Matéria interessante do IDGNow:
São Paulo - Usuário poderá acompanhar sua rede de contatos e trocar conteúdos dentro do browser
O laboratório da Fundação Mozilla está desenvolvendo um add-on que dará funções de rede social ao browser Firefox.
Com o aplicativo chamado The Coop, os usuários do Firefox poderão acompanhar as atividades de seus contatos online, além de compartilhar links e conteúdos de forma integrada a serviços web mais populares, usando seus feeds como mecanismos de transporte de informações.
Conforme explica a Fundação Mozilla, o The Coop exibe as fotos dos contatos do internauta na parte superior do browser. Clicando na imagem de um amigo, o usuário pode acessar a lista de fotos mais recentes atualizadas por ele no Flickr, seus vídeos favoritos no YouTube, websites selecionados, posts publicados em blogs, status atualizado no Facebook, entre outras atividades.
Escrevendo sobre lições aprendidas com a MetaReciclagem:
If in the first actions we could think of MetaReciclagem as an effort dedicated to
providing infrastructure for people in need of it, time has shown us that the focus
was not exactly that. Often, the infrastructure we have provided lacked stability
and a qualitative concern with the content accessed by its users. The process
of developing MetaReciclagem as an open infrastructure, though, has proved
itself a very positive movement in the perspective of finding people with the
potential to make an innovative use of technology and empowering them providing
a pro-active network of experts in different areas, open and accessible tools to
communicate with that network, and a growing repository of useful knowledge
in those areas. Another perspective is that MetaReciclagem itself transformed,
from a group of people concerned with re-manufcturing computers, to an open
network dedicated to foster a different kind of sensibility for the relations
between people and technologies. This positioning, as an open and accessible
network, has brought us a number of other issues as well: how to keep the
innovation and the exchange running in a fluid organization, composed by
people with very different interests, backgrounds, skills and dreams. We're
still trying to figure that out.
Entre várias discussões interessantes, projetos colaborativos, MetaRec, jornalismo cidadão, OLPC, aprendizado distribuído, autonomia e muito mais, um dos papos recorrentes no BarcampSP: business, *monetização* de blogs, business, start-ups, business. Se de certa maneira foi uma espécie de *desvio* do conceito primeiro dos Barcamps – colaboração --, talvez tenha sido sintomático que isso tenha ocorrido em Sampa: afinal de contas, é a cidade que vive de negócios, respira-se negócios. Talvez eu devesse escrever sobre o primeiro grupo de temas, mas vou dar prosseguimento a um papo que comecei com o Avório e com meu irmão: vem por aí uma nova bolha?

Explico: mania crescente e, diria, exponencial é a dos auto-denominados *probloggers*, blogueiros que *monetizam* ao máximo seus blogs a fim de viver exclusivamente disso. Ou seja: ganhar dinheiro, o máximo possível, a partir do Adsense, de links patrocinados, do Mercado Livre, do Buscapé e quetais. Ok, cada um faz o que quiser com seu blog, mas o que se vê por aí são blogs em que mal se distingue o conteúdo *editorial* (se é que se pode chamar assim) do publicitário. Aliás, o próprio conteúdo editorial desses blogs é feito na medida visando amplificar o resultado nos SEOs da vida: palavras-chave cuidadosamente escolhidas, nomes de celebridades da hora e por aí vai...
Tá tudo muito bem, tá tudo muito bom, mas... até onde isso pode ir? Pode-se argumentar a partir da potencial infinitude da web, da própria auto-regulamentação que se cria naturalmente nessa ecologia digital, mas aí mesmo é que tá o ponto crucial. Essa moçadinha que quer virar um Interney do dia pra noite não pensa e nem considera conceitos como reputação, meritocracia, compartilhamento de conhecimento: o negócio é ver única e exclusivamente cifrões em qualquer lugar, e como-fazer-dinheiro-com-isso. Pensamento típico do século 20, não percebem que esse canibalismo capitalista está falido, ainda não chegaram ao século 21. Ok, vão ganhar algum dinheirinho, mas acabarão aprendendo do jeito mais difícil.
De minha parte, e graças a Deus não estou só, fico com o que o Mr. Manson chamou de *internet moleque*: blogo porque quero, porque sim, quando quero, e acabou. Se vier alguma grana (como já veio um pouquinho), é consequência natural. Mas o princípio é compartilhar conhecimento à vontade, usar o blog como um grande bookmark e um espaço livre pra conversas, como um grande boteco.
Aí vem o André *embaixador-do-Barcamp* Avório e me manda o link desse artigo: The revolution will not be advertised, comentando o GWEI – Google Will Eat Itself, idéia bacana duns gringos que quer simplesmente aproveitar a auto-canibalização do Google pra depois redistribuir suas *cotas* pros usuários do GTTP Ltd. -- Google To The People Public Company. Simplesmente genial!
Pelo menos me senti mais aliviado, e constato que ainda não tô paranóico. Ou, se é nóia minha, não tô sozinho nessa... WTF?
Participei de maneira dispersiva de alguns dos painéis do primeiro dia do Barcamp Sampa. Algumas anotações abaixo.
Web 2.0 no Brasil
Bastante gente, roda de apresentações, discussão um pouco dispersa. Pouca coisa nova. Questões sobre investimentos, angels, BPs. Bolha bolha bolha. Fui bonzinho e falei pouco.
Aprendizagem informal
Finalmente conheci Luiz Algarra. Aprendizado distribuído, projeto Metá:Fora, autonomia. KM. Mongoose e os 12 princípios da colaboração. Sentido de comunidade. Pessoas viciadas na imagem do chefe. Empresa como comunidade de pessoas. Nem toda empresa serve para a colaboração.
OLPC
Serginho Amadeu, Hernani, Sergio F. Lima. Contexto de teorias alternativas à educação tradicional como base de uma nova tecnologia, não o contrário. MetaReciclagem. O X-O não é isso tudo, mas é bem interessante. Talvez o grande problema seja chamarem ele de laptop. Não é. É um pequeno dispositivo de comunicação entre pessoas. Pode virar um apoio a processos colaborativos de aprendizado. Questão recorrente: existe uma metodologia de uso do X-O? Minha opinião: não, e nem adiantaria muito. Talvez o movimento inverso: comunidade online de troca de planos e atividades entre professorxs de todo o Brasil. Dar visibilidade, promover troca com base em licenças livres, premiar as melhores idéias. Difícil, de qualquer forma - se o professor não puder considerar aquilo como trabalho, não vai parar nas horas vagar pra preparar aulas. Sergio F. Lima trouxe a imagem de "sala dos professores" online. Interessante. Orkut e MSN, redes sociais. Software livre. Usabilidade.
Circulando
Papo Drupal virou papo site do barcamp. Fabiano pediu sugestões pro Drupal, China comentou algumas coisas. Se esboçou mas não tomou corpo um papo sobre Xemelê, jabber, XMPP. Ainda entrei e saí de outras conversas. Fiquei sabendo que teve papo sobre startups e sobre publicidade online, mas não acompanhei.
Amanhã é no Espaço Gafanhoto (não achei a URL). Vou propor um papo sobre MetaReciclagem, apropriação tecnológica e Bricolabs.
Replicando:
O que é?
Reunir gente interessada em internet e tecnologia, disposta a trocar experiências, colaborar - esse é o objetivo do BarCamp. O evento é organizado informalmente, enquanto acontece, sem ter uma programação fechada ou palestrantes definidos: são os próprios participantes que decidem a grade de discussões no começo de cada dia. Entre os temas mais recorrentes, estão comunicação participativa, gestão de conteúdo, software livre, plataformas online de colaboração e Web 2.0.
Onde?* Sábado 24/03: Faculdade Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900, 3o andar)
* Domingo 25/03: ainda em discussão entre a comunidade
As inscrições para o primeiro BarCamp em São Paulo já estão abertas. Temos capacidade para, a priori, 200 pessoas e independente do número de participantes atingir ou não esse limite, o processo de inscrições será encerrado no próximo dia 18 - portanto, não deixe para correr riscos de última hora.
Acesse a página do evento e preencha o formulário na parte inferior - o documento de identidade ou CPF está sendo pedido porque, por determinação da Cásper Líbero (local onde nos encontraremos somente no primeiro dia do evento), esses dados serão checados na portaria pela equipe de segurança do prédio. Então, não deixe de informá-los corretamente e lembre-se de levar o documento consigo.
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