A Glorious Bastard


Se tem uma coisa que pessoas inteligentes conseguem aprender logo cedo, é que os defeitos geralmente não vem pendurados em plaquinhas visíveis. Os canalhas, por exemplo, não vem selados e autenticados como tais. O conhecimento da causa vem, até mesmo, da infância. Se fosse tão simples, o Lobo Mau não fingiria de vovozinha. Atacaria como Mau, logo de cara. O Fred, no caso, vem a ser deste tipo. Não trato do tipo “pessoas inteligentes”. Esse, qualquer um que já leu mais de uma página do blog saberia falar. Eu falo do tipo canalha, mesmo.

Em uma definção um pouco mais precisa, o canalha é a pessoa vil, o velhaco, o tratante. No inglês é um dos piores xingamentos da língua: bastard. Popularmente, a gente solta o adjetivo praqueles que, simplesmente, não prestam. O canalha em questão não vem nos textos bonitos, nas frases de efeito ou nas pitadas de humor. Talvez, esses sejam os artifícios perfeitos para a tal canalhice não exposta. A de alguém que prefere esconder as cartas, e ganhar o jogo justamente ao te fazer pensar que tudo está lindo.

No fundo, ele não passa de um medroso. Que treme da cabeça aos pés pensando que no próximo segundo você, leitor, ou a pessoa do lado, vai perceber que tudo é uma grande farsa. E é preferivel que eu, que vocês não conhecem, venha aqui contar desta parte. Todo medroso tem, também, o medo de fazer ele próprio o trabalho sujo. Além de que, se ele o fizesse, seria assumidamente canalha. Mas aí já me adianto.

Entramos na parte do cinismo. Aquela complacência sem fim de alguém que prefere fingir que não percebe, que não se afeta, que não dói, que não quer. Que deixa as próprias oportunidades passarem, para não dar o braço a torcer ou para não deixar que a parte medrosa sobressaia. Esse mesmo cinismo de quem sabe dos riscos de seus atos, mas que olha aos outros como quem não faria mal a uma mosca. Em último caso, se tiver demais pra ele, brota um texto legal e todo mundo fica satisfeito.

E antes que você já pule a parte restante e vá logo aos comentários reclamar que digo coisas sem sentido, afirmo que conheço a figura, sim. Bem o suficiente, e mais do que muitos. Então digo com autoridade também das mentiras, que ele pode disfarçar com o medo ou fingindo que foi “sem intenção”. Mas, mesmo que não sejam constantes, elas não deixam de ser mentiras e não deixam de iludir. E ele mente com a naturalidade de um agente duplo e, talvez acreditando mesmo que esteja salvando um reino, com o que pode ser apenas farsa.

Mas o problema é que no nosso mundo só se vê calma em quem não briga, só se enxerga segurança invés do medo, é conveniente a simpatia. Por que descobrir mentiras, ou encarar verdades, pode ser doloroso de todo lado. E assim por fim, terminamos todos nós com a mesma cara de encanto sobre o Fred. E, aí, você se lembra porque as fábulas, como a que consta o Lobo Mau citado mais acima, são apenas fábulas. Principalmente no nosso mundo, já sem tantas estórias. Onde mocinhos e vilões são personagens de um novo filme de ação, de uma novela ou série.

E calma! Se mesmo agora você ainda acha a coisa toda muito impune, saiba que Fred Fagundes é canalha suficiente para, mesmo nos deixando simpatizados, acabar magoando alguém. Mesmo que seja, repetida e continuamente, Fred Fagundes.

E não deixa, assim, mesmo com as muitas glórias, de ser um canalha.

Ps. Texto que inaugura a série: "depoimentos de ex-namoradas". Contribua pelo e-mail fagundes.fred@gmail.com

¹ Nenhum homem poderá ser considerado completamente feliz se já não tiver sido chamado de canalha nenhuma vez por uma incauta.

Fred Fagundes
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Brasilis Kool está no Brasil


O Brasil, terra de belezas inigualáveis e atrativos exclusivos, é o país de 2009. Nosso futebol está em espetacular fase, Adriana Lima é uma das tops mais bem pagas da atualidade, Fernando Meireles um dos mais promissores cineastas da década e, vejam vocês, nosso presidente is this modafoca man.

Essa vitrine faz com que o país do futuro, mais do que em outros tempos, torne-se o roteiro preferido dos turistas europeus, asiáticos, africanos e até da gente bonita do Polo Norte. Sabendo disso, a Icë TV, rede líder daquele lugar, apresenta o Brasilis Kool – o programa perfeito para quem deseja conhecer o Brasil.

Seu apresentador, um simpático rapaz que nega qualquer parentesco com a Priscila da TV Colosso, esteve recentemente no Brasil. Ele registrou momentos inesquecíveis e coletou valiosas dicas de como se dar bem por aqui. Na sua página oficial do Flick há dezenas de fotos em cidades como Porto Seguro (BA), Curitiba (PR) e Manaus (AM).

Além disso, para deixar seus fãs e espectador informados, o Poodlezão criou um
Twitter bastante completo sobre o Brasil. Informações divinas, como, por exemplo, “O Rio Tietê não é próprio para nadar. Parece que a água é bem fria”. Nesse canal ele também passa suas visão, como a bela observação: “A arte circense é muito pouco reconhecida no Brasil. Todos os acrobatas pedem dinheiro nos faróis”.


Nativas curtem o efeito da chegada de Mentos em Cuiabá (MT). Sério.

A produção do Brasilis Kool está no Brasil coletando imagens e informações para o programa. Alguns episódios já estão no ar, como aquele sobre o Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA). Contudo, destaco as belas palavras do travel journalist sobre São Paulo (SP).

Senti uma enorme identificação do rapaz com a terra da garoa. E não é por ser um cara frio.

O hotsite reúne todas essas informações sobre a visita da equipe do Polo Norte ao Brasil. Inclusive, com um belo depoimento do apresentador sobre sua paixão pela lambada, um dos principais motivos por essa visita.

É o Brasil exportando o que tem de melhor. Obrigado, Beto Barbosa, Luis Caldas e adjacentes.

¹ Leitura obrigatória: Treta.

² Dica: o melhor do Poker.

³ Futebol: conhece o último título do Botafogo?

Fred Fagundes
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West Coast LifeStyle paga a sua festa


Uma festa bancada pela sua marca favorita; melhores amigos; decoração com seu LifeStyle e, acredite, a noite mais espetacular da sua vida. A West Coast inicia hoje o concurso cultural que vai presentear o leitor mais criativo – e sortudo – de seus blogs.

Para participar e concorrer a uma baita festa patrocinada pela West Coast basta você mandar uma foto que responda a pergunta: “Qual é seu West Coast LifeStyle?”. A imagem deve ser enquadrar exatamente no seu estilo: boleiro, comediante ou geek.

Observe minha reação ao saber que não poderia participar:

Mas você pode :-)

O título do e-mail (wcoastlifestyle@gmail.com) deve estar no seguinte padrão: “Concurso cultural West Coast LifeStyle – (o LifeStyle de sua foto: Humor, Esporte ou Tecnologia)”. Já no corpo do e-mail lembre-se de redigir um texto de, no máximo, 130 caracteres sobre a foto. Além disso, envie-nos seus dados pessoais, como nome, endereço, cidade, estado, telefone, e-mail, data de nascimento e CPF.

Cada participante poderá enviar quantas fotografias desejar, porém só estará concorrendo durante a semana correspondente ao envio da fotografia. Caso o participante não seja selecionado na primeira semana e queira continuar participante na semana seguinte, deverá, necessariamente, enviar outro e-mail com os dados indicados acima.

Você tem três chances para ganhar. Os vencedores serão divulgados nos dias 22.11, 29.11 e 06.12, sempre às 18h.

E quem será o responsável por escolher as fotos? Os rostinhos bonitos que escrevem nos blogs da West Coast.

Agora, pau na máquina. Mande sua foto e boa sorte!

Fred Fagundes
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Fat Boy Slim no Melô do Papel


Dica de um amigo meu. Não a banda, mas um dos integrantes dela. Lá no final.

Apesar a melodia pop e assustadoramente contagiante, o grupo inglês Housemartins parecia ter hora para acabar. A letra amarga não era nem um pouco comercial, fazendo com que o grupo virasse alternativa em pouquíssimo tempo. Acusados de copia do Smiths, o Housemartins invadiu o Brasil em 1989 com Build.

Ou simplesmente: Melô do Papel.

Essa música tocou nas mais populares rádios e bares brasileiros no início da década passada. Foi tema, claro, de novela: Bebê a Bordo. A banda da cidade de Hull fez um surpreendente sucesso na America Latina, tendo executado turnês em quase todos os países entre 1991 e 1994.

O rótulo de banda de um único sucesso fez com que o Housemartins tivesse algumas boas canções esquecidas. O lado B do grupo traz Sheep, Caravan Of Love e Think for a Minute, músicas não tão populares como Build, mas de bom arranjo e um conceito que faz você querer cortas os pulsos no final.

Ótimo isso.

Agora, aquela dica. Manja o guitarrista da banda? Aquele magrinho? Nada menos que Norman Cook, o Fat Boy Slim, um dos DJ´s mais valorizados da atualidade. O inglês deixou a guitarra e partiu às picapes. E, convenhamos, fez bem.

Conclusão: nem mesmo o assim chamado Deus da música eletrônica de vanguarda resistiu. Fat Boy Slim, até ele, divulgou e já curtiu o Melô do Papel.

Aliás, quem não curte?

Fred Fagundes
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Juiz proíbe blogs de opinar sobre José Riva


De acordo com o juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, Pedro Sakamoto, nenhum blogueiro pode emitir opiniões pessoais contra José Geraldo Riva.

Eu só gostaria de lembrar da saudosa Sereia Publicidade e Eventos, empresa fantasma de Riva que resultou num processo por ação de improbidade administrativa e determinou o ressarcimento aos cofres públicos de R$ 2,6 milhões - nunca pagos. Não bastasse, o promotor Célio Fúrio afirmou na época que a movimentação financeira envolveu a Assembléia Legislativa e a Confiança Factoring Fomento Mercantil, de propriedade do grupo de João Arcanjo Ribeiro.

No mais, Riva é a prova de que nem todo careca é gente boa.

Posso citar as 11 páginas de processos contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso ou seria deselegante de minha parte?

AI-5, estamos aí.

Blog: Prosa e Política

Fred Fagundes
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