Besouro Verde Tweet

Taí... Gostei! É bobo pra cacete, mas divertido sem ser sacana com o espectador.
Besouro Verde poderia ser um filme bem diferente e melhor se Stephen Chow (do genial Kung Fusão) não tivesse abandonado a produção. Mas não teria mudado a intenção dos produtores de fazer uma espécie de comédia de ação com o personagem que fez sucesso no rádio e TV, décadas atrás. E, ao contrário do que pensava, isso foi uma opção correta.
Britt Reid (Seth Rogen) tem quase 30 anos e não está nem aí para as responsabilidades da vida, forma que encontrou para irritar o pai, proprietário de um grande jornal. Porém um dia, ele fica órfão e responsável por todos os negócios da família. Junto com Kato (Jay Chou), seu fiel assessor, ele resolve criar um personagem que combata o crime se fazendo parecer por criminosos. O problema é que o chefão Chudnofsky (Christoph Waltz) não curte muito a idéia...

Michel Gondry (Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças) dirige o que chamo de uma bobagem divertida. Os primeiros 30 minutos de Besouro Verde são uma ofensa a qualquer inteligência com o protagonista definindo sua vida de maneira pra lá de inverossímil. Felizmente o que vem depois compensa a entrada.
Em nenhum momento a produção se propõe a ser um grande filme de herói, mas sabe equilibrar o suficiente de drama para não se transformar em uma completa e irrestrita paródia, mas algo que flerta com o gênero. E assim com uma boa dose de ação, cenas de humor e um drama superficial, Besouro Verde é um filme divertido e despretensioso.
Rogen e Chou tem um ótimo entrosamento em suas cenas, o que não se repete com Cameron Diaz, que parece sempre meio sem saber o que está fazendo em cena. Waltz já mostrou seu talento em Bastardos Inglórios e aqui se diverte junto com o filme. Chudnofsky é uma boa paródia dos clássicos vilões dos anos 60, que desenrolam discursos antes de matar o herói. Ele não emprega todo seu talento, mas nem é preciso. Diverte, como Besouro Verde, e é o que importa.
Nota: 7
Bugman quase foi verde



