As reportagens em jornais sobre partidas de futebol nunca estiveram tão insossas como agora. São textos opacos, sem cor, cheiro, sabor, nada. O pessoal anda meio sem criatividade e agarrado aos manuais de redação, e quem sifu é o leitor, que lê as mesmas coisas sempre, independentemente do que realmente acontece em campo.
E poderia ser bem diferente. Ao visitar um dos meus blogs preferidos, Jornalista de Merda, li uma das crônicas mais divertidas e saborosas dos últimos tempos sobre uma partida de futebol - no caso, o confronto entre Gana e Camarões pela semifinal da Copa Africana das Nações. O resultado do jogo? Ora, essa é a parte menos interessante… saca só:
Gol aos 25 minutos do segundo tempo, partida eliminatória caminhando para o término, o caldo entornou de tal maneira que só o Gil Brother poderia narrar o PEGA maiúsculo. Era "voleio na nuca, chapa nos peito, soco no coração" que Dudu Monsanto e Rodrigo Bueno, naipe "Luiz Boça", não tiveram a manha de transmitir.
Malandro, é ESTILO BLACK TRUNK* de jogar bola! E tudo negrão parrudo. Assim, cada dividida abria para conseqüências inimagináveis. Em poucos minutos, um mostruário variado de rechaçadas, chargeadas, arrepiadas, chegadas, limpadas e arregaçadas. Voadora é fundamento básico.
De brinde, duas manobras diferenciadas, uma inédita. A primeira: bola quicando perigosamente na altura da face, o jogador de Gana saltou no modo conhecido como "força desproporcional" aplicando um violento golpe com os glúteos em seu oponente. E daí… lógico, tava lá um colorede estendido no chão.
A outra, quem estava no estádio deveria sair e pagar novo ingresso. Choque na área, entre paralama prum lado, espelho retrovisor pro outro, pneu furado, marcas de freada, um camaronês carecia de auxílio médico. Prontamente, maqueiros em ação. E não é que, sem motivo aparente, um chapa não aprovou o atendimento e deu um empurrão num pobre carregador que o lançou em vôo livre de quatro metros (sério) até o estabacamento absoluto.
Pergunta se algum dos maca-boys ousou questionar a atitude do armário rasta? Nada! Eles bem que podiam partir pra porrada de galera, já que estavam em quatro ou cinco elementos. No entanto, ficaram na miúda, muy sabiamente.
Leia a íntegra do artigo aqui.
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Atalho pra o formulário
salve jorge…
então, trabalhei um tempão com esporte. jornal da tarde, agora sp… mas sempre que se tenta escrever um textinho diferente, não chega nem ao editor. o próprio fechador ou o subeditor já desmoronam as peças que tentou montar pra diversificar um pouco, sair do mesmo.
uma pena, porque leva a isso mesmo que você disse. o jornalismo esportivo cada vez mais medíocre, sobretudo as críticas e relatos de jogos de futebol. nem se compara com os tempos de nelson rodrigues.
esse aqui do jornalista de merda ficou muuuito bacana. dá mais tesão de ler.
aquele[abraço]
Opa!
Aterrizei aqui via Analismos Mimetistas. E que bela surpresa. Excelente blog. Sob todos os aspectos - visuais, musicais, políticos…
Devidamente "bookmarcado".
Se me permites a pretensão, quero aproveitar o gancho do assunto jornalismo zumbi, digo, esportivo, e indicar outro antídoto, para enriquecer ainda mais a já polpuda coluna da direita.
http://impedimento.wordpress.com
Abraço.
Valeu, Wilson!! Vou conferir! abração!