21 Agosto 2009
Como comprei meu carro sem trair o movimento
Quem acompanha o Papo há algum tempinho já leu quando eu expliquei por que não ia comprar meu carro tão cedo. Foi numa série de posts, onde eu também dei dicas de como comprar carro sem ficar mais pobre do que já é e expliquei que carro não é investimento (é dívida).
Pois é, cerca de cinco meses depois, cá estou eu com meu carrinho na garagem. Será que a Evelin traiu o movimento? Hahahaha...
Não, a Evelin não passou todo mundo para trás e mergulhou num financiamento eterno maluco para comprar um carro. Tampouco ganhou na Lotofácil.
O caso é que eu vinha poupando todos os meus escassos recursos para meu casamento. Uma vez que o noivado acabou, eu tinha uma reservinha de 12 meses de poupança, que me permitiram comprar, à vista, um Uno 94.
Confissão 1: foi bem difícil comprar um carro velho. Como eu não entendo bulhufas de automóveis, convoquei meu pai pra me acompanhar nas lojas e feiras. Ele queria porque queria me convencer a comprar um novo. Podia até não ser um zero quilômetro, mas um mais novinho... Pelo meu pai, eu dava minha graninha de entrada e financiava o resto por uns três anos, talz.
Confissão 2: Eu me senti muito tentada a comprar um novo. MESMO. Tão brilhantes, bonitos, bem cara de menininha... Foi por pouco que não cometi essa loucura.
Mas, por que loucura?
O que me convenceu a realmente não entrar num financiamento foi pensar: “Poxa, se eu ficar três anos pagando meu carro, minha vida vai parar por três anos!”. Eu acabei de terminar a faculdade. Tem tanta coisa para fazer, né? Eu voltei a estudar inglês (numa baita escola boa, e cara, mas que vale a pena), fiz minha matrícula num curso de economia aplicada, que tenho certeza que vai me ajudar BASTANTE profissionalmente, tanto aqui no blog quanto fora dele, um dia (a mensalidade do curso é dívida garantida pelo menos de agosto a dezembro deste ano), tem uma cirurgia plástica dos sonhos que eu tô planejando fazer agora que não vou mais casar...
Enfim, tantas coisas para fazer!
Com o financiamento do carro, todas essas coisas ficariam paradas até segunda ordem. Seria como se eu não evoluísse. E eu tenho horror a “não-evolução” das pessoas, manja?
Sem contar que, como já expliquei, o carro em si já é uma baita dívida. É combustível, seguro, manutenção, estacionamento (já falei combustível?). Tudo isso já é um belo rombo no meu orçamento ao qual eu não estava acostumada quando só pegava o carro do meu pai e nem R$ 20 reais de álcool eu colocava...
Bem, resisti às tentações e ao status que um carro mais bonitinho me ofereceria e comprei meu Uninho 94. Deu pra ele o nome de Bravo. Bravinho para os íntimos (quem já andou comigo entende fácil que é preciso ser bem corajoso, bem bravo, pra encarar uma Evelin no volante, hahá).
Confissão 3: Nas duas primeiras semanas eu não gostei muito dele, viu... Poxa, eu só dirigia o carro 2007 do meu pai, mega legal, facinho... adaptar-me ao meu “ancião” de 15 anos de idade não foi fácil. Sem contar que ele é um bebum desgraçado que, no primeiro mês, acabou com meus trocados tudo na gasolina (não tinha Uno a álcool dessa idade).
Mas agora eu sou apaixonada por ele! Ele me leva para a balada que eu quero ir e, principalmente, para a academia à noite. Estou bem feliz, sem uma dívida de anos sem fim e tocando minha vida nas outras áreas – que exigem investimento, grana.
Sempre que converso com alguém tipo da minha faixa de idade ou renda, que comprou um carro zero e financiou, o retorno que tenho é de arrependimento pela escolha de um carro tão novo/caro, ou relatam passar apuros financeiros. A gente nunca sabe o dia de amanhã, se estaremos empregados ou não. Por isso, continuo batendo na tecla de poupança e de compra à vista. É a melhor coisa a se fazer. Experimente ![]()
Imagem: Stock.XCHNG.com
PS: Ah, essa foto não é o meu Bravinho, ok?
