Afropotter brasileiro? Tweet

Tem umas coisas que acontecem por aí que me deixam... ESTUPEFATO!
"Mas a vida, esta sim é uma caixinha de surpresas", já diziam os outros melhores do mundo. Tá, às vezes nem é uma surpresa tão surpreendente assim. Como uma paródia da "Saga" Prepúcio pelas mãos de Jason Friedberg e Aaron Seltzer. Ou um genérico verde-amarelo de Harry Potter.

Clebynho, o Babalorixá Aprendiz é o nome da pérola. Acompanhe comigo, no replay, o release da parada, que eu chupetei lá do site da Travessa:
Clebynho é uma criança de dez anos como outra qualquer. Pelo menos é o que parece. Criado longe de seus pais por sua tia-avó Anastácia e sua prima Cândida, ele não era muito querido na casa em que morava. Cumpria todas as suas tarefas sempre ouvindo que nada havia no mundo além da ciência e que fantasia e magia eram só um monte de bobagens.
Mas um dia, à meia-noite, um senhor bate à sua porta com o objetivo de levá-lo a uma escola muito especial. Clebynho, o babalorixá aprendiz é a história desse menino nascido e criado na periferia carioca que acaba indo estudar em uma escola mágica.
Ali, ele tem aulas de matérias nada convencionais, como "Hidrólios e Etnobotânica do Amazonas", "Vodu haitiano", "Comidas ritualísticas", "Danças ritualísticas", "Pontos de evocação", "Entidades" e "Zoologia mística".
Ele vive estranhas aventuras com seus colegas de classe, entre os quais se destacam Guaraná, um indiozinho brasileiro do Amazonas, e Erínia, uma estudante intercambista da Islândia. Durante sua jornada para salvar o Uirapuruaçu, um pássaro mágico sagrado, eles enfrentam perigosas criaturas, como o peixe-boi-vampiro e o terrível Exu-Penhauer.
Em entrevista ao R7, Leandro Müller, o autor, respondeu que não considera Clebynho uma paródia de Harry Potter, já que a paródia teria um teor eminente de comédia, coisa que a sua "obra" não tem. Para o autor, Clebynho e Harry Potter têm "semelhanças" uma vez que "todas as aventuras juvenis possuem coisas em comum" (sic).
Bem, eu realmente não gosto muito de falar mal (ou bem) das coisas antes de ler; corre-se o risco de passar vergonha e falar merda. Então, nem comento o teor do livro ou a aptidão (ou falta dela) do autor como escritor.
Mas que é uma ideia com asinha, biquinho e pezinho de ideia ruim, isso é, não tem jeito. Não pelo lado de ser algo tão "brasileiramente carimbado", com candomblé e folclore - Wellington Sberk fez isso muito bem com "Muiraquitã", por exemplo. A grande questão aqui é essa mal-disfarçada "inspiração" (ah, os eufemismos) do livro, que dá aquela pecha de "eu tô tentando pegar carona num sucesso", ainda mais quando no currículo do autor consta ter escrito também O Código Aleijadinho, que também deve ter semelhanças com O Código DaVinci porque todos os livros de teoria da conspiração possuem coisas em comum.
Enfim, pode até ser que o material seja bom. Mas eu duvido...



