Pois bem, o homem não sabe de modo algum o que se passa em outro homem. Estamos mais distantes uns dos outros do que estes astros, principalmente mais isolados, porque o pensamento é insondável.
Morar sozinho em Brasília, longe dos filhos, família, amigos, não é para amadores. A sensação de isolamento é absurda. Se vc trabalha para o governo então... Mas esse tipo de solidão não me assusta. Até curto ficar na toca por vezes, apesar de saber que isso irrita muito namoradas, amigos, familiares, etc. O que mais temo, na verdade, é outro tipo de solidão, aquela que afasta vc do cotidiano, do interesse pelas coisas mais banais, aquelas sobre as quais todo mundo comenta e troca figurinhas... Mas ainda tô longe disso - eu acho.
Mas enfim, o caso é que topei com um conto do Guy de Maupassant, Solidão, que me fez refletir bastante sobre o tema. É dele o trecho que abre este post. Clique aqui para ler (arquivo pdf). Coloquei outros textos do autor francês na Biblioteca do Escriba.
Aliás, se vc como eu curte contos fantásticos, não deixe de visitar este blog que traz textos de vários autores (nacionais e estrangeiros) desse tipo de gênero da literatura. Uma beleza.
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