O cara tem mais de um milhão de discos! Segundo ele, 83% do que já foi lançado nos EUA em LP entre 1948 e 1968 nunca foi lançado em CD. Detalhe: esse período de 20 anos é tido por muitos como a época de ouro do jazz, do folk, do soul e até do rock americano.
Agora, a parte triste: o cara não encontra quem queira ficar com sua coleção. Ela vale uns US$ 50 milhões e ele quer US$ 3 milhões - vende até por menos, acredito eu, mas ninguém fez oferta alguma. Esse curta documentário é emblemático do fim de uma era - não apenas da indústria fonográfica mas também de boa parte da produção musical do século 20, que vai sumir sem que ninguém tenha escutado. Dá um aperto no coração de pensar nisso...
O documentário pode ser visto na íntegra aqui.
Volta e meia garimpo a internet para ver se encontro discos antigos que são muito difíceis de serem encontrados em CD. Nos últimos anos já 'resgatei' preciosidades como a trilha da novela Nina e o lendário Tim Maia Racional (antes de relançarem). Minha mais nova 'descoberta' foi Telecoteco Opus No. 1, que traz a gravação de um show no Teatro Opinião em 1966 da dupla Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro. Os dois formavam uma dupla e tanto - malandra, bem-humorada. Ciro encorpa samba clássicos com seu vozeirão e batuca na caixa de fósforos. Dilermando, mestre do samba de breque (mas infelizmente bem menos famoso que Moreira da Silva), reclama entre um samba e outro da falta de reconhecimento e também batuca, mas no seu 'Stradivarius' - não o violino, mas um também afinadíssimo chapéu de palha.
Meu pai tinha esse LP e o escutava sempre que podia. Eu, moleque, curtia maravilhado aquela seqüência de sambas clássicos, intercalados por divertidos diálogos dos dois sambistas. Só fui reencontrar esse LP quando já morava em São Paulo, num daqueles sabadões regado a chorinho e cerveja na Praça Benedito Calixto - o LP tava ali numa daquelas banquinhas e comprei, mesmo sem ter toca-discos.
De lá pra cá procurei o CD e não encontrei. Já nem me lembrava desse disco quando, na semana passada, alguém colocou no Twitter o link para baixar esse disco (e também o Batuque na Palinha). E quase que ao mesmo tempo vi este post no blog do Nassif, sobre um vídeo no Youtube com imagens do último show de Dilermando Pinheiro, em 1977. Uma beleza:
E minhas descobertas não param! Semana passada encontrei o DVD do Supershow 1969, um encontro de gigantes que aconteceu em Londres. Eu tinha isso nos tempos de faculdade em fita de vídeo, que era cópia da cópia da cópia, agora vou por as mãos finalmente num DVD com boa qualidade de imagem e som! Mal posso esperar... Esse show foi uma antológica jam session com Buddy Guy, Stephen Stills, Led Zeppelin, Buddy Miles, Eric Clapton, Jack Bruce, Modern Jazz Quartet, Roland Kirk. Tem alguns sets no Youtube, como esse:
Tem mais aqui.
Mais um estudo sobre o uso da internet no Brasil e a participação dos brasileiros nas redes sociais. É da AgênciaClick.
Se tem um cara que é sinônimo de roquenrol é o Lemmy, vocalista e baixista do Motörhead. Já foi roadie do Jimmy Hendrix (o bicho tem mais de 60) e continua na estrada, tocando seu Rickenbacker e cantando com o microfone acima da cabeça, virado para baixo (dizem que é para deixar a voz ainda mais rouca). Sua dedicação canina ao roquenrol parece estar bem representada nesse documentário sobre sua vida e obra - veja aqui a página especial do filme. Quando será que chega por aqui, heim?

Fui apenas uma vez num show do Motörhead, em São Paulo (se não me engano no Credicard Hall, em 2001), e sai tonto de tanto bater a cabeça. Mas quem consegue ficar parado ao som de Overkill ou Stone Dead Forever? Ou deixar de fazer air guitar durante One Track Mind? Confere só:
Statuesque é um curta escrito e dirigido por Neil Gaiman. Estreou semana passada na TV inglesa. O cara é brilhante:
(Fonte: BiblioFilmes Festival)
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