10.12.07
E o Jornalista de Merda voltou à ativa. É mesmo um criminoso este Pugla, privando a gente por tanto tempo dos relatos de suas presepadas ao lado do (in)fiel escudeiro Abud. E agora o JdM, de visual remodelado, conta em seu template com uma foto joiada da dupla dinâmica (Cês são dois viado, isso sim!) dando um salto em plena Marechal Floriano! A duplinha traquinas tomou Curitiba de assalto...
Pugla reapareceu fazendo um acompanhamento em tempo real da sessão Como Era Gostoso o meu Cinema, do Canal Brasil, que COLOCA NO AR (salve, Dalborgha!) aqueles filminhos pra rapaziada se esbaldar, cheios de donzelas dos anos 70 e 80 saradinhas e com muito pouca pudicícia. Certo o Pugla. O cinema brasileiro precisa mesmo do reconhecimento das massas.
Eu, de minha parte, faço cá meu registro deste Grande Momento do Cinema Brasileiro inspirado por ter visto ontem, em mais um repeteco do Canal Brasil, o clássico Rio Babilônia, obra-prima de Neville D'Almeida. Rio Babilônia, vocês sabem, é o filme em que o Nelson Piquet come a Cristiane Torloni. E tenho dito.

Um dos melhores momentos desta pérola do Cinema Nacional é uma das primeiras seqüências do filme, em que o Dr. Liberato (último papel em vida do saudoso Jardel Filho) chega ao puteiro cafetinado pela Norma Bengell acompanhado do Nelson Piquet.
Na verdade, o Dr. Liberato aparece na zona com o simples intuito de encontrar matadores de aluguel para combinar um "acidente de percurso" na vida da jornalista marrom vivida pela Cristiane Torloni. Nelson Piquet, de sua parte, fica ouvindo da Norma Bengell quem são os freqüentadores de sua casa de tolerância: personalidades como o COMENDADOR (também crítico literário) e o DEPUTADO, vivido pelo atual secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Brasil, Sérgio Mamberti.

Ainda neste momento, Piquet não mostra suas partes mais PICANTES ao expectador; tão-somente acompanha o trenzinho da alegria formado pelo Dr. Liberato, o Comendador e o Deputado, além dos matadores de aluguel, e puxado pela Norma Bengell. A coisa toda termina com um leilão das garotas-de-vida-fácil. "Quem aqui sabe reconhecer uma mulher pela bunda?", indaga a Norma Bengell.
Como se supõe, todos acabam se fartando na abundância, em especial o DEPUTADO, que arremata por milhares de dólares o corpitcho de Mara, mulata belzebu e novata na casa. E quando ninguém mais é de ninguém, um dos matadores, metido nas nádegas de uma das mocinhas, vira para o parceiro, com o nariz afundado na vergonha de outra, e pergunta: "MAS CADÊ O ENVELOPE?"
E temos aí o primeiro turning-point da obra. Porque é exatamente neste momento que Nelson Piquet, que optou por não se fartar do balança-teta, encontra jogado no chão do prostíbulo um envelope pardo, contendo fotos da Cristiane Torloni. Naquele momento, tomado por um heroísmo não esperado por um homem de seu caráter (ele é relações-públicas), Piquet decide foder (figurativamente) o Dr. Liberato, procurando a Cristiane Torloni para fodê-la (literalmente) e acabar com aquela suruba (literalmente).
O resto é com vocês, meus queridos.
Pandorga, no dicionário, é uma pipa, uma música descompassada, uma mulher obsesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga será somente um espaço para falar um pouco sobre Curitiba e suas coisas. No twitter, @sabbag.