Geeks/Comunicadores/Blogueiros/Cools/Descolados mostram que Twitter é coisa de gente séria e criativa ao criar grandes movimentos como #toonday (usar foto de personagem de desenho animado no avatar), #fakeday (usar foto de um artista no avatar) e o mais recentes - mas não menos criativo - #StarWarsDay (adivinha?).

Antes de você começar a se esbaldar nesse maravilhoso mundo do faz de conta, anote cinco valiosas informações:
1. Twitter é o melhor lugar para dar indiretas. Isso se você for seguido por mais de uma pessoa, claro.
2. Essa merda vicia. Sua produtividade no trabalho vai cair drasticamente.
3. Não se assuste com o número de vezes que a palavra “genial” é publicada durante programas como Pânico e CQC. O Twitter banalizou essa palavra.
4. O melhor fake, ainda, é o do Renato Gaúcho.
5. Nem sempre o cara que têm mais seguidores é o mais indicado para ser seguido.
Ahá! E é aqui que o título do post faz algum sentido.
Há alguns meses uma criança desmontou seus brinquedos para ver como funcionava. Poucos dias depois ela fez uma conta no Twitter. E decidiu abrir esse brinquedinho também.
Um script saiu adicionando todo mundo que aparecia na sua frente. Da noite para o dia alguns usuários começaram a triplicar seus números de seguidores. E como, supostamente, quem tem mais seguidores é quem mais publica mensagens interessantes, esses usuários tornaram-se os caras do Twitter. Culpa do script, aquele danado.
Não se engane. Nem todo twitteiro pop vale o seu follow. Tem gente muito mais interessante e engraçada por aí. Por exemplo:
Dino Cantelli é um cara sem papas na língua, sem piedade, sem escrúpulos e possivelmente sem caráter. Tem os comentários mais ácidos e certeiros da atualidade. Barriga verde e publicitários, seu hobby é vestir-se de marinheiro para cantar músicas do Village People.

Eu gosto do Caixa Pretta não só porque participei efetivamente do surgimento blog. Mas porque o blogueiro por trás de toda aquela palhaçada é um exemplo pra quem ta começando na área. Guilherme Lautenschlager – o segundo blogueiro mais legal do Brasil em 2008.

A Carol é tipo a versão masculina do Cardoso. Ranzinza, impiedosa e felina (hum...), usa o Twitter como ninguém para dar indiretas no queixo dos amigos ou qualquer um que passar na sua frente. Na maioria das vezes acerta.

É uma das boas novidades de abril no Twitter. O perfil oficial de Mauricio de Sousa, o pai da Turma da Mônica, divulga eventos, novidades do gibi e tira dúvidas maçantes de leitores como “Por que a Mônica não usa sapatos”.
Ah, e a Marina também está lá.

É fake, mas é meu amigo. Andre Krieger, diretor de futebol do Grêmio, descarta geral no Twitter. Qualquer semelhança com a vida real não é fantasia, é sacanagem mesmo.

Estudante de jornalismo e repórter da excelente Revista Void, Piero é mais um anticristo da blogosfera. É fã do Chapolim e responsável por comentários que lembram mais um carrinho do Rivarola num campo sofrido da América Latina.
Saudoso Catalino Rivarola.

Comparado com vários outros, um poço de coerência.

Follow-me os bons.

¹ Leia: O homem-sanduíche e o filho do publicitário.
² Leia também: A "arte" de quebrar brinquedos.
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Ah, a mudernidade.
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Aparaceaê, corno!
Valeu pela indicação. Acho que agora dá pra pleitear um aumento aqui na redação. Hahaha!
Abraços!
Mas tem outro excelentemente ótimo: @OCriador


