12.03.07

E a Marvel enfim matou o Capitão América.
Já não era sem tempo. O herói do escudo vermelho-com-a-estrela-branca finalmente foi dessa pra melhor, jazendo sobre as escadarias do Tribunal Federal de Nova York.
Matar super-heróis não é expediente novo. Serve às editoras como forma de reavivar um personagem que não vinha rendendo muita audiência.
O caso do Capitão América é exemplar. Num mundo antiamericano, nada mais impopular do que um herói que se veste com as cores da bandeira estadunidense. Pior: nem superpoderes ele tinha. Nas últimas vezes que cruzei com ele nas páginas dos gibis, atuava mais como uma espécie de diplomata.
Eu, de todo modo, sempre fui favorável à morte do Capitão América.
Não por nenhum sentimento anti-EUA, mas simplesmente por achar ser o C.A. um personagem chatíssimo, de personalidade vazia e idéias datadas.
Aliás, acho a mesma coisa do Super-Homem, mas ele pelo menos voa e tem lá seus defeitos.
O Capitão América, há muitos anos relegado a roteiristas menores na Marvel, nunca conseguiu demonstrar grandes valores no século 21.
Bom lembrar que a última versão cinematográfica do Batman brinca com sua inverossimilhança: Pra dar algum quê de realista a um sujeito que se veste de morcego, só mostrando como isso pode ser um traço de puro desequilíbrio. Wolverine é outro: Do time do bem, mas canalha, machista e grosseiro. As platéias se divertem.
Hoje, anti-heróis fazem mais sucesso que heróis puro de coração. Capitão América era tão "puro" que chegava a ser irritante.
E por que diabos aquelas asinhas na cabeça?
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Pandorga, no dicionário, é uma pipa, uma música descompassada, uma mulher obsesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga será somente um espaço para falar um pouco sobre Curitiba e suas coisas. No twitter, @sabbag.