
A Justiça suspendeu a liberação comercial do milho transgênico da Bayer, dada pela CTNBio em maio, até que sejam estipuladas medidas de biossegurança para garantir sua coexistência com variedades convencionais. No início de junho, uma juíza do Paraná - um dos estados mais aguerridos contra a liberação de organismos geneticamente modificados na natureza - proibiu novas liberações de milho transgênico até que se crie normas para a apresentação de documentação pelas empresas de biotecnologia sobre a segurança de seus produtos, além de definir o monitoramento dessas variedades para impedir a contaminação genética.
Se os cientistas da CTNBio não conseguem evitar as pressões das empresas de biotecnologia (Monsanto, Bayer, Syngenta, Dow, etc) e se deixam levar mais por questões comerciais do que científicas e ambientais, cabe então à Justiça garantir a biossegurança brasileira e o princípio da precaução. Ainda bem.
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