09.03.07
Não sei se o prof. Bautista Vidal está puto com a vinda de Bushito ao Brasil (por um lado, sei que ele é colaborador assíduo da Caros Amigos, então imagino que sim; por outro, creio que ele mantenha o espírito racional de cientista que é e prefira ver as coisas com menos gana. Mas vá saber...), mas eu, se fosse um dos criadores do Proálcool, estaria.
Não com a vinda do premier Georg, mas por ser tomado agora como um dos salvadores do mundo depois de ter passado décadas no ostracismo.
O Proálcool previa a substituição não só de 2% do petróleo contido na fabricação do diesel - valor esse que hoje ainda é opcional aos fabricantes, mas que será obrigatório a partir de 2008 -, mas de 40%.
Imagine o sr. o que isso significaria em termos de independência de combustíveis fósseis, preservação do ambiente e etc.
Mas não. O que sobrou, desde a metade dos anos 80 até ontem, era a idéia de que o álcool era porcaria. Quem, afinal, dono de um bólido movido ao etanol nacional, não precisava levantar meia hora mais cedo só pra esquentar o carro?
Dá um ruim só de pensar. Na década de 90 mal se fabricava carro movido a combustível vegetal. O álcool fora relegado a uma invencionice que não deu certo.
E hoje, observem os srs., 80% dos possantes nacionais já têm motores flexíveis.
América, tremei! Bushito já disse que a população pode guiar sem medo autos bicombustíveis. Eles não explodem no meio da rua. Ave, Ford! Admirável mundo novo! Hoje o premier viu um modelo da Ford e outro da Chevrolet (se fosse Fiat não daria certo, porque quem disse que italiano sabe construir carro?) montados no Brasil funcionando a álcool e gasolina e se convenceu. É o Brasilzão de meu Deus ditando as regras da indústria automotiva do futuro.
Pandorga pode ser uma pipa, uma música descompassada, uma mulher incrivelmente obesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga é o blog de Ricardo Sabbag, jornalista curitibano, sagitariano (com ascendente na Casa do Chapéu), amante das coisas boas e belas do mundo literário, cinematográfico, político, tecnológico, sensorial e artístico em que vivemos.