28.11.07
Se uma empresa como a Ford ou a América Latina Logística anunciasse isso (leia abaixo), teríamos certeza de ter motivos para nos preocuparmos. Mas como se trata do Google, não, certo?
Bem, eu não sei. Se o Google dominar o mercado de energia nos próximos anos, acho que eles ganham imediatamente o certificado de Grande Irmão.
E quem haverá de pará-los? O Facebook?
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Via Blue Bus:
O Google anunciou ontem que junto com a google.org, dedicada a filantropia, vai investir milhões de dólares no desenvolvimento de energias renováveis a partir de fontes como o vento e o sol. Se realizar sua meta, diz o co fundador Larry Page, o custo da energia solar poderá cair de 25% a 50%. A companhia pretende inicialmente gerar energia para suprir suas próprias necessidades e espera poder vender a outros ou licenciar a tecnologia que venha a ser desenvolvida. A iniciativa foi batizada 'Renewable Energy Cheaper Than Coal' (Energia Renovável mais barata que o carvão). "Se alcançarmos nossos objetivos, estaremos no negocio (de energia) de maneira muito forte", declarou Page. "Deveremos ser capazes de ganhar muito dinheiro com isso", prevê.
20.11.07
Sinal dos tempos. Os sites dos pré-candidatos à presidência dos EUA já vêm com link para conteúdo em espanhol. Aqui o Obama e aqui a Hillary, en español. Do lado republicano, Rudy Giuliani ainda está 100% English. Mas a página do Comitê do Partido Republicano também tem um link cucaracha. Caramba!

A coisa mais comum que se ouve depois de um confronto entre polícia e torcedores de futebol é o chavão "imagens lamentáveis". Caso da briga da última sexta-feira depois do jogo Coritiba x Marília, pela penúltima rodada da Série B.
Caso é que não há muito mais o que se fazer além de lamentar, mesmo. Ou se lamenta, ou não se vai ao estádio.
O problema do conflito entre as partes não é simplesmente da torcida vândala e provocativa ou da polícia violenta. Porque as imagens mostram que é óbvio que houve violência policial. Como é óbvio que só houve aquela reação por conta de alguma ação detonadora. Policiais não saem feridos à toa.
A solução desse problema passa necessariamente pelo fortalecimento de instituições que poderiam controlar a gratuidade das ações policiais, como a corregedoria da polícia ou o Ministério Público.
Mas isso, é claro, ainda está muito distante da realidade brasileira. Somos, afinal, o povo que suporta a maior carga tributária do mundo. Mas vamos levando, porque é da nossa natureza. Assim como vamos levando a violência policial e o caos aéreo, por exemplo.
Então o que temos que fazer depois daquela mini-barbárie é somente lamentar.
Inútil caçar bruxas nessas horas. A maioria dos torcedores, mesmo de cabeça quente, não tem interesse em confrontar um policial montado num cavalo e munido de cacetete e fuzil. E também os policiais, especialmente os que não compõem tropas de choque, não têm vontade de enfrentar uma turba enfurecida de 40 mil pessoas.
Mas é responsabilidade da polícia reprimir o vandalismo e manifestações violentas. E não se pode esperar que façam isso na base da conversa e do tapinha nas costas.
Certa vez, quando repórter de polícia, questionei um coronel da PM a respeito de imagens iguais às do pós-jogo de sexta, que mostravam policiais chegando a um local e distribuindo cacetadas em qualquer um que viam.
A resposta dele foi: "O cidadão de bem, nessas horas, precisa ir na direção oposta do confronto. O policial não entra no meio de uma briga para perguntar o que cada um está fazendo ali".
Sigamos na direção oposta, então.
14.11.07
Já disse aqui em algum momento que muitas dessas intermináveis inovações ferramentais da internet me parecem vazias. Mas acho que o Twitter deve ser uma das que vai ficar. Não sou usuário do serviço, mas reconheço nele sua utilidade (usabilidade?): É uma forma de escapar da enxurrada de informações que circula na rede. A coisa é hiperobjetiva e concisa, como toda boa informação pode ser. Claro, também há muita besteira, mas pelo menos é besteira que se perde menos tempo lendo. E imagino que a integração com SMS - outra inovação que efetivamente "pegou", e que se popularizou de fato, não só entre os entendidos - seja algo realmente interessante.
Mas, diga aí: O que você acha que vale twittar?
12.11.07
Meu querido tio Paulinho Sabbag, domesticamente conhecido como Dude Magal Chic-Chic Gabiroba Mosquito (ou simplesmente Dr. Phibes, ou às vezes Dr. Lupercínio), se apresenta nesta terça, dia 13, no Sesc da Esquina, em Curitiba, às 20 horas. É um show único. Um dos maiores pianistas do jazz brasileiro (sem exageros. Pergunte a alguém da área e me dê o desconto familiar), com recentes passagens pela ZOROPA, Dude, um dos responsáveis pela noite de jazz do Wonka, aqui de Curitiba, assumirá pela primeira vez o frontstage para comandar o espetáculo Paulinho Sabbag Entre Amigos.
Vou colar aqui o release que ele escreveu pra vocês lerem por conta própria:
São muitos anos de carreira acompanhando instrumentistas e cantores vindos de vários estilos musicais, de muitos lugares do Brasil e do mundo. Usando exatamente esse mote o pianista curitibano traz à capital seu primeiro show estando na linha de frente do palco.
“Paulinho Sabbag entre amigos” foi o nome escolhido para que desde o titulo o show já mostrasse sobre o que se trata. Junto de Endrigo Bettega na bateria e do contra-baixista Jefferson Lescowitch serão tocados temas em formação de power trio e durante o show os convidados-amigos, mais que especiais, tocarão um repertório tão eclético quanto à formação musical dos mesmos.
Um tango na voz poderosa de Rogéria Holtz, o samba canção com Vinicius Chamorro e Andrigo Tatá e Vina R.U., um xaxado com Saul Trumpet, Mario Conde e um jazz cubano, uma maracatu com Serginho Coelho, a bossa diferente de Helinho Brandão e pela primeira vez em um show de teatro fará um duo de pianos com o pai, Gebran Sabbag, num standard de jazz.
É. Além de tudo o Dude tocará com meu avô, Gebran Sabbag, a lenda viva do piano.
Coisa finíssima, podem acreditar. Quem vir, viverá.
Estarei lá com toda certeza. E quem for do balacobaco também deve estar.
O Sesc da Esquina fica na rua Visconde do Rio Branco, 969. Mais informações pelo fone (41) 3304-2222.
Pandorga pode ser uma pipa, uma música descompassada, uma mulher incrivelmente obesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga é o blog de Ricardo Sabbag, jornalista curitibano, sagitariano (com ascendente na Casa do Chapéu), amante das coisas boas e belas do mundo literário, cinematográfico, político, tecnológico, sensorial e artístico em que vivemos.