
Nós subestimamos o poder que nossas ferramentas têm em remodelar nossas mentes. Realmente acreditamos que poderíamos construir e habitar colaborativamente mundos virtuais o dia inteiro, todos os dias, e não ter nossa perspectiva afetada? A força do socialismo online está crescendo. Sua dinâmica está se espalhando além dos elétrons - talvez para as eleições.
Assim termina o artigo O Novo Socialismo: Sociedade Coletivista Global está Vindo Online, publicada na revista Wired de maio do ano passado e que acabei de ler. Nele o autor Kevin Kelly defende que ferramentas como Twitter, Facebook, Wikipedia e Flickr não são apenas revoluções nas mídias sociais online, mas a vanguarda de um movimento cultural e social, que influencia nossas vidas no mundo real também. Elas estão mudando a maneira como interagimos com a internet, bem como o que esperamos de governos e empresas.
Eu iria além: acho que essa onda colaborativa pode ser a gênese de uma sociedade anarquista tão cantada em verso e prosa, mas que nunca vingou no mundo real. É claro que há hierarquia nos modelos apresentados pelo texto da Wired, mas essa cadeia de comando tende a ser cada vez mais fluida, horizontal, libertária. Esse é o espírito da internet.
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