Para mim, domingo combina com liberdade, ou melhor, Liberdade: o bairro de São Paulo com todos os seus japas, quitutes, eletrônicos e afins.

Na volta da viagem ao Sul, São Paulo era parada certa, o que causou (e ainda causa) certo estranhamento e olhares de reprovação quando falamos sobre o nosso roteiro. ”Cinco dias em São Paulo?”, costumam indagar. Só tenho uma coisa a declarar: foi pouco, tá?
Desses cinco dias, um domingo era todinho para a Liberdade. E se você é um dos que torceriam o nariz também, provavelmente está se perguntando “o que é que eu vou fazer com essa tal liberdade”.
Respondo simples assim ó: comer. Na feirinha e num restaurante a quilo, o Nandemoya (o nome é genial, não?).
Em meio a uma multidão na feira, Marcelo provou o dorayaki, uma massa de panqueca recheada com doce de feijão ou creme de baunilha. Não preciso nem dizer que ele escolheu o de creme, né?

Tudo feito na hora. E, se o cliente quiser, pode levar pra casa uma bandejinha de doces japoneses.


Provamos também o tempurá de legumes e camarão.

Todo domingo a feira fica lotada e as barraquinhas de comida são um sucesso.
Depois ou antes da feirinha (a ordem dos fatores não altera em nada o pecado da gula) ainda rolaram esses super pratos no Nandemoya.


Nesse dia teve até cantoria! E o japa arriscou um Bob Dylan. Acreditem.
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Para qualquer turista apaixonado por futebol, visitar estádios dos grandes times do mundo é sempre uma boa pedida. Por isso, numa primeira viagem a Buenos Aires, a Bombonera, casa do Boca Juniors, torna-se atração imperdível tanto quanto o Caminito, que fica a poucas quadras do estádio, no bairro La Boca.
Já sabíamos que a região no entorno do estádio é um pouco barra pesada. Por isso, fomos de táxi – uma pechincha por lá: o bolso não dói, você não perde tempo, nem corre risco.
Antes mesmo de entrar, você já tem uma ideia de quem reina por ali.

Ao entrar, também.

E ainda vai tirar uma foto dessa super bacana versão em Lego do estádio.

Além do tour pelo estádio, há ainda o Museu de la Pasion Boquense. Se optar pelos dois, você paga $30 pesos, algo em torno de R$ 20,00. Se escolher apenas um deles, $20.

Pra quem está fazendo city tour – se estiver incluído no seu pacote, é recomendável fazer logo no primeiro dia para se ambientar –, e não deseja ou não terá tempo de voltar lá com mais calma, tem a chamada visita expressa, por $15. Você entra, tira uma foto e... pronto.
O estádio Alberto J. Armando (nome oficial da Bombonera) encanta pela magia e pela fama. Não é para menos: inaugurado em 1940, completará 70 anos em 2010 e é um dos trunfos do Boca Juniors, clube mais popular do país e detentor de mais títulos no continente.

Com uma área reduzida para a construção, o arquiteto José Luiz Delpini criou três anéis de arquibancada bastante inclinados, envolvendo o gramado em forma de retângulo. Devido à sua arquitetura, logo ganhou o apelido de “caixa de bombom”.

A torcida fica muito próxima ao campo e, geralmente, lota os 50 mil lugares disponíveis, transformando a Bombonera num alçapão. Em competições oficiais, foram poucas as vitórias brasileiras por lá. Pela Libertadores, apenas o Santos (em 1963), o Cruzeiro (1994) e o Paysandu (2003). São Paulo (1995) e Internacional (2008) também já venceram pela Supercopa e Sul-Americana, respectivamente.
A vitória do Santos, que valeu o bicampeonato da Libertadores para o time de Pelé, é lembrada pelos argentinos no hall de entrada.


O tour começa pelas cadeiras cativas, com a guia falando um pouco da história do clube e do estádio. Ela aponta o setor atrás do gol e alerta os marinheiros de primeira viagem de que lá não é muito aconselhável assistir qualquer partida.

É onde ocorre a avalanche, comemoração de gosto bem duvidoso, imitada aqui no Brasil pelos gremistas.
Depois de conhecer diversos setores e tirar fotos de vários ângulos, passamos para a parte interna: vestiários, sala de imprensa...


A visita termina do outro lado, nas cadeiras, onde tem um daqueles tenebrosos lanches de estádio. Esse fica por sua conta. E risco.

Quando viajar, passa lá:
La Bombonera
Brandsen, 805
Buenos Aires
Telefone: (54 11) 4362-1100
Aberto das 10h às 18h (o horário muda em dia de jogos)
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No último domingo, tínhamos duas alternativas: colocar o sono em dia ou sair para aproveitar a trégua que São Pedro resolveu dar aos cariocas.

E como a minha segunda-feira, 12 de outubro, infelizmente, não teria cara de feriado, resolvemos curtir o domingo e conhecer o bar Urca.

Não fazíamos ideia do endereço. Mas, na Urca, pequenina e charmosa como só ela, não tem muito erro (pelo menos é o que eu acho): é só dar uma volta e de repente você dá de “cara” com o que estava procurando.

Foi o que aconteceu com a gente. Passamos pelo Garota da Urca, mais uma ruazinha aqui, outra ali, muitas pessoas em uma esquina e pronto: lá estava o bar, cheio de gente com roupa de praia, turistas, crianças, poodles, motoristas de ônibus, enfim, a minha impressão era a de que todo mundo tinha resolvido passar o dia por lá.
Depois de conseguir uma vaga, ficamos um tempinho na dúvida se seria possível chegar até o balcão. Mas, ainda bem, com alguma insistência, foi! Pedimos quatro pastéis de camarão, uma empada de siri, outra de queijo com orégano e dois bolinhos de bacalhau. Para beber, motorizados e corretíssimos, fomos de coca zero. Vinte e um reais, tudo!
Com os petiscos em mãos, partimos para a outra parte da missão-bar-urca: achar um cantinho só nosso na mureta.

Por lá, o grande barato é comer do outro lado da rua, apreciando o visual lindo da Baía de Guanabara, que naquela tarde estava especialmente ensolarada.

Passa lá:
Bar Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205
Urca
Telefone: (21) 2295-8744
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Sou suspeito quando o assunto é pizza. Seja a do rodízio-povão, a daquela pizzaria mais requintada ou mesmo alguma congelada, esquecida no freezer. Não importa: topo todas. Cada uma em seu momento.

E se um amigo não tivesse dado a dica, talvez não tivéssemos encontrado a Toca da Bruxa em Gramado. Como esperar um rodízio de pizza na região do chocolate, do fondue, da sopa de capeletti e do café colonial? E ainda por cima perto do burburinho, no Centro, na continuação descoberta da rua Coberta.

Desde o lado de fora, toda a decoração é temática. Uma bruxa aqui, outra vassoura ali, luminárias de abóboras... A gente viu de perto o quanto as crianças adoram. Até mesmo os atendentes estão vestidos a caráter. E o ambiente foge completamente desses rodízios que a gente vê por aí.

Nas mesas, a solução para quem adora cortar a borda da pizza é a caixinha “RIP – Restos Imprestáveis de Pizza”.

A casa tem um sistema parecido com o das churrascarias e o cliente não é importunado quando já está satisfeito, além de poder escolher entre pizzas salgadas, doces ou, ainda, dos dois tipos. Com certeza, lá você vai conseguir completar uma frase e um raciocínio durante um bate-papo, sem ser bombardeado por intermináveis sabores de pizza.

Seguindo a linha de alguns rodízios freaks cariocas, a variedade chega a assustar. O que falar da pizza Shrek? Verde, de mousse de limão. E pizza de strogonoff? Coração? Filé? Como ela diz, “coração na pizza não é legal”.
Excentricidades à parte, preferimos, como sempre, as tradicionais mesmo: mussarela, calabresa, frango com catupiry, alho, pepperoni, portuguesa...
Quando viajar, passa lá:
Toca da Bruxa
Rua Madre Verônica, 328 – Centro
Gramado
Telefone: (54) 3286-2828
Aberta diariamente (exceto às terças), a partir das 19h
Preço do rodízio: R$ 19,50
Você também encontra a Toca da Bruxa em Canela, a 8 km de Gramado. Fica na Praça da Matriz, 25 – sala 11. Telefone: (54) 3282-9750.
Tiramos 20 dias para descansar e, com isso, o blog quase parou. Dá até vergonha de falar, mas lá se vão quase 60 dias desde que voltamos. É que não voltamos os mesmos, podemos dizer assim. Estamos de casa nova (virtual, sim, por que não?) e agora temos muitos vizinhos!
Desde que chegamos, a lista de comidinhas só aumentou. Bem, passamos por Gramado, Canela, Curitiba, Parati e São Paulo. Enfim, as primeiras férias depois de três anos juntos: 20 dias longe de tudo e de todos, como ele costuma dizer. E, como ele também diz, planejar a próxima viagem é o melhor remédio para curar a depressão da volta.

As férias foram planejadas com antecedência: logo no mês seguinte ao nosso carnaval portenho e, com isso, conseguimos algumas pechinchas: Rio-Porto Alegre pela Gol a R$ 149,00; uma pousada simpática e aconchegante no centrão de Gramado por R$ 100,00 o casal (na última semana antes do início da alta temporada); um descontinho camarada no trecho Porto Alegre-Curitiba (R$ 65,00, de ônibus pela Viação Penha), economizando a pernoite; e uma diária de R$ 97,00 durante a Flip, em Parati (sem a obrigação de fechar o pacote de cinco dias).
Primeiro dia: um fondue pra começar
Depois de duas horas de voo, um táxi até a rodoviária de Porto Alegre e mais duas horinhas de ônibus, já estávamos em Gramado. E o frio – mesmo – chegaria apenas dias depois. Resolvemos iniciar os trabalhos com o pé direito, seguindo a dica de um blog que a gente gosta bastante, o Matraqueando, cujo casal tinha visitado a cidade com a filhinha de um ano, semanas antes da gente.
Por isso, partimos para a sequência de fondue da Cantina Frigideira, realmente imperdível.

Um couvert fez as honras da casa, mas a festa começou mesmo com o fondue de queijo, deliciosíssimo, acompanhado de batatas cozidas, fatias de pão, goiabada e batata noisette frita (aliás, passeando pela cidade, não encontramos nenhuma outra sequência que tivesse a noisette). Tão bom, mas tão bom, que pedimos até para permanecer na mesa, enquanto já serviam o de carne.
O garçom ficou na dúvida se daria tudo na mesa, pois o fondue de carne acompanha uma travessa com filé mignon, picanha e frango, prontos para serem grelhados na pedra, e ainda 17 molhos.

São tantos que você até esquece qual é qual, mas, calma, todos os potes têm os nomes.
Não sobrou nada. Quer dizer, ficou apenas um espacinho para a sobremesa: o fondue de chocolate, encerrando a sequência em grande estilo (waffle, uva, melão, abacaxi, morango... hmm...).

Depois da conta paga (R$ 119,00 para o casal), a casa oferece ainda uma “carona” até o hotel. Isso mesmo: um carro te deixa na porta de onde você estiver. Mas, gulosos conscientes que somos, preferimos voltar caminhando pra facilitar a digestão.
Quando viajar, passa lá:
Cantina Frigideira
Rua João Petry, nº 74 – Centro
Gramado
Telefone: (54) 3295-1789
Estamos muito felizes com o novo endereço e também por fazer parte do condimínio IB. A casa é nova, mas a mobília por enquanto continua a mesma. Por enquanto.
Obrigado Edney e Inagaki! Obrigado também Paulo Henrique, pela paciência em atender cada pedido que fizemos durante o processo de migração. 
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