Nós viu: Planeta dos Macacos: A Origem! Tweet

Bom, recentemente pude conferir o novo filme do Planeta dos Macacos, que conta a história de César (ou Caesar, no original), o primeiro macaco inteligente que deu origem à rebelião dos símios.
Obóviamente tem SPOILER PACARALHO!
Bom, antes de tudo, devo ressatar dois pontos:
1) O Planeta dos macacos foi um dos primeiros filmes de ficção que fiquei realmente fã. Eu gostava tanto do filme que eu via todas aquelas animações desanimadas dos anos 70.
2) De cara o filme já quebra o paradoxo da série original. Na história original, Cesar não era um macaco geneticamente alterado, mas sim o filho da Zira e Cornélius que veio do futuro.

Enfim, na história, Will Rodman (James Franco) é um cientista que está atrás da cura para o Alzheimer (doença que amaldiçoa seu pai). Will consegue criar um composto especial que aumentou a inteligência de uma macaca - com isso, ele teria a cura para a doença.
Porém, a macaca se mostrou extremamente agressiva e ataca todos do laboratório. O projeto de Rodman é suspenso e todos os macacos são mortos... Menos um filhote! No fim, sobrou só um macaquinho, que era filho dessa macaca que no fim não ficou agressiva - mas estava apenas protegendo o seu filhote.
Will leva o macaco pra casa para salvá-lo da matança das cobaias e percebe que, em pouco tempo, o pequeno símio se mostrou bem inteligente. O composto havia passado de mãe para filho. Will testa o composto em seu pai, que no dia seguinte aparece curado da doença. Esse
é o início do filme, só para vocês sentirem onde o roteiro vai dar.
Planeta dos Macacos: A origem é um filme bem legal! Apesar de ter vários erros conceituais e confusões nas motivações de alguns personagens (e das reais intenções de César), o diretor Rupert Wyatt consegue muitos acertos! Veja alguns:
1) Os efeitos digitais: todos sabem que sempre sou o primeiro a criticar os efeitos digitais dos filmes. Aqui não é diferente, pois os macacos são claramente digitais. Porém, A Welta conseguiu passar "realidade" nos pontos que realmente importam. Os movimentos de César são bem falsos, mas os seus olhares humanos, o jeito com que ele fica recluso, estudando os cenários e matutando no que vai fazer... Claro que a captura de movimentos de Andy Serkis (o Gollum) ajuda muito, mas são esses momentos chaves que o CG realmente convence. As expressões de César são muito boas. Dá pra ver quando ele olha com desprezo ou desconfiança para alguém. A cena que o César ignora o Will para ficar com os outros macacos no abrigo é muito boa.
2) Um dos maiores méritos dos roteiristas foi tentar colocar a história mais pé no chão. Ou sejE: os macacos não vão tomar o mundo na base da porrada nem se revoltam contra os humanos de uma hora pra outra. Eles só querem sair da ilha e, na Golden Gate, tem um grupo de humanos no meio. As saídas do roteiro para a dominação dos macacos - e da extinção dos humanos - é muito boa (fiquem para a cena pós créditos!).
Porém, ao mesmo tempo que o filme possui esses acertos, são tantos erros infantis dão aquela broxada. Tipo, no abrigo dos macacos inicialmente tinha uns 20 macacos. Quando César conseguie libertar todos, aparecem uns 100. Depois, quando eles libertam os macacos do zoológico, sobre pra uns 200! Porra, haja macaco em São Francisco!
Além disso, tem umas outras coisas que dão no saco: um orangotango, mesmo antes de tomar o composto que aumenta a inteligência, consegue ter diálogos completos com César, por sinais - ele até faz ironia!!!
As motivações do César também não ficam clara em nenhum momento do filme. Ele age com ódio pra cima dos humanos, mas também há cenas que ele claramente demonstra que não quer confronto com nenhum deles... Enfim, é de errinho em errinho que o filme também vai perdendo a sua credibilidade ao longo da exibição.
Enfim, concluindo, Planeta dos Macacos: A Origem é um filme divertidíssimo e certamente vale ver no cinema. Porém, como falei no início do post, ele desconsidera um dos paradoxos mais legais da história da ficção científica cinematográfica ao ignorar a viagem de César no tempo.
Mas mesmo assim, é diversão na certa!
Nota 7.



