
É impossível não se emocionar e inspirar diante do que tem acontecido não apenas no Egito, desde o último dia 25 de janeiro, mas também em outros países árabes, como Iemen, Jordânia e Tunísia, que deu o pontapé inicial nessa história toda, como você pode ver no vídeo abaixo:
O mundo árabe parece estar acordando e chacoalhando as estruturas de poder. Hosni Mubarak, ditador egípcio no poder há 30 anos - só perde para o faraó Ramsés II!! - contava com o apoio irrestrito americano, financeiro e militar, para não melindrar Israel (ah, a geopolítica...). Depois de três décadas, o Egito teve uma certa estabilidade política, mas o custo disso foi deixar um terço de sua população na miséria. Este infográfico, por exemplo, resume o motivo da revolta do povo egípcio: autoritarismo, estado policial, desemprego, baixos salários, pobreza.
A família real saudita que ponha suas barbas de molho...
Outros bons vídeos sobre a revolta no Egito podem ser conferidos no canal CitizenTube.
A Al Jazeera tem feito a melhor cobertura in loco e vc pode acompanhar online aqui. Tem incomodado tanto as autoridades egípcias que alguns de seus jornalistas e produtores foram presos e a emissora proibida de trabalhar por lá - o que não significa que tenham parado de transmitir as informações... :) (segundo me informou um camarada lá no twitter, eles já foram libertados, e a pedido dos 'padrinhos' americanos).
O jornalista Robert Fisk, do The Independent, escreveu um artigo brilhante sobre a revolta egípcia - A Multidão e o Ditador. Pra mim esse cara é o melhor jornalista da atualidade, vale separar uma horinha do seu tempo para ler o texto.
No Facebook achei esta galeria de fotos que mostra a força da participação feminina nos protestos no Egito (é preciso estar logado no Facebook pra ver). Pra quem acha que as mulheres no mundo árabe são submissas, anuladas e sem poder, vale conferir.
E enquanto o bicho pega no mundo árabe, a maior revista de informação (sic) brasileira se mostra mais autista do que nunca, dando esta capa. É mole ou quer mais?
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