Abr 09
UMA PARTIDA ÉPICA
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Menon |
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Categorias: A
As atuações épicas, que ficam na história, geralmente começam bem antes do primeiro apito de sua senhoria e se espalham através dos tempos. São inesquecíveis.
Foi assim com Diego Souza. Ele está _ainda está_ enfrentando o Sport desde aquela patética atuação contra o Colo Colo. O Palmeiras perdeu por 3 x 1 em casa e Diego resolveu se vingar.
Ao contrário de Keirrison, que viu seu futebol definhar desde então, Diego Souza passou a ter o Sport como obsessão. No domingo, após o gol da virada contra o frágil Botafogo, um Diego Souza apoplético, mercurial, amador e varzeano avisou, com tapas no braço, ódio no olhae e gritos altíssimos: é quarta-feira, é quarta-feira.
E o Sport, que quis fazer de um jogo uma guerra, teve de se ver diante de um ensandecido guerreiro.
Diego Souza passou, brigou, deu carrinho, chutou bola, chutou adversário e, como faca quente na manteiga, como policiais da ditadura que enfrentam trabalhadores em greve, passou por cima da defesa do Sport.
E ele, que havia participado do primeiro gol, fez o segundo. Colocou o Palmeiras na briga. E entrou na história do clube. Durante muito tempo, as famílias Cazavia, Pessini, Leme da Costa, Prósperi e Leme da Costa se lembrarão do gol do guerreiro.




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Mas o Diego tá queimando minha língua e fico feliz com isso. Só espero que essa merda de tribunal da FPF não o suspenda das finais.
E agradeço, comovido, a homenagem. Você é sãopaulino, mas é gente boa. E meu melhor amigo.
Poderia ser perfeito, mas a perfeição já achou sua personificação: eu.
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