12.11.07
Meu querido tio Paulinho Sabbag, domesticamente conhecido como Dude Magal Chic-Chic Gabiroba Mosquito (ou simplesmente Dr. Phibes, ou às vezes Dr. Lupercínio), se apresenta nesta terça, dia 13, no Sesc da Esquina, em Curitiba, às 20 horas. É um show único. Um dos maiores pianistas do jazz brasileiro (sem exageros. Pergunte a alguém da área e me dê o desconto familiar), com recentes passagens pela ZOROPA, Dude, um dos responsáveis pela noite de jazz do Wonka, aqui de Curitiba, assumirá pela primeira vez o frontstage para comandar o espetáculo Paulinho Sabbag Entre Amigos.
Vou colar aqui o release que ele escreveu pra vocês lerem por conta própria:
São muitos anos de carreira acompanhando instrumentistas e cantores vindos de vários estilos musicais, de muitos lugares do Brasil e do mundo. Usando exatamente esse mote o pianista curitibano traz à capital seu primeiro show estando na linha de frente do palco.
“Paulinho Sabbag entre amigos” foi o nome escolhido para que desde o titulo o show já mostrasse sobre o que se trata. Junto de Endrigo Bettega na bateria e do contra-baixista Jefferson Lescowitch serão tocados temas em formação de power trio e durante o show os convidados-amigos, mais que especiais, tocarão um repertório tão eclético quanto à formação musical dos mesmos.
Um tango na voz poderosa de Rogéria Holtz, o samba canção com Vinicius Chamorro e Andrigo Tatá e Vina R.U., um xaxado com Saul Trumpet, Mario Conde e um jazz cubano, uma maracatu com Serginho Coelho, a bossa diferente de Helinho Brandão e pela primeira vez em um show de teatro fará um duo de pianos com o pai, Gebran Sabbag, num standard de jazz.
É. Além de tudo o Dude tocará com meu avô, Gebran Sabbag, a lenda viva do piano.
Coisa finíssima, podem acreditar. Quem vir, viverá.
Estarei lá com toda certeza. E quem for do balacobaco também deve estar.
O Sesc da Esquina fica na rua Visconde do Rio Branco, 969. Mais informações pelo fone (41) 3304-2222.
17.08.07
The Harder They Come
Jimmy Cliff
Well they tell me
There’s a pie in the sky
Waiting for me when I die
But between the day
You're born and when you die
Oh Lord, they never
Seem to hear even your cry
And as sure as the sun will shine
I’m gonna get my share of what’s mine
And then
The harder they come
The harder they fall
One and all
Oh the harder they come
The harder they fall
One and all
Well the oppressors are trying
To get me down, trying to drive me
Under the ground, and they think
That they have got their battle won
I say: "forgive 'em Lord
They no not what they’ve done"
And as sure as the sun will shine
I’m gonna get my share of what’s mine
And then
The harder they come
The harder they fall
One and all
Oh the harder they come
The harder they fall
One and all
And I keep on fighting for
The things I want, though I know
That when you’re dead, man you're gone
But I’d rather be a free man in my grave
Oh, than living like a puppet or a slave
And as sure as the sun will shine
I’m gonna get my share of what’s mine
And then
The harder they come
The harder they fall
One and all
Oh the harder they come
The harder they fall
One and all
28.06.07

O editor da foto ficou em dúvida na escolha das legendas:
Quem será a Fat Spice?
Quem será a Old Spice?
Quem mesmo era a 'Scary Spice'?
Victoria Beckham participa de ação beneficente em Londres
Ex-affair de Eddie Murphy arrisca carreira artística ao lado de mulher de David Beckham e populares
Spice nos olhos dos outros é refresco
Duh!
16.05.07
Ando fazendo força pra não ser mais um cara ANTENADO. Se você for ler um terço de blogs (só os brasileiros, vá lá) que falam sobre música OTERNATIVA, ainda estará longe de saber qual é o babado forte do momento. Tudo bem. Antes era legal ouvir música que ninguém ainda conhecia. Hoje, como assisto TV (é a nova onda da intelectualidade, tá ligado, truta?), só ouço música que aparece em enlatado. Se é bom, afinal, vai aparecer na TV.
Não conheci os irlandeses do Snow Patrol pela TV. Ouvi pela primeira vez no rádio e, depois, vendo TV, ouvi uma música bacana. Fui escutar o disco novo da banda (eles estão na trilha sonora do Super-Aranha 3, manja?) e lá estava a canção da TV. É isso aí, multiculturalidadeinterdisciplinar.
Daí você vai no YouTube e busca por eles. Tem poucos vídeos oficiais, mas uma cacetada de clipes montados por fãs - a maioria uma porcaria. É melhor assistir a MTV, mesmo.
05.04.07

Chico Buarque fez, em Curitiba, uma apresentação tão flat, que a sensação, mesmo para quem estivesse na boca do palco, era a de estar assistindo ao show em DVD, só que numa tela gigante. Isso diminuiu o espetáculo? É claro que não. Mas porque a relação entre público e artista era de total idolatria. O que contava ali para boa parte dos presentes não era a qualidade do "show-em-si", mas a possibilidade de ver de perto o ídolo, um personagem importante da história nacional. O resto, cenário, luz, set-list, era um mero complemento.
E o show foi bom também porque todo certinho, dentro do script. As apresentações de Carioca parece que cabem à figura atual de Chico, um compositor sexagenário cheio de história com ares de menestrel do Brasil, como bem sentenciou o amigo Mário.
Entretanto, as melhores partes do espetáculo me pareceram exatamente aquelas que seriam substituídas ou cortadas do suposto DVD: a hora em que o cantor esquece a letra, pigarreia durante a música, troca duas palavras com o público (bem, isso também deveria estar no script, mas ao menos é algo que comprova a fidelidade da presença do artista em cena), pára para ouvir o ponto, hesita em se aproximar dos fãs mais exaltados na platéia. São pequenos momentos que mostram que o ídolo ainda é humano, apesar da gente achar que é um semi-deus quando canta "João e Maria".
Pandorga pode ser uma pipa, uma música descompassada, uma mulher incrivelmente obesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga é o blog de Ricardo Sabbag, jornalista curitibano, sagitariano (com ascendente na Casa do Chapéu), amante das coisas boas e belas do mundo literário, cinematográfico, político, tecnológico, sensorial e artístico em que vivemos.