13 Abril 2009
Maldito consumismo que ainda acaba comigo
Você pode ter pensado, com o título desse post "Ah, casa de ferreiro, espeto de pau", certo?
Pois é, um dos motivos que me levaram a estudar e me interessar por economia e finanças pessoais é justamente esse. Vou casar ano que vem, meu noivo e eu estamos em recessão para juntarmos o dinheiro necessário para realizarmos mais um sonho, com tudo o que tivermos direito. Mas tem uma coisa que ainda acaba comigo: roupas!
Tem gente que é fanático por comprar eletrônicos, tem gente que gasta muito dinheiro com o carro, outros com balada, entre muitas outras coisas. Comigo, a tentação do consumismo ataca pela minha fraqueza com roupas.
Eu vou ao shopping e fico hipnotizada pelas vitrines. Quer me ver feliz? Me veja saindo de alguma loja com uma sacola na mão! Até o Tiago (meu noivo) já sabe que esse é o momento em que ele pode dizer que vai ao estádio de futebol com os amigos dele, em pleno dia do nosso aniversário de namoro, que eu vou dizer "tudo bem".
Eu sei o que será usado na próxima estação, e sempre acho que o que eu tenho do inverno passado não vai dar para usar mais. Aí eu compro uma calça que só combina com determinado tipo de sapato, que eu não tenho, e preciso comprar. Aí, uma blusa nova não combina com aquela calça e eu quero comprar outra. Aí eu passo numa loja e vejo uma blusinha que eu namoro há anos, e ela está na promoção. Ai ai…
Eu só não tenho mais roupa porque nunca tive tanto dinheiro assim. Meu consumismo nunca foi grande o suficiente para eu fazer dívidas maiores do que pudesse pagar. Mas é uma tentação muito. Igual à compulsão por bolos de chocolate com recheio e cobertura (que aqui perto do meu trabalho custam R$ 4,50 e eu acho caro demais, por isso só me permito comer de vez em quando
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Ainda não achei uma solução definitiva para controlar meu consumismo, minha vontade de comprar roupas. Tem
gente que fala que eu preciso não ir ao shopping. Mas é impossível, eu sempre tenho alguma coisa para fazer lá. Seja pagar uma conta, comer antes de ir para a aula de inglês, ir ao cinema, jogar boliche ou encontrar alguns amigos. Daí, se eu tinha "esquecido" que preciso muito de uma blusa nova para o inverno, as vitrines já reformadas para a nova estação fazem questão de me lembar.
O Jhones, motorista do meu fretado, passou uma receita para mim. Ele disse que se eu for ao shopping 21 vezes seguidas e conseguir não comprar nada em nenhuma delas, eu estarei curada para o resto da vida.
Depois que ele falou isso, eu fui ao shopping só uma vez. E comprei uma revista. Será que valeu? Tudo bem, foi só R$ 6,50, mas eu não deixei de sair do shopping com uma sacola na mão. Ai ai.. que difícil!
O Jhones também disse para eu deixar o cartão de crédito em casa. Deixei. Resultado? NENHUMA COMPRA EM MARÇO!!! uhulll, grande vitória!
Minha fatura de abril será linda! (ou quase, porque ainda tenho umas prestaçõeszinhas feitas em fevereiro). Minha fatura da C&A eu também vou pagar as três parcelas que faltam tudo em abril. Vamos ver quanto tempo eu ficarei sem comprar nada lá? Façam suas apostas!
O momento em que decidi mudar
Chega de blá-blá-blá, vou dizer o ponto quando tomei a decisão e resolvi combater minha compulsão. Foi quando vi que a fatura do meu cartão de crédito e a fatura da C&A, somadas, representavam uma quantidade significativa do meu salário. E que em seis meses, com aquele valor, eu compraria o fogão da minha casa nova (eu quero daquela marca boa, sabe? E de inox, que é mais caro) e ainda sobra dinheiro!
Fiquei pensando… se, até a data do casamento, não conseguirmos juntar o dinheiro necessário, vou ter de me contentar com um fogão mais baratinho, que não é o que eu quero, e vou ter de aturá-lo por muitos anos. E a roupa que eu ia comprar seria um prazer muito menos duradouro que isso. Essa ideia me apavorou e eu tomei coragem de unir as forças do fundo da minha alma para combater meu consumismo. (Isso tá parecendo um discurso nos Narcóticos Anônimos, né? Mas é bem por aí mesmo…
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Bom, você também pode combater seu consumismo. É só buscar uma motivação que realmente o convença a mudar. Qual seu objetivo para daqui 5 anos? Faça essa pergunta a si mesmo e veja se vale a pena se esforçar agora para compater esse dragão