Desde a época do escantinado, futebol e balada mantêm uma relação próxima, quase íntima, porém, jamais harmoniosa. O Caso Ronaldo - assunto muito bem administrado pela assessoria de imprensa do jogador, que criou uma "possível gravidez" da ex-namorada - é apenas mais um dos milhares de crimes, atritos e barracos organizados pelos jogadores viciados na noite.
Veja a lista, tem de macaco cervejeiro a sexo no avião.
Qual outro jogador constrói uma boate em casa para fazer o que bem entende longe do alcance dos paparazzi's? Em Milão ou em Madrid, Ronaldo não é mais visto em casas noturnas. A "boate particular" possibilita ao craque dançar, beber, comer o que - e quem - ele quiser. O local era frequentado sem parcimonia por Robinho, Julio Batista e Marcelo, ex-parceiros de Ronaldo. Eles adoravam.
Os dirigentes do clube madrilenho, nem tanto.

Em janeiro de 2005 a revista inglesa Four, Four, Two elegeu os 100 mais malucos do futebol. Neste maravilhoso grupo, apenas um brasileiro aparecia entre os 20: Edmundo. A revista descreve The Animal como brigão e falador. Mas Edmundo é mais do que isso.
A imagem que melhor resume tudo que o atacante já aprontou - incluindo um acidente de carro em 1995 que matou três pessoas - é do jogador dando cerveja para um macaco.
Edmundo aprontou tanto que a barriga roncou. Sem clube, o jogador se viu na obrigação de voltar a mostrar bom futebol. Teve sorte de ser bem recebido no Figueirense, onde fez um belo campeonato brasileiro e contratado pelo Palmeiras.
Hoje, no Vasco, Edmundo está mais caseiro. Mas não se engane. Se você chamar, ele vai.

Em 1986 ele estava voando. Não era mais apenas um ponta de lança veloz e habilidoso. Renato Gaúcho havia se tornado um jogador inteligente, completo e solidário ao time. Mas… Renato pulou a cerca. Ou melhor, o muro. Fugiu da concentração da Seleção Brasileira e foi para a farra. Voltou quando o dia já estava amanhecendo, foi flagrado bêbado pelo Telê Santana e nunca mais convocado.
Era o fanfarrão confesso. Tem no currículo um toco na Luma de Oliveira. Outro momento marcante da "carreira alternativa" de Renato é uma antologica entrevista à Marilia Gabriela, onde a jornalista, atônita, gagueja e fica corada de vergonha enquanto Renato apenas sorri e bebe um Dry Martini.
É dono de uma máxima seguida por muitos: "não importa o que você faça hoje, tem que ter pernas pra correr no dia seguinte".

Sua balada se chama "mulher". Segundo o repórter André Rizek, em 1998, durante um treino da seleção, havia uma loiraça incrível na arquibancada. Romário só trocou olhares com ela. E à noite ela foi para o quarto dele.
A história do baixinho com mulheres não pára aí. Nas eliminatórias de 2002, logo na estréia de Felipão, Romário se encantou por uma aeromoça durante a viagem da delegação à Montevidéu. Testemunhas admitem que dessa vez o centroavante nem esperou a aeronave pousar para mostrar seu aproveitamento dentro da área.
E nunca mais foi convocado por Felipão, ficando fora da Copa de 2002.
Ah, um detalhe. Romário não bebe. Fuma, mas não traga. Quem traz é o Eri Johnson.

Ok, esse é hors concours. George Best foi o grande ídolo do Manchester United na década de 60 e o maior jogador norte-irlandês da história. Dezenas de vezes foi impedido de jogar porque chegava no vestiário completamente bêbado - lembrando que na Europa não existe "concentração" antes dos jogos.
George Best também ficou marcado por conta de suas frases:
"Gastei muito dinheiro com bebidas, mulheres e carros. O resto eu desperdicei."
"Em 1969 eu abandonei as mulheres e o álcool. Foram os 20 piores minutos da minha vida."
Seus últimos dias foram no hospital, ao lado da família e de Denis Law, com quem atuou pelo Manchester. Aos pés da cama, uma carta com a seguinte assinatura: "Do segundo melhor jogador de todos os tempos, Pelé".
Sobre a carta, Best disparou: "Este foi o último brinde da minha vida".

Uma lista e tanto. Isso que nem citamos Vampeta, Valber, Sócrates, Casagrande, Adriano…
Tá no sangue do jogador. Brilha no campo, tem que brilhar na noite. Nada contra, o jogador tem todo direito de sair, se divertir, conhecer outras pessoas.
Basta não exagerar na dose. Ou nas doses.
Fred Fagundes
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Comentários:
Que retrospectiva! E não conhecia a fama do George Best. Coincidência ou não, a maioria desses jogadores fanfarrões é carioca?…rs. Ah… lembro tanto do Vampeta dando cambalhotas na rampa do palácio…
É um prazer conhecer seu canto novo, Fred. Feed assinadíssimo!
Esses dias escutei minha sogra comentando sobre o Ronaldo, ela disse:
"Não adianta dar dinheiro na mão de jogador de futebol, sempre terão a mesma cabeça de bagre!"
Parabéns e obrigado.
A maioria deles nunca tiveram essas regalias que estão tendo agora, então estão aproveitando tudo até a ultima ponta, e já que tem grana, ligam o botão do foda-se e esquecem do mundo. Todo mundo é assim, mas como eles fazem parte da mídia, é mais legal falar mal né?! Beijos ![]()
futebol, bom humor e blog! tá em casa!
não falta (quase) nada!
ahuaheuahuea
bjos preferico!
É difícil conciliar essa grana toda com pouca farra… eu também não conseguiria…


