Uma declaração pública de afeto com uma dica oriental

Janeiro 9th, 2010 por camila

Há três anos descobri uma possibilidade de amor. Há três anos essa mesma possibilidade de amor se tornou real. Isso foi há três anos. E no mês passado, para comemorar mais um ano juntos, resolvemos voltar a um dos primeiros restaurantes que fomos: o Konomi Ai, um japonês simpático, pequeno e em conta, que eu conheci na época em que éramos apenas bons amigos.

A casa tem duas lojas na Barra e uma no Recreio. A gente só conhece a do Rosa Shopping, que é a original. E é importante falar isso aqui porque se você, assim como nós, detesta tumulto, deve ir ao Konomi Ai do Rosa Shopping antes das 21h, por aí. Sim, porque mais tarde e, principalmente, nos finais de semana é quase impossível conversar na área externa do restaurante. Dica de quem já passou por isso.

Em plena primeira terça-feira de dezembro, de folga no trabalho, resolvemos ir à praia (que a gente não vai nunca, lembra da história do tumulto ali em cima?) e depois partimos direto para o Konomi Ai que, para nossa surpresa, não estava vazio.

Lá você pode escolher uma das quatro opções de rodízio, além, é claro, de pedir à la carte. Preciso dizer que a gente sempre vai de rodízio? Bom, além do clima do Konomi Ai, há algo diferente de outros japoneses (principalmente os japas a quilo dos shoppings): os sushis de lá são bem pequenos e não aquelas massarocas de arroz que a gente vê por aí. Sem contar nos itens incluídos no rodízio que são todos deliciosos. Os anéis de lula, por exemplo, são sensacionais. Os sashimis (peixinhos crus) seguem a mesma linha dos sushis: pequenos e bem feitos. E o harumaki (rolinho primavera) de camarão com catupiry? Perfeito.

Passa lá:
Konomi Ai
Av. Marechal Henrique Lott, 120 – loja 120 (Rosa Shopping)
Telefones: 3325-2813 / 3326-2075

Rodízios:
Executivo: R$ 21,90 (de segunda a sexta, das 12h às 17h. Não inclui atum e salmão)
Tai Kai: R$ 32,90 (não inclui comida chinesa)
Konomi Ai: R$ 40,90
Golden: R$ 49,90

Essa tal Liberdade

Novembro 11th, 2009 por camila

Para mim, domingo combina com liberdade, ou melhor, Liberdade: o bairro de São Paulo com todos os seus japas, quitutes, eletrônicos e afins.

Foto: Wikipédia

Na volta da viagem ao Sul, São Paulo era parada certa, o que causou (e ainda causa) certo estranhamento e olhares de reprovação quando falamos sobre o nosso roteiro. ”Cinco dias em São Paulo?”, costumam indagar. Só tenho uma coisa a declarar: foi pouco, tá?

Desses cinco dias, um domingo era todinho para a Liberdade. E se você é um dos que torceriam o nariz também, provavelmente está se perguntando “o que é que eu vou fazer com essa tal liberdade”.

Respondo simples assim ó: comer. Na feirinha e num restaurante a quilo, o Nandemoya (o nome é genial, não?).

Em meio a uma multidão na feira, Marcelo provou o dorayaki, uma massa de panqueca recheada com doce de feijão ou creme de baunilha. Não preciso nem dizer que ele escolheu o de creme, né?

Tudo feito na hora. E, se o cliente quiser, pode levar pra casa uma bandejinha de doces japoneses.

Provamos também o tempurá de legumes e camarão.

Todo domingo a feira fica lotada e as barraquinhas de comida são um sucesso.

Depois ou antes da feirinha (a ordem dos fatores não altera em nada o pecado da gula) ainda rolaram esses super pratos no Nandemoya.

Nesse dia teve até cantoria! E o japa arriscou um Bob Dylan. Acreditem.

Visitando La Bombonera: por dentro da casa do Boca Juniors

Outubro 22nd, 2009 por marcelo

Para qualquer turista apaixonado por futebol, visitar estádios dos grandes times do mundo é sempre uma boa pedida. Por isso, numa primeira viagem a Buenos Aires, a Bombonera, casa do Boca Juniors, torna-se atração imperdível tanto quanto o Caminito, que fica a poucas quadras do estádio, no bairro La Boca.

Já sabíamos que a região no entorno do estádio é um pouco barra pesada. Por isso, fomos de táxi – uma pechincha por lá: o bolso não dói, você não perde tempo, nem corre risco.

Antes mesmo de entrar, você já tem uma ideia de quem reina por ali.

Ao entrar, também.

E ainda vai tirar uma foto dessa super bacana versão em Lego do estádio.

Além do tour pelo estádio, há ainda o Museu de la Pasion Boquense. Se optar pelos dois, você paga $30 pesos, algo em torno de R$ 20,00. Se escolher apenas um deles, $20.

Pra quem está fazendo city tour – se estiver incluído no seu pacote, é recomendável fazer logo no primeiro dia para se ambientar –, e não deseja ou não terá tempo de voltar lá com mais calma, tem a chamada visita expressa, por $15. Você entra, tira uma foto e... pronto.

O estádio Alberto J. Armando (nome oficial da Bombonera) encanta pela magia e pela fama. Não é para menos: inaugurado em 1940, completará 70 anos em 2010 e é um dos trunfos do Boca Juniors, clube mais popular do país e detentor de mais títulos no continente.

Com uma área reduzida para a construção, o arquiteto José Luiz Delpini criou três anéis de arquibancada bastante inclinados, envolvendo o gramado em forma de retângulo. Devido à sua arquitetura, logo ganhou o apelido de “caixa de bombom”.

A torcida fica muito próxima ao campo e, geralmente, lota os 50 mil lugares disponíveis, transformando a Bombonera num alçapão. Em competições oficiais, foram poucas as vitórias brasileiras por lá. Pela Libertadores, apenas o Santos (em 1963), o Cruzeiro (1994) e o Paysandu (2003). São Paulo (1995) e Internacional (2008) também já venceram pela Supercopa e Sul-Americana, respectivamente.

A vitória do Santos, que valeu o bicampeonato da Libertadores para o time de Pelé, é lembrada pelos argentinos no hall de entrada.

O tour começa pelas cadeiras cativas, com a guia falando um pouco da história do clube e do estádio. Ela aponta o setor atrás do gol e alerta os marinheiros de primeira viagem de que lá não é muito aconselhável assistir qualquer partida.

É onde ocorre a avalanche, comemoração de gosto bem duvidoso, imitada aqui no Brasil pelos gremistas.

Depois de conhecer diversos setores e tirar fotos de vários ângulos, passamos para a parte interna: vestiários, sala de imprensa...

A visita termina do outro lado, nas cadeiras, onde tem um daqueles tenebrosos lanches de estádio. Esse fica por sua conta. E risco.

Quando viajar, passa lá:
La Bombonera
Brandsen, 805
Buenos Aires
Telefone: (54 11) 4362-1100
Aberto das 10h às 18h (o horário muda em dia de jogos)

Pastéis, bolinhos, empadas e uma vista linda (e de graça)

Outubro 14th, 2009 por camila

No último domingo, tínhamos duas alternativas: colocar o sono em dia ou sair para aproveitar a trégua que São Pedro resolveu dar aos cariocas.

E como a minha segunda-feira, 12 de outubro, infelizmente, não teria cara de feriado, resolvemos curtir o domingo e conhecer o bar Urca.

Não fazíamos ideia do endereço. Mas, na Urca, pequenina e charmosa como só ela, não tem muito erro (pelo menos é o que eu acho): é só dar uma volta e de repente você dá de “cara” com o que estava procurando.

Foi o que aconteceu com a gente. Passamos pelo Garota da Urca, mais uma ruazinha aqui, outra ali, muitas pessoas em uma esquina e pronto: lá estava o bar, cheio de gente com roupa de praia, turistas, crianças, poodles, motoristas de ônibus, enfim, a minha impressão era a de que todo mundo tinha resolvido passar o dia por lá.

Depois de conseguir uma vaga, ficamos um tempinho na dúvida se seria possível chegar até o balcão. Mas, ainda bem, com alguma insistência, foi! Pedimos quatro pastéis de camarão, uma empada de siri, outra de queijo com orégano e dois bolinhos de bacalhau. Para beber, motorizados e corretíssimos, fomos de coca zero. Vinte e um reais, tudo!

Com os petiscos em mãos, partimos para a outra parte da missão-bar-urca: achar um cantinho só nosso na mureta.

Por lá, o grande barato é comer do outro lado da rua, apreciando o visual lindo da Baía de Guanabara, que naquela tarde estava especialmente ensolarada.

Passa lá:
Bar Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205
Urca
Telefone: (21) 2295-8744

Direto do forno da bruxa

Setembro 12th, 2009 por pratoparadois

Sou suspeito quando o assunto é pizza. Seja a do rodízio-povão, a daquela pizzaria mais requintada ou mesmo alguma congelada, esquecida no freezer. Não importa: topo todas. Cada uma em seu momento.

E se um amigo não tivesse dado a dica, talvez não tivéssemos encontrado a Toca da Bruxa em Gramado. Como esperar um rodízio de pizza na região do chocolate, do fondue, da sopa de capeletti e do café colonial? E ainda por cima perto do burburinho, no Centro, na continuação descoberta da rua Coberta.

Desde o lado de fora, toda a decoração é temática. Uma bruxa aqui, outra vassoura ali, luminárias de abóboras... A gente viu de perto o quanto as crianças adoram. Até mesmo os atendentes estão vestidos a caráter. E o ambiente foge completamente desses rodízios que a gente vê por aí.

Nas mesas, a solução para quem adora cortar a borda da pizza é a caixinha “RIP – Restos Imprestáveis de Pizza”.

A casa tem um sistema parecido com o das churrascarias e o cliente não é importunado quando já está satisfeito, além de poder escolher entre pizzas salgadas, doces ou, ainda, dos dois tipos. Com certeza, lá você vai conseguir completar uma frase e um raciocínio durante um bate-papo, sem ser bombardeado por intermináveis sabores de pizza.

Seguindo a linha de alguns rodízios freaks cariocas, a variedade chega a assustar. O que falar da pizza Shrek? Verde, de mousse de limão. E pizza de strogonoff? Coração? Filé? Como ela diz, “coração na pizza não é legal”.

Excentricidades à parte, preferimos, como sempre, as tradicionais mesmo: mussarela, calabresa, frango com catupiry, alho, pepperoni, portuguesa...

Quando viajar, passa lá:
Toca da Bruxa
Rua Madre Verônica, 328 – Centro
Gramado
Telefone: (54) 3286-2828
Aberta diariamente (exceto às terças), a partir das 19h
Preço do rodízio: R$ 19,50

Você também encontra a Toca da Bruxa em Canela, a 8 km de Gramado. Fica na Praça da Matriz, 25 – sala 11. Telefone: (54) 3282-9750.

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Os fominhas

Dois jornalistas, pouco dinheiro e muita fome. Um blog para quem não entende nada de comida, como nós, mas adora comer. Bastante.

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