Aos nossos leitores que não moram na Grécia, o título acima quer dizer Evángelos Odysséas Papathanassíu. Esse senhor de cabelos brancos e 66 primaveras atende pelo seguinte nome artístico: Vangelis. Talvez você nunca tenha ouvido falar. Mas tocar, provavelmente sim.
Considerado um gênio moderno, Vangelis compôs algumas das mais marcantes trilhas sonoras do cinema. Sempre com a clara influência dos estilos neo clássico, eletrônico, progressista e ambiental, o músico tem uma capacidade invejável de fazer com que sua obra sobressaia o filme. Nunca, jamais é o que o produtor do filme deseja. Porém, é o eminente risco corrido por contar com ele frente a trilha.
O primeiro e definitivo exemplo: Carruagem de Fogo, de 1981. E com acréscimo – o filme de Hugh Hudson é horroroso. Ainda assim aquela trilha que é repetida de quatro em quatro anos nas vinhetas de programas esportivos ficou no topo da Billboard americana por 10 dias. É considerada o hino das maratonas ao redor do mundo.

Apesar de ter Carruagem de Fogo como maior referencia, foi graças a 1492 – A Conquista do Paraíso que Vangelis atingiu o ápice da emoção através da música. A trilha do filme de Ridley Scott é um soco no queixo, um tema motivacional, um épico on the road que casa perfeitamente bravura, emoção e alívio. Exatamente o que o Colombo de Gérard Depardieu sente ao chegar ao Novo Mundo.
Pensando bem, talvez seja por isso que a universidades gostam tanto dessa trilha para as entradas em colações de grau. Bravura por terminar o curso, emoção da família e alívio por não precisar mais pisar na faculdade.
Ou talvez só eu tenha pensado nisso, já que a comparação é assaz ridícula.

Vangelis tem um dos melhores temas de todas as Copas do Mundo, a de 2002. É desse maluco, também, um dos clipes mais bizarros: I Hear You Now. Sente o drama:
Como todos os gênios, excêntrico. Pra não dizer outra coisa.

¹ Em tempo: Obrigado, Botafogo.
² Dica: Robo.to.
³ UFMT: Semana da Comunicação.





