
Só o fato da polícia não ter descido a borracha no pessoal que esteve presente à marcha pela maconha no Rio de Janeiro neste domingo já podemos considerar o evento uma vitória. Foi uma manifestação tranqüila e importante, para levantar o debate que muitos tentam em vão ignorar. Outras 231 cidades participaram - até minha querida Sofia (capital da Bulgária) está na lista!
Triste é saber que nenhuma personalidade política ou do meio artístico se dignou a dar uma força. Não que eu imaginasse que o governador Sérgio Cabral fosse lá - sua declaração de que é preciso pensar na legalização de todas as drogas para combater a violência já foi importante -, mas muitos outros nomes importantes da sociedade brasileira, notórios consumidores inclusive, poderiam sim dar as caras e comprar essa briga. Se omitiram. Enfim, com ou sem eles a discussão vai ganhar cada vez mais corpo. É questão de tempo.
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Jorge, você se lembra de uma época em que começou a aparecer filhotes de jacarés pela cidade? Creio que poderíamos pensar em algo assim, com pés de cannabis. Se cada integrante do Sindiconha jogar suas sementinhas todo dia em algum canteiro público, parque, ou praça, podemos dar o recado ao mesmo tempo que promovemos o sequestro de carbono!
Hein? Hein?
Abraços
hehehehe, boa idéia, João. Aliás, acho que já vem sendo posta em prática pelos mais atuantes da causa… ![]()
Oi Jorge, queria muito entrar em contato com vc. como faço. tem como vc mandá-los por email?
abs
ok, sem problemas.
Na minha opinião devemos ter muito cuidado ao defendermos a liberalização das drogas. Eu entendo que devemos defender a descriminallização da droga. Isto é, usuários deixam de ser tratados como criminosos e passam a ser tratados como dependentes.
A discusão da descriminalização ou a venda em drogarias, é um segundo passo. O esquema de liberação só vai interessar a uns poucos que passarão a dfender a criação da Drogabrás, com diretoria nomeada entre os politicos do congresso.
Inicialmente deveríamos deixar de tratar dos usuários como criminosos e continuar prendendo os traficantes, até encontrarmos o equilibrio. Afinal quantos usuários conscientes existem? Quantos se tornaram dependentes e não o seriam com o devido tratamento?
Lembremos que o número de usuários cresce na medida em que os traficantess desejam aumentar seus lucros com a venda.
é ruim de nossa classe artística se comprometer com outra causa senão o leitinho das crianças
Sérgio, inúmeras pesquisas (inclusive da DEA americana) mostram que a esmagadora maioria dos usuários de drogas (não só de maconha) são de usuários leves, que usam comedidamente para recreação os entorpecentes. Uma minoria é heavy user, que precisam mais de educação e tratamento médico do que de polícia.
E o bom senso sempre deve prevalecer. Fumar, cheirar ou seja lá o que for pode, não pode é fazer isso tudo e dirigir, por exemplo.
Nao entendi a afirmação de que "o numero de usuarios cresce na medida em que os traficantes desejam aumentar seus lucros com a venda…" O que vc quis dizer com isso e baseado em quê?