Abr 29
É MELHOR DECIDIR EM CASA?
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É MELHOR DECIDIR EM CASA?
A discussão sobre a vantagem de se jogar a segunda partida de um mata-mata em casa pode ganhar um exemplo maior agora, após a derrota do Livertad para o San Luis, em Assunción. Ao perder, o time paraguaio permitiu ao São Paulo passar do quinto para o quarto lugar na clasificação geral. No caso, bem provável de que Boca empate com o Táchira e Nacional do Uruguai empate com Nacional do Paraguai, em Buenos Aires e Montevidéu, respectivamente.
Ao se classificar em quarto lugar, o São Paulo terá direio de decidir as quartas de final em casa e não mais na casa do adversário. Antes, havia garantido apenas o direito de decidir as oitavas em casa. Mas, sempre imaginando que os times mais bem classificados consigam a classificação, caberá ao São Paulo jogar as quartas-de-final contra o Cruzeiro. No emparceiramento que parecia mais provável no caso de uma vitória que não veio do Libertad contra o San Luis, caberia ao São Paulo decidir contra o próprio Libertad, no Paraguai.
Então, o que e melhor: decidi em cada com o Cruzeiro ou em Assunção com o Libertad?
PS - O caminho do São Paulo na Libertadores parece estar cheio de brasileiros. Dependendo dos jogos de hoje e amanhã, seu primeiro adversário pode ser o Palmeiras, com decisão no Morumbi. Em seguida, Cruzeiro, também no Morumbi, Grêmio no Olímpico e Boca na Bombonera.
Fácil, não? E do jeito que o time está jogando....
Abr 23
O PEIXE, O GATO E DAGOBERTO
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No jornal, eu me sento em frente à uma televisão. Entre nós, está uma mesa. É assim que vejo os jogos do Corinthians, a trabalho. Em uma outra televisão, localizada em cima de uma armário, a cinco metros à minha esquerda, fica outra televisão. Então, muitas vezes se repete aquela história de fritar o peixe e olhar o gato. Vejo o Corinthians à minha frente e, quando o narrador do jogo do São Paulo aumenta o tom de voz ou o ritmo da narração, olho para o lado. Prazer vencendo o trabalho.
E o que vejo em 80% dos casos? Escanteio para o São Paulo. Bola cruzada na área do adversário. Washington e Borges pulando com o goleiro. Chute de fora da área. Bola dividida. Façam o teste. Há pouquíssimas jogadas de bola no chão, tabela, deslocamento, futebol agradável enfim.
É o tal futebol competitivo. Como se o Barcelona não o fosse. Estão usando competitivo como sinÔnimo de time que obtém bons resultados sem ter uma boa variedade de jogadas, sem ter aproximação e drible, nem pensar.
Contra o America de Cali foi possível perceber alguma mudança. Muricy resolveu colocar Dagoberto para atuar como um meia pela direita. Preenche o espaço, luta pela bola e vai ao ataque. Tudo pelo mesmo salário. Acho que há uma possibilidade de dar certo. Eu considero Dagoberto mais forte do que habilidoso. O seu drible não tem beleza, parece branco sambando. Mas, aos trancos e barrancos, chega na frente. E cruza. Fez uma boa tabela com Washington.
Precisa aprender a marcar, para fazer menos falta e não ser expulso.
Pode dar certo, sim. Ele, pela direita, Hernanes no meio e Jorge Wagner na esquerda. Na frente, dois atacantes. Contra o America, ele foi o melhor dos tres meias. É lógico que eu trocaria os três pelo Alex, pelo Riquelme ou pelo Danilo. Mas como não dá para se querer tudo, Dagoberto pode ser, quase dois anos depois de chegar, a luz no fim do túnel.
Abr 16
VERDÃO NÃO TEVE ALMA
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O Palmeiras, que enfrentou toda a pressão do Sport no primeiro jogo, não conseguiu superar os dez jogadores a que o time pernambucano foi reduzido ontem, após a inocente comemoração de Wilson, após o gol de empate no finalzinho do jogo.
O gol do Palmeiras veio em um pênalti inexistente. Isso não importa. O difícil é Vanderlei Luxemburgo arrumar alguma explicação para o fato de, com um jogador a mais, não conseguir fazer um gol no bom Magrão.
Este é o tipo de jogo que se ganha na marra, mesmo jogando mal. O São Paulo, que não tem sido bom exemplo para ninguém fez isso na semana passada contra o Defensor. E o Corinthians fez o mesmo contra o São Paulo, já no final do jogo.
Não tem a ver com técnica e nem com tática. É postura em campo, é coração, é atitude, como dizem os boleiros. E como Diego Souza foi diferente ontem do jogador que abalou a Ilha do Retiro na última semana.
Mais além do coração, é preciso ver que Luxemburgo não soube montar o time no segundo tempo. Colocou um monte de atacantes e ninguém no meio. Não havia jogadas de transição, não havia toque de bola. Foi fácil o Sport se defender com as famosas duas linhas de quatro defensores.
Ah, e que zagueirada ruim que o Palmeiras tem, não?
Abr 14
O FIM DE UMA ERA
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Rogério Ceni vai começar a recuperação física antes do previsto. Rogério Ceni vai treinar antes do previsto. Rogério Ceni vai jogar antes do previsto. Mesmo assim, uma era terminou ontem com a sua fratura no tornozelo.
Nunca será como antes. Rogério já está com 36 anos e as últimas atuações mostravam uma queda de rendimento que eu considero irreversível. Quando voltar - e não tenho dúvida que voltará - não haverá a mesma confiança de antes. Para chegar ao time, ele terá de desbancar um novo goleiro que estará jogando bem. E ficará um cheiro de injustiça no ar.
Foi triste, como lembrou o Fábio Salgueiro, o fim de carreira de Zetti. Do São Paulo para o Santos, do Santos para o Fluminense, falhando cada vez mais. O Ronaldo goleiro também. Fluminense, Inter de Limeira, Portugesa, Santista etc. Está na hora de Rogério parar. Por cima.
Não vai fazer isso, é lógico. Vai voltar a jogar. Mas não será mais como já foi. E, se é para deixar saudades, que pare agora. Dói menos. Ficará sempre como o mito que é.
Abr 09
UMA PARTIDA ÉPICA
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As atuações épicas, que ficam na história, geralmente começam bem antes do primeiro apito de sua senhoria e se espalham através dos tempos. São inesquecíveis.
Foi assim com Diego Souza. Ele está _ainda está_ enfrentando o Sport desde aquela patética atuação contra o Colo Colo. O Palmeiras perdeu por 3 x 1 em casa e Diego resolveu se vingar.
Ao contrário de Keirrison, que viu seu futebol definhar desde então, Diego Souza passou a ter o Sport como obsessão. No domingo, após o gol da virada contra o frágil Botafogo, um Diego Souza apoplético, mercurial, amador e varzeano avisou, com tapas no braço, ódio no olhae e gritos altíssimos: é quarta-feira, é quarta-feira.
E o Sport, que quis fazer de um jogo uma guerra, teve de se ver diante de um ensandecido guerreiro.
Diego Souza passou, brigou, deu carrinho, chutou bola, chutou adversário e, como faca quente na manteiga, como policiais da ditadura que enfrentam trabalhadores em greve, passou por cima da defesa do Sport.
E ele, que havia participado do primeiro gol, fez o segundo. Colocou o Palmeiras na briga. E entrou na história do clube. Durante muito tempo, as famílias Cazavia, Pessini, Leme da Costa, Prósperi e Leme da Costa se lembrarão do gol do guerreiro.
Abr 07
GUERRA PODE SER RUIM PARA O SPORT
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Sport optou pela guerra e pode perder a classificação para a segunda fase da Libertadores. O futebol está cheio de histórias em que um time entra em campo muito "pilhado" e acaba sendo derrotado por outro, com o pensamento voltado apenas para o jogo. Os times de Cuca são assim.
Em 2007, ele colocou o Botafogo, no final do primeiro turno do Brasileiro, para enfrentar o São Paulo como se aquele fosse o último jogo do campeonato. Da história do Botafogo. Do mundo. O São Paulo entrou com determinação, mas sem esse exagero. E venceu o jogo. O Botafogo teve Túlio expulso por chutar a cabeça de Leandro, caído.
É verdade que a mesma estratégia utilizada agora pelo Sport deu certo

no ano passado. Seus diretores criaram um clima de guerra para o jogo contra o Corinthians. Torcedores não puderam entrar em campo. A torcida do Sport fez o seu papel. Incentivou desde o início, cantou músicas de Morais Moreita etc e tal e o Sport venceu.
Só que aquele era o último jogo do campeonato e a tática do tudo ou nada até pode ser compreendida. Precisavam fazer dois gols e fizeram. A tática suicida deu certo.
Agora é diferente. E se, com todo esse clima de guerra, perderem o jogo? Vão perder novamente em São Paulo. E o Palmeiras reviverá no campeonato. E o Sport terá muitos problemas. Terá de armar outra guerra contra o Colo Colo. E decidir contra a LDU em Quito.
Decisões como essas não têm volta. Na quarta, o Sport estará à beira da glória ou da crise.
Mar 31
ENQUANTO O SONO NÃO VEM....
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O sono não vem e não recorro a carneirinhos. Fico pensando em bobagens do tipo: a melhor seleção de todos os temos, a melhor seleção sul-americana de todos os tempos, a melhor seleção brasileira de todos os tempos.
O sono não vem e tento colocar regras na suruba. O critério principal é ver quem brilhou em Copas. Banks brilhou e Yashin fracassou. E o esqudma? Será o 4-1-3-2. Lógico. Se vamos escolher os melhores, que se escolha antes um esquema que favoreça os craques.
O sono não vem e sai a primeira seleção:
Banks; Djalma Santos, Cannavaro, Beckenbaure e Nilton Santos; Obdulio Varela, Cruyff, Pelé e Maradona; Garrincha e Ronaldo.
Por que Obdulio? Porque ele conduziu o Uruguai à maior vitória coletiva em todas as Copas do Mundo. Ganhou do Brasil no Brasil em uma final de Copa. E porque com ele, o Uruguai nunca foi derrotado em Copas. Até hoje, os uruguaios acreditam que se o Negro Chefe estivesse em campo na Copa de 1954 contra a Hungria (o Uruguai saiu de um 0 a 2 para empatar no úlitmo minuto de jogo e ser derrotado na prorrogação).
Quanto aos outros, acho que não precisa explicação.
O sono não vem. E lá vai a seleção sul-americana. Mesmo critério. Mesmo esquema.
Fillol, Djalma Santos, Nasazzi, Passarella e Nílton Santos; Obdulio Varela, Didi, Pelé e Maradona, Garrincha e Ronaldo.
Por que Nasazzi? Foi o capitão da seleção uruguaia em 1930 e comandou o time no primeiro título mundial, virando o jogo contra a Argentina na final. Gostaria de colocar o peruano Teofilo Cubillas, autor de dez gols em Copas do Mundo, mas fiquei com Didi, considerado o melhor joador da copa de 1958.
O sono não vem. E o quem vem é a seleção brasileira de todos os tempos.
Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Aldair e Nílton Santos; Falcão, Didi, Pelé e Gérson; Garrincha e Ronaldo.
E o sono só veio quando pensei na seleção do Dunga
Mar 30
FUTEBOL PAULISTA SEM COMANDO
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A fase final do Paulistão se aproxima. E ninguém sabe onde serão os jogos. Prova de que o futebol paulista está sob má direção.
Marco Polo del Nero está suspenso. Reinaldo Carneiro Bastos não tem força política. E é assim, sem direção e sem moral, que a Federação terá de definir o mando dos jogos das semifinais. Ela adoraria tirar o São Paulo do Morumbi, mandando-o para Prudente, mas não terá coragem de fazer isso. Aliás, porque a Federação gosta tanto de Prudente?
Se forem mantidos os emparceiramentos atuais, Palmeiras e Portuguesa devem fazer seus dois jogos no Pacaembu. São Paulo e Corinthians deve ser um jogo no Morumbi e outro em Prudente. Andrés vai abrir mão do Pacaembu para fazer o São Paulo viajar até Prudente e prejudicar o time que tem jogos pela Libertadores.
Se a final for entre São Paulo e Palmeiras, haverá um jogo no Morumbi e outro no Palestra. Se for Corinthians x Palmeiras, Prudente deverá ver a decisão.
Mar 29
BRASIL FOI PEQUENO EM QUITO
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A seleção de camisa amarela e calção azul tomou conta do jogo desde o primeiro minuto. Com um atacante em cada lado do campo, tinha ainda um centroavante que recebia o auxílio de meias com muita vontade de jogar.
Teve mais posse de bola, chutou mais, acertou a trave e lamentou o gol não sair. O Brasil, de azul, só se defendeu e deixou Quito comemorando o empate contra o Equador.
Um resultado injusto para os equatorianos, que não temeram o currículo e o passado da seleção brasileira e, com personalidade, mandaram no jogo desde o início até o final.
O torcedor brasileiro teve ontem uma nova experiência. Algo que acompanha sempre os fãs de seleções como a da Jamaica, por exemplo. Torceu para um time pequeno.
Uma equipe encurralada em seu campo, sem opções de saída para o jogo. Sem laterais apoiando, sem volantes encostando nos meias e sem meias com alguma qualidade.
E pensar que a camisa 10 estava com alguém que já foi eleito como o melhor jogador do mundo. O que restou ao torcedor brasileiro foi vibrar com seu goleiro, que fez uma partida impressionante. Realizou defesas precisas, importantes e algumas até impossíveis. A mais bela de todas, pela elasticidade, pela coragem e pela técnica ao diminuir o ângulo de Guerrón, foi aos 18min do segundo tempo.
O domínio equatoriano era tanto que a segunda substituição de Dunga buscava dar mais solidez à defesa do que opções de ataque. Saiu Elano,
que estava muito atrás, juntamente com Gilberto Silva e Felipe Melo, e entrou Josué, que só sabe desarmar.
A primeira mudança, ainda na etapa inicial, foi a entrada de Daniel Alves no lugar de Maicon, contundido.
Aos 25min, a última mudança de Dunga. Colocou em campo um jogador menos va
lorizado que os companheiros, mas que nunca deixou o técnico na mão. No lugar do apagado Ronaldinho Gaúcho entrou Julio Baptista, que,
saindo do banco, foi o grande jogador na conquista da Copa América de 2007.
E ele foi fundamental uma vez mais. Na primeira bola que recebeu, conseguiu um chute forte no canto direito de Cevallos. O goleiro contribuiu muito para que o Brasil fizesse o gol que confirmava, naquele instante, a mais injusta vitória da história recente do Brasil.
O Equador sentiu um pouco,mas logo voltou ao ataque. O Brasil teve uma chance a mais com Luis Fabiano. O segundo gol não saiu. Se
ria muita injustiça. E veio o empate equatoriano, no final
do jogo. Os zagueiros do Brasil não colaboraram com Julio
Cesar e Noboa marcou.
Empate para ser comemorado. Como time pequeno.
Mar 29
SUPREENDENTE LUSA
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O que é mais surpreendente?
1 - A Portuguesa estar invicta há seis jogos, com cinco vitória e um empate, 11 gols a favor e três gols contra?
2 - A Portuguesa ter sido beneficiada nos dois últimos jogos, com a validação do gol de mão de Fabrício Carvalho no empate por 2 a 2 com o Mirassol e com a marcação de um pênalti inexistente sobre Edno, na goleada por 4 a 1 sobre o Marília.
Agora, precisa de um empate na Vila e de uma vitória contra o Santo André para se classificar.
Ou então, pode até perder na Vila e se classificar, caso vença o Santo André e o Santos empate com a Ponte Preta em Campinas.



