27.08.07

Para maddox, do The Best Page in the Universe, é. No artigo The iPhone is a piece of shit, and so is your face, o blogueiro - responsável por jóias como Não há conspiração 11/9, seus idiotas e Eu sou um gênio, você não é - enumera, de forma bastante polida, as razões porque um aparelho da Nokia, lançado no ano passado, é MUITO melhor que a engenhoca de Steve Jobs.
Para maddox, se o iPhone são "três aparelhos em um" (iPod, telefone e "dispositivo de comunicação com a internet"), seu notebook são pelo menos oito: um relógio, uma calculadora, um "dispositivo de comunicação com a internet", um telefone (ele pode fazer chamadas através de seu modem), um dispostivo de armazenagem de mídia pornográfica, um tocador de vídeo, um processador de Word e um "iPod" (um disco rídigo com um software que toca MP3). Realmente.
A questão é: Por que a Nokia não fez propaganda suficiente deste aparelho? Segundo maddox, porque seus executivos estavam preocupados com outra coisa... Vejam lá (em inglês).
22.08.07
Alexandre Inagaki já escrevia como escreve hoje, para suas centenas (milhares?) de leitores, desde as primeiras edições do Spam Zine, fundado por nós em fevereiro de 2001 e que durou mal-e-mal até 2003, morto de falência múltipla dos órgãos dada a explosão dos blogs. Tive o privilégio de ser um dos editores do Zildo, embora passasse a maior parte do tempo reclamando do tempo exígüo e devolvendo a bola para o japaguaio - pra sorte dos leitores, que ele era bem mais competente que este-que-vos-escreve no posto.
O masterplan do Zildo sempre foi do Ina, e foi ele quem se ocupou do trabalho mais, perdão, trabalhoso, mas igualmente recompensador, que foi o de ter procurado e encontrado gente boa da melhor qualidade para colaborar com nosso filhote ao longo de seus pouco mais de dois anos de vida. Muitos deles estão instalados cá no IB hoje, graças, novamente, ao Inagaki. Outros alçaram vôos igualmente interessantes, singrando seu próprio espaço no oceano literário brasileiro.
O Inagaki nunca poupou esforços para publicar no Spam o que ele tinha de melhor. Essa é uma característica que ele traz desde os tempos das listas de discussões e que mantém hoje no PEPN e nos outros 200 veículos para os quais colabora: o Ina, antes de tudo, respeita seu leitor. Seus textos são precisos, de uma correção absurda, sempre trazendo coisas novas. Mesmo quando ele reedita materiais passados, faz a devida atualização. Até suas abobrinhas são plenamente recheadas e bem temperadas!
Para mim, o Inagaki sempre foi um amigo distante que vez por outra consigo encontrar quando vou a SP ou, mais raramente, quando ele vem a Curitiba. Um cara que sempre tive orgulho de chamar de amigo, mas a quem, confesso, nunca compreendi completamente (ainda bem, né?). Hoje não hesito em apontá-lo como um dos principais personagens da internet brasileira, que não se limitou a ser mais um blogueiro de leitores-blogueiros e que, novamente, em respeito a seu público, se esforça diariamente para se manter atualizado às pequenas revoluções que acontecem incessantemente no ciberespaço.
Fico feliz em ver hoje tantas rememórias do Spam, nosso pequeno projeto em conjunto. Mas acredito na verdade que ele é um memorial vivo à trajetória do Ina, a quem todos temos o privilégio de ler (quase) diariamente. Descanse em paz, Spam Zine. Vida longa ao japonês!
21.08.07

Wanessa Camargo está casada há 80 dias. Conta sua história na capa da Contigo deste mês.
Ela e o empresário Marcos Buaiz ainda vivem na casa dos pais. De ambos, informa a reportagem. Suponho que sejam casas de muitos cômodos.
Alguns excertos da entrevista:
Mesmo com essa moradia provisória, já deu para se sentir casada?
Estamos em uma fase muito legal, que é a de construir essa casa. Já fiz até lista de compras de supermercado.
Você tem experiência, então?
Já sei como é estar em uma casa e cuidar dela. Como se limpam as coisas. O bacana é que agora posso viver com Marcus esse aprendizado de casal, saber o que um gosta, o que o outro não gosta...
Quantos empregados você tem?
Tenho duas, uma arrumadeira e uma cozinheira, que eu mesma entrevistei.
18.08.07
Estou realmente feliz com a iminência das novidades do InterNey Blogs, especialmente (tá, os novos blogs serão ainda mais legais) com o novo template da home, que não faço idéia de como será, mas, espero, substituirá este cinzão que me dá uma sensação soturna que não é das melhores.
17.08.07

Não é legal isso do cinema brasileiro depender de lei de incentivo a cultura pra sobreviver. Nem tanto pelo subsídio público à realização dos filmes, mais pela indústria da captação que se formou ao redor das produtoras. Mas, ao que parece, é o jeitinho que se deu pra fazer cinema por aqui, então que assim seja.
Cão sem Dono é um grande filme. Extrai da pequena novela de Daniel Galera o que ela tem de melhor. Ao mesmo tempo, não se limita a isso e tampouco se propõe a ir além disso. É notável a qualidade da interpretação hiperrealista dos atores. Os protagonistas vão bem, mas são os coadjuvantes que mantêm o alto padrão da coisa - especimente os personagens do pai de Ciro e de Lárcio, o motoboy. O roteiro, por sua vez, deixa de explorar cenas muito ricas que estavam no original - notadamente o flashback da visita do protagonista ao rancho de seu avô, bem como não vai a fundo na relação entre Ciro e Marcela doente.
O que importa é que é um bom filme. Gostaria de ter visto um filme realmente antológico, mas não sei até que ponto isso seria exigir demais dos diretores. Em verdade, acho que ainda falta à "nova cinematografia" brasileira um título verdadeiramente antológico, um Pulp Fiction verde-e-amarelo. Por um momento, achei que esse filme pudesse ser O Homem que Copiava, mas uma reflexão mais atenta fez com que abandonasse a idéia.
Não há outro jeito de se encontrar esse título senão se fazendo mais e mais cinema. De minha parte, não ligo que a CPMF que sai periodicamente da minha conta dê algum tipo de sustentação a isso. Mesmo que no meio do caminho venham alguns O Dono do Mar.
The Harder They Come
Jimmy Cliff
Well they tell me
There’s a pie in the sky
Waiting for me when I die
But between the day
You're born and when you die
Oh Lord, they never
Seem to hear even your cry
And as sure as the sun will shine
I’m gonna get my share of what’s mine
And then
The harder they come
The harder they fall
One and all
Oh the harder they come
The harder they fall
One and all
Well the oppressors are trying
To get me down, trying to drive me
Under the ground, and they think
That they have got their battle won
I say: "forgive 'em Lord
They no not what they’ve done"
And as sure as the sun will shine
I’m gonna get my share of what’s mine
And then
The harder they come
The harder they fall
One and all
Oh the harder they come
The harder they fall
One and all
And I keep on fighting for
The things I want, though I know
That when you’re dead, man you're gone
But I’d rather be a free man in my grave
Oh, than living like a puppet or a slave
And as sure as the sun will shine
I’m gonna get my share of what’s mine
And then
The harder they come
The harder they fall
One and all
Oh the harder they come
The harder they fall
One and all
10.08.07
Mas eu até que achei a campanha engraçadinha...
É preciso ser tão politicamente correto?
Sofria tanto de writer's block
que cada crônica
eram 100 metros com barreira
Pandorga pode ser uma pipa, uma música descompassada, uma mulher incrivelmente obesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga é o blog de Ricardo Sabbag, jornalista curitibano, sagitariano (com ascendente na Casa do Chapéu), amante das coisas boas e belas do mundo literário, cinematográfico, político, tecnológico, sensorial e artístico em que vivemos.