
Pornografia, magia, Hollywood, Oscar Wilde, dândis, HQs, mangás, Harry Potter, Paulo Coelho, Milo Manara e as garotas perdidas Wendy (Peter Pan), Dorothy (Mágico de Oz) e Alice (no País das Maravilhas) como você nunca viu. O mago de Northampton deu uma bela entrevista ao G1 e revela que está escrevendo um novo livro, Jerusalem, sobre 1,5 km quadrado em que nasceu e cresceu na sua cidade natal. É o segundo trabalho literário de Moore - o primeiro, A Voz do Fogo, também tem Northampton como pano de fundo, em seis mil anos de história. É brilhante.
Segue um trecho da entrevista:
Nós temos pornografia em todo lugar. O problema é que a qualidade dessa pornografia está bem bem distante do padrão estético daquela época que representamos no "White book". A pornografia que temos hoje parece não ter nenhum valor artístico, parece criada para estimular as pessoas a qualquer outra coisa que não sexo. Uma das melhores coisas da arte, da arte genuína, é que quando vemos uma imagem ou descrição de algo que se relacione com um sentimento que temos e não conseguimos expressar, ela nos faz sentir menos sozinhos. E o que a pornografia de hoje faz é o exato oposto. Faz com que você se sinta envergonhado, mais sozinho do que nunca. Vemos ou lemos pornografia sozinhos, como se o nosso prazer fosse algo para se envergonhar, algo deplorável. E isso é uma tremenda pena se pensarmos que se trata de uma atividade humana tão prazerosa. Praticamente todos os diferentes gêneros de ficção que temos hoje são baseados nessas áreas improváveis da atividade humana, como caubóis, detetives e monstros. Enquanto aquilo que mais temos em comum, que é algum tipo de prazer sexual, só pode ser abordado nesse gênero grosseiro, tolo e por baixo do pano pelo qual todos se sentem culpados e envergonhados. O que pretendíamos com "Lost girls" era eliminar essa relação imediata entre pornografia e vergonha. Pensamos que se pudéssemos produzir uma pornografia que fosse bela o suficiente e inteligente o suficiente e séria em sua aplicação então talvez fosse possível que pessoas civilizadas e dignas não se sentissem envergonhadas de ter uma obra pornográfica em suas casas.
A íntegra, aqui.
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