21.02.07
Parece que a GLOBO não se deu conta, mas o sucesso de um Big Brother está ligado diretamente às personalidades dos participantes. Claro que o público sempre demonstra simpatia - e acaba por premiar - os personagens mais pobrinhos, humildes e etc. Mas o sucesso do programa, ao longo de sua trajetória, depende dos arquétipos incorporados pelos participantes. Quanto mais tons dramáticos a trama ganhar, mais interessante o programa será para a audiência.
Big Brother não é caridade, diz o Boninho, mas é concurso de personalidade. E está claro que esta edição não está muito boa na criação de personagens. Há o Alemão aqui e o Caubói ali, mas nada que se compare ao antagonismo de tipos como Jean e o Dr. Gê, protagonistas da edição que também levou ao estrelato Grazi e ainda tinha figuras como Tati Pink e Sammy.
A lógica que levou a Globo a escolher um elenco que mais parece, como já anotou alguém por aí, uma Malhação adulta, é a mesma utilizada quando uma novela vai mal das pernas - gente bonita e pegação. De minha parte, ainda acho que histórias bem contadas atraem mais o público do que o velho rala-e-rola debaixo do edredon. Mas este é só um velho falando.
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Pandorga, no dicionário, é uma pipa, uma música descompassada, uma mulher obsesa ou uma pantufa. Mas, aqui entre nós, Pandorga será somente um espaço para falar um pouco sobre Curitiba e suas coisas. No twitter, @sabbag.