Mar 29

BRASIL FOI PEQUENO EM QUITO

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Menon | PERMALINK | 0

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A seleção de camisa amare­la e calção azul tomou conta do jogo desde o primeiro minuto. Com um atacante em cada lado do campo, tinha ainda um centroavante que recebia o auxílio de meias com muita vontade de jogar.
Teve mais posse de bola, chutou mais, acertou a trave e lamentou o gol não sair. O Brasil, de azul, só se defendeu e deixou Quito comemorando o empate contra o Equador.
Um resultado injusto para os equatorianos, que não temeram o currículo e o passado da seleção brasileira e, com personalidade, mandaram no jogo desde o início até o final.
O torcedor brasileiro teve ontem uma nova experiência. Algo que acompanha sempre os fãs de seleções como a da Jamaica, por exemplo. Torceu para um time pequeno.
Uma equipe encurralada em seu campo, sem opções de saída para o jogo. Sem laterais apoiando, sem volantes encostando nos meias e sem meias com alguma qualidade.
E pensar que a camisa 10 es­tava com alguém que já foi eleito como o melhor jogador do mundo. O que restou ao torcedor brasileiro foi vibrar com seu goleiro, que fez uma partida impressionante. Realizou de­fesas precisas, importantes e algumas até impossíveis. A mais bela de todas, pela elasticidade, pela coragem e pela técnica ao diminuir o ângulo de Guerrón, foi aos 18min do segundo tempo.
O domínio equatoriano era tanto que a segunda substituição de Dunga buscava dar mais solidez à defesa do que opções de ataque. Saiu Elano,
que estava muito atrás, juntamente com Gilberto Silva e Felipe Melo, e entrou Josué, que só sabe desarmar.
A primeira mudança, ainda na etapa inicial, foi a entrada de Daniel Alves no lugar de Maicon, contundido.
Aos 25min, a última mu­dança de Dunga. Colocou em campo um jogador menos va­
lorizado que os companheiros, mas que nunca deixou o técnico na mão. No lugar do apagado Ronaldinho Gaúcho entrou Julio Baptista, que,
saindo do banco, foi o grande jogador na conquista da Copa América de 2007.
E ele foi fundamental uma vez mais. Na primeira bola que recebeu, conseguiu um chute forte no canto direito de Cevallos. O goleiro contribuiu muito para que o Brasil fizesse o gol que confirmava, naquele instante, a mais injusta vitória da história recente do Brasil.
O Equador sentiu um pouco,mas logo voltou ao ataque. O Brasil teve uma chance a mais com Luis Fabiano. O segundo gol não saiu. Se­
ria muita injustiça. E veio o empate equatoriano, no final
do jogo. Os zagueiros do Brasil não colaboraram com Julio
Cesar e Noboa marcou.
Empate para ser comemorado. Como time pequeno.

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