Um momento agenda n'O Escriba: dia 23, domingão, tem The Central Scrutinizer Band no Café Piu Piu, no Bexiga, a partir das 21h30.
E na quarta-feira, dia 26, o filósofo italiano Antônio Negri lança o livro Multidão - Guerra e Democracia na era do Império e Global-Biopoder e luta em uma América Latina globalizada (ed. Record), no Teatro Oficina, em São Paulo (rua Jaceguai, 520 - Bela Vista - Tel: 3104-0678 / 3106-2818).
Bora?
Por falar em Negri, recomendo a entrevista que ele deu a Carlos Marchi, do Estadão, publicada domingo no caderno Aliás. Negri fez uma defesa apaixonada do governo Lula mas evidentemente isso não ganha nenhum destaque na edição. A entrevista é capa do caderno e tem as duas páginas centrais, mas não há referência aos elogios a Lula nos títulos, subtítulos e legendas, só um enigmático "E diz que Lula vencerá" no final do subtítulo da página dupla interna. Enfim, jornalismo é a arte de editar (ao belprazer de quem manda, claro) a realidade, bola pra frente…
Segue um trecho:
O senhor acha que Lula fez avançar as conquistas da esquerda na América Latina?
Eu acredito que a democracia latino-americana conquistada através de Lula é irreversível. Lula vencerá. Vencerá! E eu espero que, no próximo governo, ele consiga mobilizar os movimentos sociais por dentro e não simplesmente atrelá-los ao governo. Eu penso que as grandes forças sociais, e sobretudo as grandes forças sociais da multidão, populares, étnicas, possam movimentar-se dentro do âmbito do governo. Eu espero que tudo isso venha a acontecer no novo mandato que Lula terá. E quando estiver no Brasil insistirei, onde quer que seja, e sempre, sobre este tema. Lula não é um ditador, nem é um corrupto, é um homem que conseguiu construir uma nova idéia de democracia para a América Latina inteira. É o único que trouxe uma proposta renovadora e a apresentou em condições realistas, começando por um nível mundial, um nível global. Ora, esta burguesia brasileira, que esfacelou o país e que, também, destruiu, em vários momentos, a capacidade de governar de alguns de seus melhores quadros, agora é quem se indigna, querendo retomar o governo. O que seria esse governo da burguesia senão corruopção, organizado para obstaculizar a renovação e favorecer o seu próprio bolso?
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