Notas publicadas sexta-feira passada no site O Eco sobre a pressão internacional cada vez mais intensa contra a caça de baleias promovida pelo Japão:
Troca
Logo no início de março, a Comissão Internacional da Baleia (CIB) faz reunião em hotel próximo ao aeroporto de Heathrow, em Londres, na qual representantes do governo do Japão ouvirão que vários países, entre eles o Brasil, têm a disposição de votar a favor da caça de baleias em águas costeiras japonesas. Em troca, querem que o Japão retire as suas frotas baleeiras das águas do Hemisfério Sul.
Solidão
A idéia foi informalmente ventilada em Tóquio durante o carnaval, onde vários especialistas no assunto se reuniram num seminário organizado pela Fundação Pew. Ela não foi mal recebida pelos japoneses, cada vez mais preocupados com seu isolamento internacional na questão da caça de baleias.
Retração
Atualmente, o Japão é o único país que mantém grandes frotas de navios baleeiros. A Noruega restringiu a caça às suas águas territorias. E na Islândia a indústria baleeira está se dismilinguindo. Em seus galpões, há carne de baleia apodrecendo por falta de mercado.
Pode não ser o melhor dos mundos, mas é um passo e tanto rumo ao fim definitivo da caça às baleias. Se vingar mesmo, a estratégia é fazer o consumidor japonês entender que as baleias merecem um destino mais nobre do que os pratos de restaurantes nas ruas de Tóquio e adjascências.
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