
Fui alertado para o material do Economist ao ler o editorial do Estadão esta manhã. Trata-se de uma ampla matéria e entrevista feita pelo semanário inglês que pinta um quadro positivo da administração Lula, mostrando porque o cara é, mesmo depois de todo bombardeio que sofreu ano passado, o franco favorito para as eleições de outubro. Se vai ganhar é outra história e é sempre bom lembrar o exemplo da Marta em SP, que tinha 48% de aprovação da população na época das eleições, tinha feito uma administração sensacional na capital, com diversas obras importantes (CEU, Bilhete Único, corredores de ônibus, Telecentros, etc…) e mesmo assim perdeu para o vampirão que se vendeu como sendo 'do bem'… E a galera caiu direitinho!! Agora toma-lhe rampa antimendigo, ruas recapeadas nas coxas (sem sinalização e com vãos onde tinham carros estacionados!), CEUs e Telecentros relegados a segundo plano, albergues idem, e por aí vai…
O Economist diz que Lula é popular, mas não populista, e que se mostra forte nas pesquisas de opinião porque consegue manter estabilidade econômica e programas sociais fortes, mesmo tendo o Brasil ainda estruturas meio que em frangalhos. Nem o Estadão em seu editorial ousou discordar, teve que dar o braço a torcer.
Junte-se a isso que o tal do mensalão se provou uma bela canoa furada para os que queriam derrubar Lula a todo custo - e não foram poucos, à direita e à esquerda… -, e que a lista de Furnas começa a ser comprovada (depois da confirmação da lista pelo tabelião que autenticou as cópias da lista, a partir de um original, agora apareceu uma testemunha, ex-funcionário da Toshiba, que disse à PF que o esquema em Furnas funcionou sim para abastecer o caixa de políticos, muitos deles que posam de vestais da moralidade em Brasília como ACM Neto, Eduardo PAes, Zulaiê Cobra e Alberto Goldman, entre muuuuitos outros…), vemos que as coisas começam a voltar ao patamar de sempre. E começando do zero, Lula tem uma vantagem enorme sobre os demais, seja Ackmin, Serra ou Garotinho, graças aos bons números que conseguiu para o país em pouco mais de três, por seu carisma ou ainda pelo fato de evitar a imprensa para falar diretamente ao povo - o que não é necessariamente ruim, já que os jornalões e revistinhas, adeptos do jornalismo pout-pourri alugaram a opinião pública com interesses privados.
E o pessoal do Economist deu a melhor definição do mensalão que já li na imprensa: um oceano de suposições pontilhado por ilhas de fatos.
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Enquanto isso, vou me preparando para a Bienal do Livro de SP. Tá chegando, começa dia 9 de março, lá no Anhembi. Vai ser gigantesca, estão esperando 800 mil pessoas nos 11 dias. Estou durango kid mas vou dar uma passada porque fiz umas matérias sobre o assunto lá pro Globo Online (aqui). Devo ir no dia da abertura e depois só no final, pra conferir alguma promoção perdida. Sempre rola e às vezes dá pra comprar livros com até 70% de desconto. Tomara.
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