15 Maio 2009
O que o governo vai mudar na poupança?
Pronto. O governo já apresentou a proposta de mudança da poupança que eu já havia comentado aqui no blog. É importante saber o que está em jogo, o que pode ou não mudar.
Para começo de conversa, vamos acabar com essa história de que "o governo está metendo a mão na nossa poupança igual o Collor fez". Isso não tem nada a ver! Esse boato é o que a OPOSIÇÃO, ou seja, dos partidos contrários aos do lado do governo, querem que a gente acredite. (Sempre fique esperto com esses "joguinhos" políticos que só atrapalham o desenvolvimento do país).
O que o governo propôs foi: tributar as poupanças com mais de R$ 50 mil aplicados. Tributar? É, começar a cobrar impostos. Você lembra nos posts que falei que a poupança começou a ficar mais atrativa que o CDB? Um dos motivos era porque a poupança não cobrava imposto. Agora pode cobrar.
Sinceramente, não vejo, até aqui, um problema tão grande assim. Na boa,
quem tem R$ 50 mil reais poupados não deveria estar na poupança há um bom tempo. Há investimentos muito melhores, mais rentáveis para essa faixa de aplicação – e não precisa ir para nenhum investimento de alto risco para conseguir aplicação mais rentável que poupança.> A poupança não rende quase nada?
Além disso, apenas 1% das pessoas que têm poupança guardam mais de R$ 50 mil. É uma galera boa, mas nada que gere uma guerra civil.
Pontos negativos
Mesmo a mudança sendo apenas para a faixa de poupadores com mais de R$ 50 mil, quem garante que, no futuro, a mudança não vai começar a cair, cair, até que todas as aplicações na poupança comecem a cobrar imposto de renda?
Isso, sim, é muito preocupante. O governo vai sentir o "gostinho" de receber esses impostos e vai querer sempre mais. Eu não duvido que isso aconteça, especialmente no Brasil, o país dos impostos. Ainda mais num momento em que cai IPI aqui, cai Selic ali. Alguém acaba pagando por isso.
Não se iluda: não existe Papai Noel, o governo não é tão bonzinho assim, e MUITO MENOS vai sair no prejuízo em qualquer medida econômica ou de socorro à economia no combate à crise.
Ah, e a mudança na poupança é lei. Se a CPMF, que era "provisória" ficou aí por 13 anos, o que dizer de uma mudança na regra da poupança? É definitiva, para sempre e sem volta, infelizmente.
A mudança, seja como Projeto de Lei ou como Medida Provisória, ainda precisa ser votada pelo Congresso (deputados) e pelo Senado (senadores). Muita politicagem ainda vai rolar, como eu havia comentado. Só vamos acompanhar para ver o quanto os interesses dos políticos e seus partidos vão sobrepor aos interesses da população e ao que é melhor para a economia do País.
De qualquer forma, numa análise mais "forçada", a preocupação da mudança não deixa de ser um bom sinal. Pode significar que a queda nos juros veio para ficar e que o Brasil precisará adaptar toda a sua economia para os juros baixos. Quem sabe…
Imagens: Stock.XCHNG.com
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DATE: 05/19/2009 09:15:36 AM
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