Das andanças pelo Marrocos, Gabi me revela Tinariwen, banda de Mali que representa os nômades tuaregs do norte da África. Grande som, menina!
Aqui o Tinariwen numa inacreditável jam com Robert Plant em Whole Lotta Love! (filmado toscamente por alguém que tava no show deles em Paris, em 2007:
Agora viajei no tempo. Um dos meus primeiros CDs foi uma coletânea da EMI de 94, só com músicas de Mali. Era uma série chamada Hemisphere - Electric & Acoustic Mali - com Kadja Tangara, Lobi Traore, Ami Koita e Kerfala Kante (um barato esses nomes, não?) Por incrível que pareça não tem um dos nomes mais conhecidos da música de Mali, Ali Ibrahim "Farka" Touré. Que aliás tem um disco sensacional com o Ry Cooder, Talking Timbuktu.
Então fechemos com um som desse disco, Ai Du, bluesão curtido no deserto:
-----
PING:
TITLE: Musicas Online » Blog Archive » O som tuareg
URL: http://musicas.0nline.com.br/2008/11/27/o-som-tuareg/
IP: 67.205.14.149
BLOG NAME: Musicas Online » Blog Archive » O som tuareg
DATE: 11/28/2008 02:32:53 AM
[...] Hemisphere - Electric & Acoustic Mali - com Kadja Tangara, Lobi Traore, Ami Koita… leia mais fonte: [...]
-----
Saramago está na área e eu perdi a oportunidade de fazer mais uma entrevista com um de meus ídolos - semana passada foi a vez do Fritjof Capra, que em breve enriquecerá um de meus posts, aguarde. Mas minha camarada Lúcia esteve na coletiva de imprensa que rolou com o escritor português e, melhor, conseguiu fazer uma pergunta que eu enviei. Simples: "O que é vida sustentável?"
Eis a resposta:
É emprego. É viver como sobrevivente. Ter consciência da precariedade dos bens, poupando, conservando, enfim assumindo a abordagem de sobreviventes. Deveríamos viver como sobreviventes, poupar, não desperdiçar, limpar terreno e ar, de modo que se possa viver.
Hoje temos a cultura do mais, em tempos de crise como este, as pessoas caem, a classe média perde sua condição. Os governos são responsáveis pelo que acontece - os ricos, os riquíssimos.
O Estado é inimigo, dizem quanto menos melhor, mas é o Estado que é chamado à responsabilidade para salvar o Citibank, a GM. E o Estado somos nós, nossos impostos.
Não há alternativa política, não há alternativa econômica. E vamos viver de remendos.É sustentável desde que se tenha emprego.
Mais Saramago lá no Ladybug.
Em tempo: no próximo sábado (dia 29) é Dia de Nada Comprar, campanha mundial do pessoal da Adbusters que há 17 anos incentiva as pessoas a não se deixarem seduzir pelo canto da sereia do mercado. Vá à praia, ao parque, dar uma volta de bicicleta, leia um livro. Em tempos de crise financeira, até que não vai ser difícil deixar a carteira quietinha…
Se vc está pensando em fazer alguma atividade, performance ou protesto para marcar o dia, coloque na página wiki da campanha.
As celebridades da internet todas reunidas num só episódio do South Park! Tem o Numa Numa, o Dramatic Look, o Star Wars Kid, o bebê e sua gargalhada, o panda que espirra, o Tron man, os Backstreet boys asiáticos e outros! Genial !
A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de taxas para o uso de sacolas de papel e/ou plástico, e (a principal delas, a meu ver) tornar os fabricantes responsáveis pela coleta e reciclagem das embalagens de seus produtos. É isso ou ver o mar se transformar numa imensa sopa de lixo!
Segundo a Comissão, essa última exigência já funciona em 33 países no mundo, encorajando a redução de material usado, reduzindo o peso final dos produtos, permitindo o uso de materiais recicláveis e obrigando os fabricantes a redesenharem seus produtos e embalagens. Na Alemanha, após quatro anos do início do programa, o lixo produzido por embalagens foi reduzido em 14%. É pouco ainda.
As empresas são contra, claro. Dizem que é melhor incentivar a reciclagem e ameaçam com desemprego. O velho discurso da indústria, mesquinha toda vida. Reciclar é bom, mas produzir menos lixo é ainda melhor. Reciclar gasta muita energia e recursos materiais e humanos. Ninguém em sã consciência acha confortável a quantidade de papel, plástico, isopor e quetais que acompanha um brinquedo, TV ou aparelho de som recém-comprado na loja. Repara só na pilha de lixo que se forma no Natal após a abertura dos presentes. É vergonhoso!
Lixo é um dos grandes problemas mundiais do século 21.
Pra mim, toda e qualquer empresa deveria ser responsável pela coleta e correta eliminação do produto que fabricou, seja uma embalagem, celular ou carro. Haveria exceções, claro - móveis por exemplo. Medidas como essa evitariam absurdos como a exportação de lixo eletrônico para países de Ásia, causando a intoxicação de milhares de pessoas.
O rápido avanço da tecnologia tem sido de mão-única, com o desenvolvimento de produtos cada vez mais modernos e eficientes, mas o uso de substâncias tóxicas na sua fabricação e a falta de preocupação com o seu destino final - o lixo - põe tudo a perder. Sem falar na tal obsolescência planejada…
Veja o caso dos Estados Unidos: em fevereiro do ano que vem, com a adoção da TV digital por lá, estima-se que cerca de 10 milhões de aparelhos antigos sejam dispensados no país, gerando um problema monstro. Apesar disso, poucas empresas têm programas amplos de reciclagem para atender a essa demanda e evitar que esse lixo contamine pessoas e o meio ambiente - provavelmente na Índia, China ou Paquistão. Para pressionar grandes fabricantes como Sony, Samsung, LG e Toshiba, entre outras, a evitarem essa catástrofe, ONGs americanas formaram a Electronics TakeBack Coalition e deram início à campanha Take Back My TV.
Os consumidores também têm seu papel nessa história toda. Na hora da compra, dê preferência a produtos que tenham pouca embalagem e que tenham sido fabricados de forma sustentável e responsável. Se informe na loja, ligue para o fabricante pelos serviços de atendimento ao consumidor, exija seu direito de saber o que está comprando. E questione sobre programas de reciclagem, principalmente de aparelhos eletrônicos. Quanto mais pessoas encherem os SACs (serviços de atendimento ao consumidor) das empresas, mais elas se sentirão pressionadas a tomar alguma medida. De tanto levar bica nas canelas, uma hora terão que se mexer.
A Bovespa acabou de anunciar que a Petrobras, Aracruz Celulose, Companhia Paranaense de Energia (Copel), CCR Rodovias, Copel, Iochpe-Maxion e WEG foram excluídas da lista das empresas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa. Esse índice é composto de ações de companhias que apresentam alto grau de comprometimento com a sustentabilidade e responsabilidade social. No lugar delas entraram a TIM, Telemar, Unibanco, Celesc, Duratex e Odontoprev.
No caso da Petrobras, é resultado direto do esforço de ONGs e secretarias estaduais de Meio Ambiente, que vinham há tempos denunciando a estatal por descumprir resolução de 2002 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) para diminuir a partir de 2009 a quantidade de enxofre no diesel que vende no Brasil. Apesar de ter tido sete anos para se adequar à resolução, a Petrobras e a Anfavea (da indústria de automóveis) afirmam que não tiveram tempo para tal e se recusaram a cumprir a determinação.
Apenas na cidade de São Paulo, o ar poluído mata de 12 a 14 pessoas por dia, segundo estimativa de Paulo Saldiva, professor de medicina da USP (Universidade de São Paulo) e uma das autoridades no debate sobre os efeitos da emissão de poluentes na saúde. "Embora abasteça 10% da frota do país, o diesel é responsável por 45% da emissão de partículas em São Paulo e quase metade das mortes causadas pela poluição", calcula Saldiva. (fonte: CMI)
Segundo o professor Saldiva, os dados mostram que a poluição do ar mata mais do que a aids e o trânsito juntos na cidade de São Paulo.
A boa revista editada pelo 'vovô' Zé José (ou Eduardo Souza Lima para os desconhecidos) agora está apenas na internet. Sinal dos tempos. Quer saber mais sobre quadrinhos, política, música, cinema e cultura de boteco em geral? Então visite www.revistazepereira.com.br
Em breve, no site, a cobertura completa do Festival de Cinema de Brasília.
Lembra do concurso de covers do som Rock'n'Roll Train promovido pelo pessoal do AC/DC? Pois um dos vencedores é esse moleque aí, de 13 anos. Mandou bem! Levou pra casa uma dessas belezinhas aí de cima - provavelmente ganhou a da direita, idêntica à usada pelo Angus Young. O outro vencedor (novo dono da outra guitarra) fez uma animação stop-motion meio sem graça…)
(se quiser ver alguns dos outros 222 concorrentes, clique aqui)
Depois de muito tempo sem ir à praça Benedito Calixto, tirei o sabadão pra reencontrar algumas amigas dos tempos da faculdade (Lu, Cris, Paula, da Eco-UFRJ) e mostrar a Martim e Sofia aquela boa e velha rodinha de choro - eles curtiram a vera o som, e também os cubinhos de queijo e presunto oferecidos pela flautista…
Lá pelas tantas, alguém pega o microfone e lembra que o evento daquela tarde era em homenagem a Zumbi dos Palmares e também à Revolta da Chibata, que completou hoje 98 anos. Em 22 de novembro de 1910, marinheiros brasileiros se revoltaram contra a aplicação de chibatadas como punição às faltas, sob liderança do marinheiro João Cândido Felisberto. Mais de dois mil homens promoveram um motim que durou seis dias. Vários navios da armada brasileira foram tomados e o Rio de Janeiro, capital federal à época, quase foi bombardeado. Felisberto foi anistiado este ano pelo presidente Lula e pode se tornar o primeiro almirante negro do país. Nada mais justo.
Sua história rendeu uma das músicas mais bonitas da MPB: O Mestre-Sala dos Mares, de Aldir Blanc e João Bosco.
O texto que aparece no vídeo é ligeiramente diferente da letra cantada por João Bosco porque se trata da letra original, censurada pela ditadura militar. A música é do disco Caça à Raposa (1975), o segundo da carreira de Bosco, fundamental em qualquer discoteca.
O disco, assim como a história do almirante negro, são quase obscuros hoje no Brasil. Contribui muito para isso o fato de o acervo histórico do país, seja ele musical, fotográfico ou bibliográfico, não estar disseminado pela internet, ao alcance do público cada vez maior que navega pelo ciberespaço. Se cavucar muito, até encontra - como eu encontrei aqui e ali - mas não vejo um movimento organizado, institucionalizado, para mostrar aos brasileiros o que o Brasil tem de bom e interessante.
Enquanto isso, o acervo histórico de instituições gringas de peso estão ganhando a internet. E o melhor: sem cobrar nada. Seguindo os passos do jornal inglês The Times, que colocou online em agosto passado, 200 anos de seu arquivo (de 1785 a 1985) pra quem quiser acessar, agora temos também o acervo fotográfico da Biblioteca do Congresso americano no Flickr e o da revista Life no Google.
A gente bem que podia ter algo semelhante, não? Material não falta, mas boa parte está mofando em arquivos públicos e privados. Vamos digitalizar nossa história, pessoal!!
-----
Esse é apenas um trecho do programa dos Muppets inteiramente dedicado ao ator Vincent Price. Tá no YouTube, claro, dividido em três partes: aqui, aqui e aqui. E entre os vídeos relacionados, encontrei uma preciosidade: o poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, recitado pelo ator Christopher Walken. De dar calafrios… (se tiver dificuldades, tente acompanhar lendo o poema aqui)
-----
Dica para o dia de Zumbi dos Palmares: a obamania chegou ao mundo dos jogos online, com Super Obama World, ao estilo Super Mario Bros. O cenário é o Alasca e entre os inimigos estão pitbulls de batom (referência à Sarah Palin) e lobistas engravatados.
Mete bronca, negão!
E por falar no New York Times, acabei de receber alerta por email dos caras: Jerry Yang tá com um pé fora do Yahoo! Depois de resistir bravamente às investidas paquidérmicas da Microsoft, e fracassar na parceria com o Google, o fundador da empresa vai ser substituído por pressão dos acionistas. Vai pra casa, Padilha?
Enquanto isso, na Casa Branca, Barack Obama pode ser o primeiro presidente americano online da história. Viciado em Blackberry como todo cara de sua geração, já pediu pra equipar sua mesa no Salão Oval com um laptop. A burocracia de Washington já avisou que Barack não terá mais tanta facilidade em acessar e enviar emails, até por razões de segurança, mas como ele mesmo mostrou durante a campanha, estar online agiliza os processos e mantém o sujeito antenado com o que está acontecendo por aí, em tempo quase real.
Já imaginou, acabar com a guerra no Iraque com um SMS?
E seria a caixa-postal do Obama algo parecido com isto?
-----
Arnold Schwarzenegger pode estar bem cotado para ser o homem da energia de Obama, mas não corre sozinho nessa disputa. Outro nome meio óbvio é o de Al Gore. Após a derrota pro Bush Jr. em 2000, ganhou destaque mundial explorando o tema convenientemente e hoje tem uma das propostas mais audaciosas quando o assunto é remodelação da forma como produzimos e consumimos energia para enfrentar as mudanças climáticas, o projeto Repower America. Em linhas gerais, prevê a geração de 100% da energia consumida nos EUA por meio de fontes renováveis - basicamente eólica (27%), solar (16%) e eficiência energética (28%) - num prazo de 10 anos. Biocombustíveis e energia geotérmica teriam seu espaço também, com 3% cada. Nenhuma hidrelétrica ou usina nuclear seria construída no período, ficando as atuais com 23% do novo cenário. Em 2019, nada de petróleo ou carvão. Não é fraco não.
O projeto é bem próximo ao proposto pelo Greenpeace e Conselho Europeu de Energias Renováveis, o [R]evolução Energética, tecnica e politicamente, já que vê uma imensa oportunidade na crise gigante que surfamos sabe-se lá como.
Se os americanos são bons mesmos em fazer dinheiro, mesmo quando ele é escasso, a hora é essa. As ações de empresas do setor estão fervilhando. Na ressaca da orgia do capital especulativo, talvez testemunhemos novos tempos de investimentos voltados prioritariamente à produção do bem, que permitirá gerar empregos e renda. A ONU já cantou a pedra: milhões de empregos podem ser gerados até 2030 com investimentos em energias verdes. A recessão já vem provocando o curioso movimento de deixar algumas empresas mais verdes - como tem feito com a indústria de eletrônicos.
Seja com Schwarzzie ou Gore, quero ver as doletas verdinhas salvando o planeta, não apenas depredando-o em benefício próprio. Compartilho da utopia promovida pelo pessoal do Yes Man, quero ver um NYT recheado de boas notícias - o que não significa que serão fáceis. Nem perfeitas. Que sejam honestas, já basta.
Quem quiser conferir a íntegra da edição fake do NYT, só com notícias que gostaríamos de ver publicadas, acesse nytimes-se.com.
No vídeo abaixo, vc saberá como foi engendrada essa ação genial, bem como verá um representante do NYT ficar putinho (1min22s) ao ser questionado sobre Judith Miller, quando defendia a posição do jornal na cobertura da guerra do Iraque.
New York Times Special Edition Video News Release - Nov. 12, 2008 from H Schweppes on Vimeo.
-----
O projeto de lei 6424/05, conhecido como Floresta Zero, está na bica de ser votado na Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados e, uma vez aprovado, vai para a plenária com grandes chances de passar. Ele reduz de 80% para 50% as áreas da floresta amazônica a serem conservadas e usadas como atividades de manejo florestal nas propriedades privadas.
Confira aqui os deputados que podem ou não cometer esse ataque ao meio ambiente. Até o Palocci tá na área!
A idéia é mandar mensagens para eles, ligar, perturbar mesmo para que votem contra o projeto. Pode até passar, mas as canelas desses caras vão ficar inchadas…
Às vésperas do encontro das 20 maiores economias do mundo, a ONU conclamou os líderes desses países a aderirem a um acordo global para investir pesado em programas ambientais, que podem ajudar a levantar a economia no planeta. O Greenpeace está pressionando o G20 também na mesma linha, assim como outras ONGs ambientalistas. Ao contrário do que diz o vira-casaca do Patrick Moore, o ambientalismo não é pautado pelo medo, mas por mudanças de paradigma. A indústria e os governos foram incapazes e, agora, com a crise batendo à porta, acho que vão finalmente acordar para a realidade.
Com a derrocada de Bush Jr. e sua gangue neocon, as chances de um acordo amplo para enfrentar as mudanças climáticas são enormes. Barack Obama tem cacife para tal e já disse que pretende reestruturar a matriz energética americana com renováveis. E como sabemos, pra onde for os EUA, o mundo vai atrás. Até a bíblia da indústria energética, o World Energy Outlook, segue nessa linha. A economia verde está na bica de se tornar mainstream, e o Brasil tem tudo pra sair na bem na foto, basta vontade política. Artigo de Washington Novaes, publicado hoje no Estadão, explica.
E por falar em energia, um dos nomes mais fortes para assumir o comando dessa área na gestão Obama é ninguém menos que Arnold Schwarzenegger! O governador da Califórnia leva vantagem sobre nomes como Al Gore porque não ficou apenas no discurso, foi lá e fez muito pela adoção de energias renováveis em seu estado, combatendo as emissões de CO2 de forma incisiva. E olha que o Gore está com um projeto audacioso pacas, de mudar radicalmente a forma como os americanos produzem e consomem energia no país. Pelos planos dele (que estão todos no site Repower America), os EUA estariam produzindo 100% de energia por meio de fontes renováveis em 10 anos! Não pouca coisa não… Mas o trabalho de Schwazzie na Califórnia é foda, confira aqui.
Agora, que situação, não? Colocar o destino do planeta nas mãos logo do Exterminador do Futuro??
-----
PING:
TITLE: Ecoblogs - English » Blog Archive » Ecologic New Deal in the Terminator’s hands?
URL: http://ecoblogs.org.s20852.gridserver.com/2008/11/14/ecologic-new-deal-in-the-terminator%e2%80%99s-hands/
IP: 64.13.232.14
BLOG NAME: Ecoblogs - English » Blog Archive » Ecologic New Deal in the Terminator’s hands?
DATE: 12/23/2008 02:26:15 PM
[...] the original post in portuguese (O Escriba Blog): New Deal ecológico nas mãos do Exterminador do Futuro? O Escriba Tags:california,climate,greenpeace,usa Share This [...]
-----
Curtindo Human League neste exato momento:
E na sequência, Captain Sensible (eu tenho o compacto desse som!!):
-----
Conheça os impactos ambientais causados pelos sacos plásticos. Da próxima vez que te oferecerem um, pense duas vezes antes de aceitar.
"Em primeiro lugar, queria agradecê-lo por ter escrito O Tao da Física. Assim que terminei de ler pensei que tinha que fazer isso e agora tenho a oportunidade. Obrigado, sr. Capra." O deslumbramento do jovem que sentava imediatamente atrás de mim no Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura da Paulista, era evidente e, por que não, comovente. Muitos dos que o aplaudiram provavelmente queriam fazer o mesmo e rolou uma identificação imediata. O rapaz foi aplaudido por uma gente sorridente, bonita, harmoniosa, em comunhão - entre si e com com Fritjof Capra, que deu palestra sobre seu livro A Ciência de Leonardo da Vinci (lançamento da editora Cultrix).
Eu logo me identifiquei e relaxei um pouco. Estava tenso por ter que entrevistar Capra para a revista e o site do Greenpeace e também por voltar à rua depois de tempos para exercitar como se deve o ofício de jornalista. Uma coisa influênciou na outra, mas na hora H, foi que foi. Dei até sorte, porque os outros dois jornalistas que compartilhariam comigo os escassos 30 minutos disponíveis para entrevista não apareceram. Pude gravar tranquilo minhas 7 perguntas sobre ecologia, meio ambiente, sustentabilidade, as quais ele respondeu sem rodeios e com firmeza, não deixando transparecer nenhum incômodo por falar de coisas que não eram bem a razão dele estar ali. Se bem que em termos. Capra é ecologista de longa data e Da Vinci, idem.
Ao contrário da trupe do bem que enfrentou chuva e engarrafamento para ouvi-lo falar, Capra é sisudo, circunspecto, um tanto quanto impaciente, mas sempre elegante e atencioso. Me atendeu prontamente quando fui apresentado e respondeu com calma e prestatividade às minhas indagações feitas num inglês inseguro. Da mesma forma atendeu a uma dupla de ciclistas que, pouco antes da palestra começar, entregou a ele um favo de mel, e ouvi atentamente como fazia para degustar aquilo. "É colocar na boca e mastigar de leve como chiclete. Mas dá pra engulir, sem problema, é só cera", explicou um deles. Tirou fotos com alguns, autografou dezenas de livros (com um simples "Para fulano", mas enfim…) para a legião de estudantes, artistas, leitores casuais, empresários, escritores e até uma policial militar que lotaram o teatro.
Em uma hora de palestra, com uma apresentação de slides trazendo citações e desenhos de Leonardo da Vinci, o escritor de 69 anos revelou aspectos ambientalistas no artista toscano que eu sinceramente desconhecia solenemente. O próprio Capra disse ter se surpreendido ao achar a seguinte frase nos alfarrábios consultados :
As virtudes da grama, das pedras e das árvores não se encontram em seu ser porque os seres humanos as conhecem… A grama é nobre em si própria sem a ajuda de linguagens ou letras humanas.
É bom observar que as anotações nas quase 6 mil páginas estudadas por Capra fora feitas pelo gênio renascentista em italiano da época e escritas da direita para a esquerda, como os árabes fazem - Da Vinci era canhoto e inovou até na hora de por seus pensamentos no papel. Imagina a dificuldade para quem tem que destrinchar os textos hoje.
Enfim, o que chamou a atenção de Capra foi que Da Vinci antecipou em séculos o que se chama hoje de deep ecology: todos os seres vivos fazem parte de uma grande teia de vida, vivemos numa imensa gaia, e nenhuma espécie é mais importante do que outra. A ciência deve andar em harmonia com a natureza, não dominá-la.
Confira os slides apresentados por Capra na palestra:
Para Fritjof Capra, físico teórico e escritor que há anos promove a educação ecológica, principalmente para crianças e adolescentes, foi um achado e tanto. A investigação sobre o mestre italiano lhe mostrou que os desenhos dele eram complexos diagramas científicos, porque para estudar a natureza, era preciso desenhá-la; e para desenhá-la, era preciso estudá-la. Combinou ciência, estética e ética como ninguém, quase sempre orientada por uma filosofia ecológica lato sensu. Dá o que pensar saber que Da Vinci ficou obscuro por séculos. Que seja fonte de inspiração nesses novos tempos que se avizinham, com mudanças importantes acontecendo no mundo. Obama na Casa Branca, sustentabilidade e ecologia na ordem do dia, todo mundo pensando no que pode fazer para contribuir.
As perguntas da platéia, ao final da palestra, refletiram essa consciência coletiva de que algo precisa ser feito para mudar o estado das coisas e Capra acabou discutindo ali muito do que falou em nossa entrevista: Obama, o papel da sociedade civil na consolidação desse outro mundo possível, as chances de termos um mundo realmente sustentável. Publico aqui assim que sair a revista do Greenpeace, valeu?
Quem perdeu a palestra dele em SP terá mais uma chance a partir do próximo dia 19, quando o escritor estará na Conferência EcoPower, em Florianópolis, para falar sobre uma ciência para viver de maneira sustentável. Esse evento vai ser deveras interessante. Além de Capra, estão agendados para falar Lester Brown (fundador do Worldwatch Institute e da Earth Policy Institute) e Patrick Moore, ex-membro do Greenpeace e hoje grande lobista da indústria - seja ela nuclear, madeireira, mineradora ou de biotecnologia.
Enquanto isso, curta uma das aventuras do Riuston, o valente entregador da livraria Cultura. O blog é divertido também. Descobri navegando pela internet, pra juntar essa coleção de links deste blog…
Foi a Rita, da Socito, quem me avisou pelo orkut: o Parque Ecológico do Mendanha, na zona oeste do Rio de Janeiro, corre o risco de virar um loteamento! Obra do vereador Jorge Felippe (PMDB-RJ), que apresentou projeto de lei na Câmara dos Vereadores pouco antes das eleições municipais deste ano. O projeto foi aprovado pelos digníssimos vereadores cariocas e sancionado pelo prefeito César Maia em agosto. Que beleza de legado deixa o prefeito maluquinho no final do seu mandato, não?
O vereador diz que não é bem assim, que a lei vai apenas dar título de propriedade a trabalhadores que moram há mais de 40 anos por ali, não permitindo loteamento e conjuntos habitacionais. Mas saca só o que diz a lei (grifos meus):
Art. 1.º Fica declarada como área de especial interesse social, para fim de inclusão no projeto de regularização e titulação, nos termos da art 141, de Lei Complementar n.º 16, de 4 de julho de 1992, a área do Parque Municipal Ecológico do Mendanha.
Art. 2.º O Poder Executivo estabelecerá o tamanho padrão dos lotes de forma a assegurar às atividades existentes e fundamentais a sobrevivência dos residentes e adotará os procedimentos necessários à regularização urbanística e fundiária aprovando projeto de parcelamento de terra e estabelecendo normas que respeitem a tipicidade da ocupação e as condições de urbanização, compatibilizando com o Parque Municipal já implantado.
Art. 3.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Alguém realmente acha que, dada a voracidade imobiliária que temos hoje, esses trabalhadores não serão pressionados a venderem seus lotes para dar lugar a condomínios? Hello??
O Parque do Mendanha era uma das mais bem preservadas Unidades de conservação do Rio e eu tive o prazer de conviver ali durante anos quando moleque, já que a família do meu pai é da região (Campo Grande) e tem dois modestos sítios por ali. O lugar é bonito pacas, com cachoeiras, trilhas, pequenos vales, até um vulcão extinto! Como Área Especial de Interesse Social, conforme a nova lei, o parque teria que dar lugar para conjuntos habitacionais, mas alguém duvida que vai virar um paraíso da especulação imobiliária, com a construção de condomínios cafonas para deleite de novos-ricos e afins, que poderão usufruir das belezas locais? De uma forma ou de outra, é um desastre!
Inacreditável o que fizeram. O jeito agora é protestar, encher o saco desses caras (eis o email do vereador autor da proeza - jorge.felippe@camara.rj.gov.br) e tentar anular essa lei absurda.
Quem sabe meu camarada Mansur, na segunda edição do seu livro O Velho Oeste Carioca, não acrescenta um capítulo sobre essa triste história? Aliás, fica a dica: lançamento do livro sobre a história da zona oeste carioca, de Deodoro a Sepetiba, contada desde o século 16. Vai ser dia 9 de dezembro, lá na livraria Arlequim, no Paço Imperial, na Praça 15, a partir das 17 horas. E depois, no dia 13, no Chopp da Villa, na Estrada do Pré, 91, Largo da Villa Santa Rita, em Campo Grande.
ATUALIZAÇÃO: Tá rolando uma petição online a ser encaminhada à Procuradoria Geral da República e ao Ministério Público do Estado do Rio. Clique aqui. Vamos assinar, pessoal!
Miriam Makeba, cantora sul-africana que morreu na madrugada desta segunda-feira depois de um show na Itália, cantava "Sat wuguga sat ju benga sat si pata pata…", mas a gente mandava no melhor estilo embromation society: "Tá com pulga na cueca, lári laralá…"
Mais um virundum clássico como "sul de Madureira… suuuul, de madureeeeiraaaaa…", "Ajudar o peixe….", "Renal, renal, tô com criiiiiseeee reeeenaaaalll…", "…e essa vida chata!", e o antropofágico "… tocando B.B. King sem parar…" - alguém se arrisca a identificar essas músicas? Tem uma infinidade de outros no Arquivo de Letras Ouvidas Erradas (ê traduçãozinha mequetrefe de misheard…)
Mas vamos à Makeba e a pulga, aqui em gravação da TV Record, 1968, com Sivuca (arranjador da música) no violão acústico:
O que significa a eleição de Barak Obama para as políticas de combate às mudanças climáticas e reforma da matriz energética - americana e mundial? É o que tenta responder Adam Stein, co-fundador da Terra Pass, organização focada em reduzir nossa pegada de carbono no planeta, em artigo publicado em seu site e replicado por vários outros pela internet. Segundo ele:
Obama tem sido frequentemente apontado como o primeiro político pós-racial. Quando nós um dia avaliarmos sua gestão, podermos vê-lo na verdade como o primeiro presidente pós-ambiental, o líder que foi capaz de conectar os pontos dos temas energia, economia e segurança de uma forma a elevar esses assuntos acima dos interesses de certos grupos e colocá-los no centro da agenda política.
A íntegra do artigo de Stein pode ser lida aqui.
Obama terá um trabalho danado para consertar os estragos feitos por oito anos de administração Bush Jr. na imagem dos Estados Unidos mundo afora. Se der o impulso necessário às políticas adequadas para equilibrar o saldo entre desenvolvimento e conservação ambiental, vai novamente fazer história - e ganhar ares de divindade. Apesar de ser um pouco cético em relação a isso, espero sinceramente que Obama aproveite a oportunidade para mostrar que os EUA podem sim liderar o planeta, mas de uma forma benigna.
-----
Depois de muito lutar com a tradução portuga de Fausto, de Goethe, dei um tempo na leitura pra me dedicar ao novo livro da Maria Alzira Brum Lemos - Ma, para os íntimos - e não me arrependi. A Ordem Secreta dos Ornitorrincos é uma viagem, em todos os sentidos. Leitura agradável e instigante. Meu 11o. livro do ano com estilo.
E hoje chegou minha encomenda da Cosac Naify, Rockers, livro de fotografias de Ben Gruen, que comprei numa promoção relâmpago da editora. É pra degustar aos poucos as muitas boas imagens que revelam os bastidores do roquenrol dos anos 70. Tem Debby Harry e seu suvaco podrão, as caras e bocas de Iggy Pop, as estripulias dos (então) rapazes do Kiss, os improváveis encontros entre Tina Turner, Keith Richards e David Bowie, e a rebeldia calculada de Supla, único brasileiro no livro.
Tem mais promoção na área. A editora Conrad tá com algumas boas vendas casadas, como Detritos Cósmicos (Massari destrinchando Zappa) + Reações Psicóticas (Lester Bangs refletindo sobre Lennon, Iggy e Elvis). E no próximo dia 12 começa a 10a. Festa do Livro da USP, com mais de 100 editoras dando desconto de pelo menos 60%. Uma farra! Se o livro tá com os dias contados, é hora de aproveitar o bota-fora!
Pra esquentar os motores, que tal uma boa leitura? Aqui, A Praga Escarlate, de Jack London, inteirinho online. Já na Biblioteca do Escriba também.
-----
(Discurso do 44o. presidente dos EUA, em Chicago, após confirmação de sua vitória)
Um negro boa pinta, com nome árabe que lembra o maior algoz americano, chegou à Casa Branca, num país com histórico terrível de intolerância e racismo. E de quebra ainda fez o Bush Jr. sair da história pela porta dos fundos. Não é pouco. Mas no frigir dos ovos, não sei o quanto a vitória do Obama servirá para mudar a pegada americana no mundo - politica, financeira e militarmente. Fiquei pensando nisso durante a madrugada, quando acompanhei os finalmentes da votação e o início da apuração (pela Record News, que deu um banho nas outras emissoras nesse quesito, parabéns!)
Se lembrarmos de Clinton na presidência, há oito anos, veremos que as grandes corporações deitaram e rolaram as usual, bem como as forças militares americanas pelo mundo, que atacaram vários países (Afeganistão, Somália, Haite, Bósnia, entre outros) e violaram leis da Comunidade Internacional, entre elas a Convenção de Hague, Pacto de Paris, Carta da ONU, Carta da OEA, Tratado do Atlântico Norte, Convenção de Genebra, e por aí vai.
Nesses ataques, usaram munição radioativas (com urânio), bombas de fragmentação (cujo único propósito é matar e ferir) e até armas químicas. Morreu gente às pencas, o mundo protestou e ficou por isso mesmo.
Não estou dizendo que Obama fará o mesmo, mas a máquina é bem maior do que ele e engana-se quem pensa que o novo presidente dos EUA vai muito diferente do que vimos até hoje por lá. De qualquer forma, é muito maneiro ver um presidente negro na Casa Branca. Não à toa líderes de todo o mundo estão pra lá de esperançosos.
Bom ficar atento às promessas feitas pelo novo presidente americano, pra ver se tudo não passa de retórica ou significa mesmo que estamos num processo irreversível de mudanças. Cacife ele tem, mas terá disposição?
Pra que ele não esqueça do que prometeu o pessoal do Avaaz está pensando em fazer um imenso mural em Washington DC com mensagens de apoio a Obama, e convidando o cara a trabalhar em parceria com o mundo. Clique aqui e mande a sua!
Para comemorar seu bicentenário, o Jardim Botânico lançou seu primeiro 1o. Festival de Cinema Ambiental. A programação (que começou no último dia 31 de outubro e vai até 9 de novembro) é bem variada e inclui 40 filmes de vários países. Destaque para um documentário sobre o ambientalista gaúcho José Lutzenberger e O Mundo Segundo a Monsanto, da jornalista francesa Marie-Monique Robin - que pode ser também visto online, aqui. E o melhor: tudo digratis!
-----
Roberta quer ir pra Cuba. E a ansiedade é tanta que resolveu abrir um blog pra dar detalhes de todos os preparativos, além de destacar notícias sobre a ilha. Já tem material bem legal por lá, vale a conferida!
Boa sorte, Roberta!
Toda verdade passa por três estágios, afirmava o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Primeiro é ridicularizada. Depois, sofre violenta oposição. Mas enfim é aceita, como sendo auto-evidente.
Nosso dia-a-dia está recheado de situações em que esse aforismo se comprova - e dá um orgulho danado quando contribuímos para que isso aconteça, principalmente quando ajuda a mudar certos paradigmas.
-----
Tá rolando agora, ao vivo, no site do programa Roda Viva, a entrevista com o economista inglês Nicholas Stern autor do relatório Stern que avalia o impacto das mudanças climáticas na economia mundial. Dá pra mandar perguntas e tudo. Eles estão gravando provavelmente para passar na próxima segunda-feira na TV Cultura.
ATUALIZANDO: Acabou a transmissão ao vivo… mas o site tá lá, com imagens feitas in loco, de bastidores, e mais os desenhos do Chico Caruso. Além dos comentários da galera que participou.
O Stern estará amanhã também num seminário promovido pela Fiesp sobre economia de baixo-carbono (ou seja, livre de fontes poluentes de energia) e hoje ele publicou um artigo na Folha de São Paulo, Caminho Verde ao Crescimento.
E por fim tem uma longa entrevista (devidamente picotada em séries de vídeos de no máximo 3 min, divididas por temas) com o economista no Youtube, gravado pelo pessoal que o trouxe ao Brasil.
Um trecho do artigo:
Os países desenvolvidos precisam ser capazes de mostrar ao mundo em desenvolvimento que o crescimento econômico com baixa emissão de carbono é possível, que os fluxos financeiros aos países em desenvolvimento podem ser substanciais e que as tecnologias de baixo carbono serão economicamente viáveis, disponíveis e compartilhadas.
Que prova em Interlagos hoje! Foram as últimas cinco voltas de um GP mais empolgantes que já vi!
Tava aqui com meu camarada Vlad vendo o último GP do ano, ele torcendo pro Massa, eu pelo Hamilton, e quando tudo parecia se encaminhar para uma vitória tranqüila do inglês, mesmo chegando em quarto lugar, eis que a chuva, a estratégia suicida de Timo Glock e o arrojo de Sebastian Vettel (e seu intrépido Toro Rosso) resolvem, a cinco, seis voltas do final, dar cores mais animadas ao dia.
Hamilton certamente não acreditou quando se viu atrás de Vettel, debaixo de chuva e sem conseguir se reaproximar do piloto alemão que o ultrapassara impetuosamente, faltando apenas duas voltas. "De novo??", deve ter pensado. Chegando naquela posição, a sexta, perderia o campeonato novamente por apenas um ponto, a exemplo do que ocorrera em 2007 - quando Raikkonen foi campeão.
Até então, Massa era o campeão, Hamilton novamente o vice e Vettel o herói do dia pra torcida brasileira.
Mas o carro de Glock não aguentou e, na última curva, Vettel e Hamilton passaram pela desgastada Toyota para estragar a festa de Massa e família, que pulava de alegria no box da Ferrari - talvez empolgada pela musiquinha da Globo pela vitória de pirro do brasileiro. Do outro lado, na McLaren, as feições de todos se contorciam mais uma vez, da tristeza para a alegria, passando pela incredulidade por tudo que estava acontecendo em tão pouco tempo.
Um Grande Prêmio para ficar na memória de todos por muito tempo! Massa e Hamilton foram os vencedores, mas o espetáculo ficou por conta de Vettel e Glock.
Brasil vai reforçar militarmente a Amazônia, revela reportagem da revista IstoÉ. Em tempos de escassez de recursos e ressurgimento da IV Frota Naval americana, até faz sentido. Explica, mas não justifica.
Fui ver no sábado o novo filme do Guy Ritchie, RocknRolla. Mais uma vez o diretor inglês esmiuça o submundo londrino, com a agilidade e humor de sempre. Ritchie está para Londres como Woody Allen está para NY. RocknRolla não é tão bom quanto Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch, seus filmes anteriores, mas ainda assim diverte e se coloca bem acima da média do cinemão que temos por aí.
A edição das cenas, os atores e sua direção, a trilha sonora, o roteiro, tudo muito bem amarrado. Me amarro nos nomes que Ritchie inventa pros seus personagens - One Two, Mumbles, Squid, Archy, Cookie, Tank. E todos, mesmo os que pouco aparecem, têm papel fundamental na história.
Há quem diga que ele é um Tarantino piorado. Questão de gosto. Acho que tem uma pitada de despeito aí pelo cara ter sido casado (e dispensado) pela Madonna, queridinha de muitos. Sei lá, apenas um pensamento que me ocorreu. Acho o Tarantino exagerado, um tanto quanto over, sanguinolento, escrachado - americano, enfim. Já Ritchie é sutil, elegante e econômico, puro humor britânico. O diretor americano gosta de ressuscitar carreiras de atores famosos e sumidos, já Ritchie tem o dom misturar bons nomes, como Gerard Butler (que fez Leônidas, em 300 de Esparta), com a nata de atores do segundo escalão (em termos de fama, não de qualidade), nivelando tudo por cima. Em comum, a edição nervosa dos filmes e a escolha perfeita das músicas. No saldo geral, fico com o inglês.
Da sala do Espaço Unibanco fui direto pro Jazz nos Fundos que apresentou ontem o tipo de jazz que mais gosto, o funk jazz, a cargo do trio Hammond Grooves, projeto do Daniel Daibem, apresentador do programa Sala dos Professores, da rádio Eldorado FM. Os caras mandaram Wes Montgomery, Jimmy Smith, George Benson, Lonnie Smith e até Walter Wanderley! Uma noite inesquecível pra quem gosta de boa música.