16.03.11
Ontem, a Fundação Cultural de Curitiba promoveu uma mesa-redonda sobre o tema "O QUE É SER CURITIBANO?", reunindo Cristovão Tezza, o jornalista José Carlos Fernandes e a editora Antonia Schwinden.
Eu não sei o que é ser curitibano, mas um OCORRIDO na plateia, repetido por três vezes durante a noite, mostrou um pouco do que talvez seja o espírito da cidade. Uma mulher - ativista e sexóloga, pelo que entendi - por três vezes levantou sua blusa, revelando a todos os participantes do evento seu bem conservado par de seios cinquentenário.
Não sei o que mostrar os peitos tem a ver com ser curitibano, mas aparentemente ela fez isso protestando contra o corte de árvores, a construção de um supermercado e as péssimas condições do IML do Paraná. Foi o que eu entendi. Ativismo.
Ninguém em sã consciência pode reclamar de gente mostrando suas partes em público, e não serei eu quem vai fazer isso. O maior problema da atitude da senhora foi ter despertado no público o desejo de PARTICIPAR do debate, no momento em que o microfone foi oferecido à plateia.
Não sei de você, mas quando vou a um evento ouvir Fulano, Beltrano e Sicrano, espero ouvir Fulano, Beltrano e Sicrano, e não as considerações dos populares. Mas o pessoal gosta de subir no caixote e dar o seu recado. A ponto da pessoa falar, falar e falar e terminar dizendo "bom, era isso o que eu queria dizer".
Obrigado.
O que EU queria dizer é...
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Pandorga, no dicionário, é uma pipa, uma música descompassada, uma mulher obsesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga será somente um espaço para falar um pouco sobre Curitiba e suas coisas. No twitter, @sabbag.