Mar 29
GOLAÇO E GOLAZO
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Menon |
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Categorias: A
Uma obra prima deve ser necessariamente uma produção individual? Algo criado por Michelângelo, Da Vinci, Maradona ou Pelé? Ou pode ser produto de uma criação coletiva?
Quando se fala de futebol, é difícil escolher.
1 - O gol de Nilmar poderia ser assinado pelos Mestres do Futebol. Se gols fossem distribuídos pelo Criador, talvez apenas Pelé e Maradona não fizessem fila para receber um presente como aquele de Nilmar. Como o Criador não existe....
Foi tudo perfeito. Nada poderia ser acrescentado. Naquele gol de Maradona contra os piratas ingleses, alguém ainda poderia dizer que o Dez demorou para chutar, que poderia ter tocado antes ou qualquer bobagem assim. O de Nilmar não. Dominou, deu o chapéu e concluiu. Sempre com o mesmo pé. Se fosse cinco centímetros para baixo bateria na cabeça do beque. Se fosse cinco centímetros para cima, perderia um pouco da beleza.
2 - Messi avançou, tocou para Tevez, que devolveu a Messi. Mais um toque e gol. Obra prima assinada por dois grandes jogadores. Dois passes perfeitos e uma conclusão perfeita. Difícil escrever sem usar tanto a palavra perfeito. São gols assim que fazem do futebol o esporte mais...perfeito que existe.
Messi estava com a 10. De Pelé e de Maradona, com quem se parece muito mais. O drible curto, o modo de encarar os adversários, a conclusão. A mesma camisa 10 que Riquelme abandonou. Ele mesmo, que sempre foi um 10 sensacional no Boca mas não funcionou na seleção.
3 - O gol que mais me emocionou. Um gol normal, sem beleza alguma e que deveria ter sido anulado. Lugano subiu nas costas do zagueiro paraguaio antes de cabecear. Mas foi um gol de Diego Alfredo Lugano Moreno. Um jogador que leva a profissão a sério, que deixa todo o seu coração em campo. E que, quando beija a camisa de sua seleção, é impossível ver no ato qualquer indício de demagogia. Lugano está se transformando em um dos jogadores míticos da seleção uruguaia. Não será como Nasazzi e Odbulio porque o Uruguai não será campeão do mundo. Mas já se iguala a Paolo Montero, filho de Montero Castillo. E que é o recordista de cartões amarelos e vermelhos na Liga Italiana.
E que venham mais golaços. E golazos.




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