Mar 31
ENQUANTO O SONO NÃO VEM....
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O sono não vem e não recorro a carneirinhos. Fico pensando em bobagens do tipo: a melhor seleção de todos os temos, a melhor seleção sul-americana de todos os tempos, a melhor seleção brasileira de todos os tempos.
O sono não vem e tento colocar regras na suruba. O critério principal é ver quem brilhou em Copas. Banks brilhou e Yashin fracassou. E o esqudma? Será o 4-1-3-2. Lógico. Se vamos escolher os melhores, que se escolha antes um esquema que favoreça os craques.
O sono não vem e sai a primeira seleção:
Banks; Djalma Santos, Cannavaro, Beckenbaure e Nilton Santos; Obdulio Varela, Cruyff, Pelé e Maradona; Garrincha e Ronaldo.
Por que Obdulio? Porque ele conduziu o Uruguai à maior vitória coletiva em todas as Copas do Mundo. Ganhou do Brasil no Brasil em uma final de Copa. E porque com ele, o Uruguai nunca foi derrotado em Copas. Até hoje, os uruguaios acreditam que se o Negro Chefe estivesse em campo na Copa de 1954 contra a Hungria (o Uruguai saiu de um 0 a 2 para empatar no úlitmo minuto de jogo e ser derrotado na prorrogação).
Quanto aos outros, acho que não precisa explicação.
O sono não vem. E lá vai a seleção sul-americana. Mesmo critério. Mesmo esquema.
Fillol, Djalma Santos, Nasazzi, Passarella e Nílton Santos; Obdulio Varela, Didi, Pelé e Maradona, Garrincha e Ronaldo.
Por que Nasazzi? Foi o capitão da seleção uruguaia em 1930 e comandou o time no primeiro título mundial, virando o jogo contra a Argentina na final. Gostaria de colocar o peruano Teofilo Cubillas, autor de dez gols em Copas do Mundo, mas fiquei com Didi, considerado o melhor joador da copa de 1958.
O sono não vem. E o quem vem é a seleção brasileira de todos os tempos.
Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Aldair e Nílton Santos; Falcão, Didi, Pelé e Gérson; Garrincha e Ronaldo.
E o sono só veio quando pensei na seleção do Dunga
Mar 30
FUTEBOL PAULISTA SEM COMANDO
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A fase final do Paulistão se aproxima. E ninguém sabe onde serão os jogos. Prova de que o futebol paulista está sob má direção.
Marco Polo del Nero está suspenso. Reinaldo Carneiro Bastos não tem força política. E é assim, sem direção e sem moral, que a Federação terá de definir o mando dos jogos das semifinais. Ela adoraria tirar o São Paulo do Morumbi, mandando-o para Prudente, mas não terá coragem de fazer isso. Aliás, porque a Federação gosta tanto de Prudente?
Se forem mantidos os emparceiramentos atuais, Palmeiras e Portuguesa devem fazer seus dois jogos no Pacaembu. São Paulo e Corinthians deve ser um jogo no Morumbi e outro em Prudente. Andrés vai abrir mão do Pacaembu para fazer o São Paulo viajar até Prudente e prejudicar o time que tem jogos pela Libertadores.
Se a final for entre São Paulo e Palmeiras, haverá um jogo no Morumbi e outro no Palestra. Se for Corinthians x Palmeiras, Prudente deverá ver a decisão.
Mar 29
BRASIL FOI PEQUENO EM QUITO
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A seleção de camisa amarela e calção azul tomou conta do jogo desde o primeiro minuto. Com um atacante em cada lado do campo, tinha ainda um centroavante que recebia o auxílio de meias com muita vontade de jogar.
Teve mais posse de bola, chutou mais, acertou a trave e lamentou o gol não sair. O Brasil, de azul, só se defendeu e deixou Quito comemorando o empate contra o Equador.
Um resultado injusto para os equatorianos, que não temeram o currículo e o passado da seleção brasileira e, com personalidade, mandaram no jogo desde o início até o final.
O torcedor brasileiro teve ontem uma nova experiência. Algo que acompanha sempre os fãs de seleções como a da Jamaica, por exemplo. Torceu para um time pequeno.
Uma equipe encurralada em seu campo, sem opções de saída para o jogo. Sem laterais apoiando, sem volantes encostando nos meias e sem meias com alguma qualidade.
E pensar que a camisa 10 estava com alguém que já foi eleito como o melhor jogador do mundo. O que restou ao torcedor brasileiro foi vibrar com seu goleiro, que fez uma partida impressionante. Realizou defesas precisas, importantes e algumas até impossíveis. A mais bela de todas, pela elasticidade, pela coragem e pela técnica ao diminuir o ângulo de Guerrón, foi aos 18min do segundo tempo.
O domínio equatoriano era tanto que a segunda substituição de Dunga buscava dar mais solidez à defesa do que opções de ataque. Saiu Elano,
que estava muito atrás, juntamente com Gilberto Silva e Felipe Melo, e entrou Josué, que só sabe desarmar.
A primeira mudança, ainda na etapa inicial, foi a entrada de Daniel Alves no lugar de Maicon, contundido.
Aos 25min, a última mudança de Dunga. Colocou em campo um jogador menos va
lorizado que os companheiros, mas que nunca deixou o técnico na mão. No lugar do apagado Ronaldinho Gaúcho entrou Julio Baptista, que,
saindo do banco, foi o grande jogador na conquista da Copa América de 2007.
E ele foi fundamental uma vez mais. Na primeira bola que recebeu, conseguiu um chute forte no canto direito de Cevallos. O goleiro contribuiu muito para que o Brasil fizesse o gol que confirmava, naquele instante, a mais injusta vitória da história recente do Brasil.
O Equador sentiu um pouco,mas logo voltou ao ataque. O Brasil teve uma chance a mais com Luis Fabiano. O segundo gol não saiu. Se
ria muita injustiça. E veio o empate equatoriano, no final
do jogo. Os zagueiros do Brasil não colaboraram com Julio
Cesar e Noboa marcou.
Empate para ser comemorado. Como time pequeno.
Mar 29
SUPREENDENTE LUSA
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O que é mais surpreendente?
1 - A Portuguesa estar invicta há seis jogos, com cinco vitória e um empate, 11 gols a favor e três gols contra?
2 - A Portuguesa ter sido beneficiada nos dois últimos jogos, com a validação do gol de mão de Fabrício Carvalho no empate por 2 a 2 com o Mirassol e com a marcação de um pênalti inexistente sobre Edno, na goleada por 4 a 1 sobre o Marília.
Agora, precisa de um empate na Vila e de uma vitória contra o Santo André para se classificar.
Ou então, pode até perder na Vila e se classificar, caso vença o Santo André e o Santos empate com a Ponte Preta em Campinas.
Mar 29
GOLAÇO E GOLAZO
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Uma obra prima deve ser necessariamente uma produção individual? Algo criado por Michelângelo, Da Vinci, Maradona ou Pelé? Ou pode ser produto de uma criação coletiva?
Quando se fala de futebol, é difícil escolher.
1 - O gol de Nilmar poderia ser assinado pelos Mestres do Futebol. Se gols fossem distribuídos pelo Criador, talvez apenas Pelé e Maradona não fizessem fila para receber um presente como aquele de Nilmar. Como o Criador não existe....
Foi tudo perfeito. Nada poderia ser acrescentado. Naquele gol de Maradona contra os piratas ingleses, alguém ainda poderia dizer que o Dez demorou para chutar, que poderia ter tocado antes ou qualquer bobagem assim. O de Nilmar não. Dominou, deu o chapéu e concluiu. Sempre com o mesmo pé. Se fosse cinco centímetros para baixo bateria na cabeça do beque. Se fosse cinco centímetros para cima, perderia um pouco da beleza.
2 - Messi avançou, tocou para Tevez, que devolveu a Messi. Mais um toque e gol. Obra prima assinada por dois grandes jogadores. Dois passes perfeitos e uma conclusão perfeita. Difícil escrever sem usar tanto a palavra perfeito. São gols assim que fazem do futebol o esporte mais...perfeito que existe.
Messi estava com a 10. De Pelé e de Maradona, com quem se parece muito mais. O drible curto, o modo de encarar os adversários, a conclusão. A mesma camisa 10 que Riquelme abandonou. Ele mesmo, que sempre foi um 10 sensacional no Boca mas não funcionou na seleção.
3 - O gol que mais me emocionou. Um gol normal, sem beleza alguma e que deveria ter sido anulado. Lugano subiu nas costas do zagueiro paraguaio antes de cabecear. Mas foi um gol de Diego Alfredo Lugano Moreno. Um jogador que leva a profissão a sério, que deixa todo o seu coração em campo. E que, quando beija a camisa de sua seleção, é impossível ver no ato qualquer indício de demagogia. Lugano está se transformando em um dos jogadores míticos da seleção uruguaia. Não será como Nasazzi e Odbulio porque o Uruguai não será campeão do mundo. Mas já se iguala a Paolo Montero, filho de Montero Castillo. E que é o recordista de cartões amarelos e vermelhos na Liga Italiana.
E que venham mais golaços. E golazos.
Mar 28
K9 ERRA FEIO E PERDE O DUELO COM W9
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Washington ganhou o duelo. Teve apenas uma chance. Muito bem posicionado diante da fraca defesa palmeirense, tocou de cabeça e marcou. Keirrison conseguiu errar com o gol aberto. A bola bateu na trave e voltou a seus pés. Chutou fraco, para a defesa de Ceni.
Eu detesto quando chamam um time marcador e esforçado de competitivo. Competitivo é quem ganha e isso pode ser feito de muitas formas. O Santos de Pelé era competitivo ou não? O Barcelona de Messi é competitivo ou não?
O São Paulo é, através de outras opções. Tem zagueiros muito bons. Tem volantes muito bons. E tem um centroavante que faz gols. Foi comum ver o Palmeiras chegando perto do gol e sendo barrado pelo sistema defensivo do São Paulo.
O chato é ouvir definições do tipo: " a gente sabe que se não tomar gols, nosso ataque vai fazer". O futebol merece mais do que isso. Merece times competitivos de uma maneira mais alegre e brilhante.
Mar 27
DOIS TIMES MUITO DIFERENTES DUELAM HOJE
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Washington ou Keirrison Ou, como está na moda, K9 ou W9? A pergunta não se refere apenas ao que podem fazer tecnicamente os dois artilheiros. Ela passa por conceitos táticos sobre o seu

posicionamento em campo.
Todo jogador precisa ter o que se chama hoje em dua de homem referência e que o meu querido tio Percival, com um sorriso nos lábios chamava de centefor? Corruptela de center foward. Centroavante. O jogador de área, com pouca mobilidade mas de grande pontaria. Aquele que parece fácil de ser marcado, mas que, com uma jogda simples consegue aumentar o tamanho do gol?
Washington é assim. Keirrison não é assim. O matador palmeirense é muito mais rápido e muito mais técnico. Tem feito mais gols. Tem muito mais futuro, mas duvido que algum beque brasileiro entre em campo tranquilo contra Washington.
Além de suas diferenças técnicas, Washington e Keirrison também têm companheiros de estilos diferentes. Borges, que faz o pivô como ninguém, é muito mais matador do que Cleiton Xavier ou Marquinhos. Esses dois têm a obrigação de fazer a bola chegar até K9. E ela chega de perto, com passes rápidos e velocidade.
Vem pelo chão. A bola que chega a Washington vem pelo alto. Como naquele lindo lançamento de Jorge Wagner contra o América de Cali. Quando vem pelo chão, vem de longe, como no passe de Hernanes, no mesmo jogo.
São nuances de um grande jogo. De times que tem dois gramdes jogadores. Um que vive seus últimos anos. Um solitário da área. Outro, que inicia a carreira agora. E que sempre tem companheiros ao lado. Talvez até pudessem jogar juntos. Mas não será hoje. Hoje é dia de duelo
Mar 27
DOIS TIMES MUITO DIFERENTES DUELAM HOJE
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Washington ou Keirrison. Ou, como está na moda, K9 ou W9? A pergunta não se refere apenas ao que podem fazer tecnicamente os dois artilheiros. Ela passa por conceitos táticos sobre o seu posicionamento em campo.
Todo jogador precisa ter o que se chama hoje em dua de homem referência e que o meu querido tio Percival, com um sorriso nos lábios chamava de centefor? Corruptela de center foward. Centroavante. O jogador de área, com pouca mobilidade mas de grande pontaria. Aquele que parece fácil de ser marcado, mas que, com uma jogda simples consegue aumentar o tamanho do gol?
Washington é assim. Keirrison não é assim. O matador palmeirense é muito mais rápido e muito mais técnico. Tem feito mais gols. Tem muito mais futuro, mas duvido que algum beque brasileiro entre em campo tranquilo contra Washington.
Além de suas diferenças técnicas, Washington e Keirrison também têm companheiros de estilos diferentes. Borges, que faz o pivô como ninguém, é muito mais matador do que Cleiton Xavier ou Marquinhos. Esses dois têm a obrigação de fazer a bola chegar até K9. E ela chega de perto, com passes rápidos e velocidade.
Vem pelo chão. A bola que chega a Washington vem pelo alto. Como naquele lindo lançamento de Jorge Wagner contra o América de Cali. Quando vem pelo chão, vem de longe, como no passe de Hernanes, no mesmo jogo.
São nuances de um grande jogo. De times que tem dois gramdes jogadores. Um que vive seus últimos anos. Um solitário da área. Outro, que inicia a carreira agora. E que sempre tem companheiros ao lado. Talvez até pudessem jogar juntos. Mas não será hoje. Hoje é dia de duelo
Mar 26
RONALDO É DE OUTRA TURMA
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Ronaldo domina a ciência da multiplicação de espaços. Não é como Garrincha, de quem Nelson Rodrigues dizia ser capaz de transforma um lenço em um latifúndio, mas faz parte realmente de outra série de jogadores.
Os craques. Os inesquecíveis. Os que estão na história. É lógico que todos já sabíamos disso, antes de ele chegar ao Corinthians. Luis Antonio Prósperi, grande amigo e jornalista, pensa que, se não fossem as contusões, ele ultrapassaria Maradona.
Eu acho que apenas Garrincha poderia ultrapassar Maradona. Pelé está acima de todos, convenhamos. Mas Ronaldo está lá, entre os grandes. Pelé, Maradona, Ronaldo, Romário, Zidane, Obdúlio (pela mística), entre os que ganharam Copas. Cruyff e Di Stefano reinando entre os "sem Copas".
É hora de entender o momento que estamos vivendo e aproveitar. É a época do renascimento de um craque. Merece respeito. Merece comemoração. Quantos terão ou tiveram o privilégio que estamos tendo?



