Faz tempo que abri mão de ficar atualizado com as novidades da música pop para poder garimpar com afinco o som de outras eras. Como requer a todo bom expedicionário musical, aprendi a não dar atenção a qualquer bobagem. Toda hora pinta por aí a-grande-sensação-do-momento, que quando você vai conferir é pura lenda. Ou marketing, como preferir.
Raramente escuto rádio e o que me chega da produção contemporânea geralmente vem pelas indicações de amigos, pela genealogia de outros artistas ou pelo velho e bom acaso. Sendo assim, não é raro eu me encantar por um artista que despontou tempos atrás e sair em desabalada carreira procurando tudo sobre ele. Foi o que me aconteceu hoje com a cantora Cibelle.
Estava curtindo a blip.fm enquanto editava uns textos no trabalho quando pintou esta versão de Footloose (lembra do filme?):
Pô, na hora eu parei o que estava fazendo e prestei atenção àquela voz delicada e provocante, numa versão pra lá de divertida daquele sucesso dos anos 80 - ah, sim, sou tarado por versões. Tenho penca delas. Todos os volumes de La Musique de La Paris Derniere. Enfim.
Uma rápida consulta ao oráculo e descobri que a música fazia parte de uma coletânea chamada Hollywood, Mon Amour e que Cibelle tinha dois discos gravados. Tratei de encomendar todos, claro. Fiquei sabendo ainda que ela tá na área há quase 10 anos!
Sem problemas. Assim que chegarem os discos, vou apreciá-los com calma e recuperar o tempo perdido. Do pouco que já ouvi - pelos youtubes da vida -, tá aprovado. Não interrompo fácil minha expedição musical pelo passado, mas mesmo submerso no som de outrora vez ou outra as (boas) vibrações da superfície chegam até mim. Podem demorar, mas chegam. E com o ouvido cada vez mais treinado, sei bem distinguir a marola do tubo perfeito.
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