Não torçam o nariz para o nome. A tradição do paulistano Sujinho é de longa data e basta sentar à mesa para você perceber que aquele momento que está começando vai ser especial, a começar pelo couvert que, apesar da simplicidade, é um luxo.

Pãozinho francês com manteiga (R$ 1,20), mussarela de búfala (R$ 1,80), salada de repolho (R$ 2,20) e um molho de cebola (R$ 2,20), temperado no vinagre, que é extraordinário.


É daquelas receitas para fazer em casa, no próximo domingo, mesmo sabendo que, de primeira, não vai ficar igual. Talvez até nunca fique.
E muito menos ficará a bisteca (R$ 22) – considerada a melhor de São Paulo – que escolhi no cardápio, assim como 99% dos outros clientes.

Pra contrariar, o Marcelo pediu um galeto na brasa (R$ 15,80). Os acompanhamentos são os já tradicionais: arroz branco, farofa especial e batatas portuguesas, que saem em porções pequenas ou grandes.

Ah, se você for ao Sujinho, não esqueça de levar cheque ou dinheiro, pois a casa não está aceitando cartões de débito e crédito. A explicação: o restaurante não quer repassar para os clientes as altas taxas cobradas pelas administradoras.
Hamburgueria do Sujinho
Para atrair o público jovem, o Sujinho abriu recentemente uma Hamburgueria, na rua Maceió, que faz esquina com a Consolação, onde ficam três unidades do restaurante. Mas essa fica para a próxima...
Passa lá:
Sujinho
Rua da Consolação, nº 2063, 2068 e 2078
Abertos das 11h30 às 5h.
Av. Ipiranga, 1053
Aberto das 11h30 à 1h.
Categorias: Culinária, Mesa de bar, , Restaurantes, , São Paulo 3 comentários
Há três anos descobri uma possibilidade de amor. Há três anos essa mesma possibilidade de amor se tornou real. Isso foi há três anos. E no mês passado, para comemorar mais um ano juntos, resolvemos voltar a um dos primeiros restaurantes que fomos: o Konomi Ai, um japonês simpático, pequeno e em conta, que eu conheci na época em que éramos apenas bons amigos.


A casa tem duas lojas na Barra e uma no Recreio. A gente só conhece a do Rosa Shopping, que é a original. E é importante falar isso aqui porque se você, assim como nós, detesta tumulto, deve ir ao Konomi Ai do Rosa Shopping antes das 21h, por aí. Sim, porque mais tarde e, principalmente, nos finais de semana é quase impossível conversar na área externa do restaurante. Dica de quem já passou por isso.

Em plena primeira terça-feira de dezembro, de folga no trabalho, resolvemos ir à praia (que a gente não vai nunca, lembra da história do tumulto ali em cima?) e depois partimos direto para o Konomi Ai que, para nossa surpresa, não estava vazio.

Lá você pode escolher uma das quatro opções de rodízio, além, é claro, de pedir à la carte. Preciso dizer que a gente sempre vai de rodízio? Bom, além do clima do Konomi Ai, há algo diferente de outros japoneses (principalmente os japas a quilo dos shoppings): os sushis de lá são bem pequenos e não aquelas massarocas de arroz que a gente vê por aí. Sem contar nos itens incluídos no rodízio que são todos deliciosos. Os anéis de lula, por exemplo, são sensacionais. Os sashimis (peixinhos crus) seguem a mesma linha dos sushis: pequenos e bem feitos. E o harumaki (rolinho primavera) de camarão com catupiry? Perfeito.

Passa lá:
Konomi Ai
Av. Marechal Henrique Lott, 120 – loja 120 (Rosa Shopping)
Telefones: 3325-2813 / 3326-2075
Rodízios:
Executivo: R$ 21,90 (de segunda a sexta, das 12h às 17h. Não inclui atum e salmão)
Tai Kai: R$ 32,90 (não inclui comida chinesa)
Konomi Ai: R$ 40,90
Golden: R$ 49,90
Categorias: Culinária, Rio de Janeiro, , Restaurantes 4 comentários
Para mim, domingo combina com liberdade, ou melhor, Liberdade: o bairro de São Paulo com todos os seus japas, quitutes, eletrônicos e afins.

Na volta da viagem ao Sul, São Paulo era parada certa, o que causou (e ainda causa) certo estranhamento e olhares de reprovação quando falamos sobre o nosso roteiro. ”Cinco dias em São Paulo?”, costumam indagar. Só tenho uma coisa a declarar: foi pouco, tá?
Desses cinco dias, um domingo era todinho para a Liberdade. E se você é um dos que torceriam o nariz também, provavelmente está se perguntando “o que é que eu vou fazer com essa tal liberdade”.
Respondo simples assim ó: comer. Na feirinha e num restaurante a quilo, o Nandemoya (o nome é genial, não?).
Em meio a uma multidão na feira, Marcelo provou o dorayaki, uma massa de panqueca recheada com doce de feijão ou creme de baunilha. Não preciso nem dizer que ele escolheu o de creme, né?

Tudo feito na hora. E, se o cliente quiser, pode levar pra casa uma bandejinha de doces japoneses.


Provamos também o tempurá de legumes e camarão.

Todo domingo a feira fica lotada e as barraquinhas de comida são um sucesso.
Depois ou antes da feirinha (a ordem dos fatores não altera em nada o pecado da gula) ainda rolaram esses super pratos no Nandemoya.


Nesse dia teve até cantoria! E o japa arriscou um Bob Dylan. Acreditem.
Categorias: Turismo, Petiscos, , Lanche, , Restaurantes, , São Paulo, , Culinária, , A quilo 5 comentários
Para qualquer turista apaixonado por futebol, visitar estádios dos grandes times do mundo é sempre uma boa pedida. Por isso, numa primeira viagem a Buenos Aires, a Bombonera, casa do Boca Juniors, torna-se atração imperdível tanto quanto o Caminito, que fica a poucas quadras do estádio, no bairro La Boca.
Já sabíamos que a região no entorno do estádio é um pouco barra pesada. Por isso, fomos de táxi – uma pechincha por lá: o bolso não dói, você não perde tempo, nem corre risco.
Antes mesmo de entrar, você já tem uma ideia de quem reina por ali.

Ao entrar, também.

E ainda vai tirar uma foto dessa super bacana versão em Lego do estádio.

Além do tour pelo estádio, há ainda o Museu de la Pasion Boquense. Se optar pelos dois, você paga $30 pesos, algo em torno de R$ 20,00. Se escolher apenas um deles, $20.

Pra quem está fazendo city tour – se estiver incluído no seu pacote, é recomendável fazer logo no primeiro dia para se ambientar –, e não deseja ou não terá tempo de voltar lá com mais calma, tem a chamada visita expressa, por $15. Você entra, tira uma foto e... pronto.
O estádio Alberto J. Armando (nome oficial da Bombonera) encanta pela magia e pela fama. Não é para menos: inaugurado em 1940, completará 70 anos em 2010 e é um dos trunfos do Boca Juniors, clube mais popular do país e detentor de mais títulos no continente.

Com uma área reduzida para a construção, o arquiteto José Luiz Delpini criou três anéis de arquibancada bastante inclinados, envolvendo o gramado em forma de retângulo. Devido à sua arquitetura, logo ganhou o apelido de “caixa de bombom”.

A torcida fica muito próxima ao campo e, geralmente, lota os 50 mil lugares disponíveis, transformando a Bombonera num alçapão. Em competições oficiais, foram poucas as vitórias brasileiras por lá. Pela Libertadores, apenas o Santos (em 1963), o Cruzeiro (1994) e o Paysandu (2003). São Paulo (1995) e Internacional (2008) também já venceram pela Supercopa e Sul-Americana, respectivamente.
A vitória do Santos, que valeu o bicampeonato da Libertadores para o time de Pelé, é lembrada pelos argentinos no hall de entrada.


O tour começa pelas cadeiras cativas, com a guia falando um pouco da história do clube e do estádio. Ela aponta o setor atrás do gol e alerta os marinheiros de primeira viagem de que lá não é muito aconselhável assistir qualquer partida.

É onde ocorre a avalanche, comemoração de gosto bem duvidoso, imitada aqui no Brasil pelos gremistas.
Depois de conhecer diversos setores e tirar fotos de vários ângulos, passamos para a parte interna: vestiários, sala de imprensa...


A visita termina do outro lado, nas cadeiras, onde tem um daqueles tenebrosos lanches de estádio. Esse fica por sua conta. E risco.

Quando viajar, passa lá:
La Bombonera
Brandsen, 805
Buenos Aires
Telefone: (54 11) 4362-1100
Aberto das 10h às 18h (o horário muda em dia de jogos)
Categorias: Futebol, Buenos Aires, , Turismo 3 comentários
No último domingo, tínhamos duas alternativas: colocar o sono em dia ou sair para aproveitar a trégua que São Pedro resolveu dar aos cariocas.

E como a minha segunda-feira, 12 de outubro, infelizmente, não teria cara de feriado, resolvemos curtir o domingo e conhecer o bar Urca.

Não fazíamos ideia do endereço. Mas, na Urca, pequenina e charmosa como só ela, não tem muito erro (pelo menos é o que eu acho): é só dar uma volta e de repente você dá de “cara” com o que estava procurando.

Foi o que aconteceu com a gente. Passamos pelo Garota da Urca, mais uma ruazinha aqui, outra ali, muitas pessoas em uma esquina e pronto: lá estava o bar, cheio de gente com roupa de praia, turistas, crianças, poodles, motoristas de ônibus, enfim, a minha impressão era a de que todo mundo tinha resolvido passar o dia por lá.
Depois de conseguir uma vaga, ficamos um tempinho na dúvida se seria possível chegar até o balcão. Mas, ainda bem, com alguma insistência, foi! Pedimos quatro pastéis de camarão, uma empada de siri, outra de queijo com orégano e dois bolinhos de bacalhau. Para beber, motorizados e corretíssimos, fomos de coca zero. Vinte e um reais, tudo!
Com os petiscos em mãos, partimos para a outra parte da missão-bar-urca: achar um cantinho só nosso na mureta.

Por lá, o grande barato é comer do outro lado da rua, apreciando o visual lindo da Baía de Guanabara, que naquela tarde estava especialmente ensolarada.

Passa lá:
Bar Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205
Urca
Telefone: (21) 2295-8744
Categorias: Culinária, Mesa de bar, , Petiscos, , Rio de Janeiro, , Restaurantes, , Turismo 2 comentários